Apesar de considerar prova "equilibrada"
Associação de professores faz reparos ao exame de Biologia e Geologia
A prova escrita de Biologia e Geologia do 11º ano, realizado na passada quinta-feira, foi “equilibrada” e “contextualizada com o programa” sustenta um parecer da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia, enviado hoje ao PÚBLICO. Mas a associação fez reparos a seis questões. O Ministério da Educação diz que não há razões para alterar critérios.
A discussão sobre as questões e propostas de correcção do exame por parte de professores, pais e alunos está patente na caixa de comentários do PÚBLICO da notícia “Houve uma errata mas o problema em Biologia até pode ser o Português”, e até já teve direito a uma petição e a um grupo no Facebook.
A associação de professores deu agora um parecer sobre o exame, referindo que “globalmente a prova pareceu equilibrada, contextualizada com o programa (…) e apresentando um tamanho adequado à duração proposta.” Em relação às dúvidas, das 29 questões, houve reparos a seis. As mais graves foram referentes a questões sobre ciências da Terra.
No grupo I, com questões desenvolvidas a partir de um enunciado que descreve um caso de uma região de Portugal que tem dois granitos diferentes, a associação critica duas questões. A pergunta 2, de resposta múltipla, obrigava a identificar a diferença e a semelhança entre os granitos. A textura, que em geologia refere-se aos diferentes constituintes de uma rocha, seria uma das diferenças. Mas segundo a associação, “apesar de um ponto de vista petrológico” a diferença ser evidente no texto, os “examinados, balizados pelos conceitos claramente enunciados pelo programa [da disciplina], facilmente indiciariam idêntica textura em ambos”.
A pergunta quatro do mesmo grupo também causou críticas. Nesta questão pedia-se para explicar em que é que as fortes amplitudes térmicas eram responsáveis pela erosão física que causa um fenómeno geológico chamado “pedras parideiras”. Na proposta de correcção é exigido que se mencione o “efeito da crioclastia, quando o que é perguntado é apenas qual o efeito das variações da temperatura”, escreveu num comentário Luísa de Lisboa, a criticar o exame.
A leitora defendeu que a variação de temperatura “remete para a termoclastia” e que não há indicações que seja “necessário mencionar o gelo”. Paula Canha, professora da Escola Secundária de Odemira, defende que “um aluno pode explicar perfeitamente [o fenómeno] por acção das amplitudes térmicas sem referir que a água congela nas fracturas”, explicou ao PÚBLICO por email. A associação de professores refere simplesmente que o fenómeno não é explicado pelo aparecimento de fracturas nas rochas – que está na proposta de correcção.
Na pergunta 7 do grupo III, onde se pedia para colocar em sequência fenómenos que aconteceram durante a formação da Terra, há mais críticas. “Basta trocar uma letra em 7, de duas ordens bastantes discutíveis”, para se ter a resposta mal, argumentou um leitor anónimo. Neste caso a associação concede a mesma crítica explicando que três das sete frases descrevem fenómenos “interligados e simultâneos”.
Relativamente à Biologia, a maior crítica diz respeito à pergunta 6 do grupo II onde é necessário relacionar o fitoplâncton à produção primária de biomassa para se ter a questão de resposta múltipla correcta. Esta expressão, apesar de estar certa, “não surge patente no programa da disciplina”, diz o parecer. Neste caso Paula Canha discorda, explicando que o conceito de biomassa é sempre igual em qualquer contexto. “Os alunos devem perceber porque é que o fitoplâncton produz biomassa, no fundo é perceber a importância da fotossíntese para os ecossistemas”, diz.
Gave não altera
Houve mais dois reparos em todo exame, um sobre uma gralha no texto do grupo IV que não tinha consequência nas respostas e outro na representação do eixo do rifte na figura 6 do grupo III. Quanto à parte do exame que causou mais polémica devido a haver uma correcção durante a prova – respeitante ao texto e esquema de arranque do grupo II sobre o ciclo de vida de um grupo aquático pouco conhecido chamado rotíferos – a associação não fez qualquer menção.
Segundo o Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação (GAVE) esta errata não chegou a 260 alunos, de entre 38795 que realizaram o exame. Apesar do GAVE salientar que a “ausência da nota não tinha implicações na resolução do item”, algo que Paula Canha também concorda, o gabinete vai “monitorizar rigorosamente a classificação das provas dos alunos que não receberam a errata”, explicou ao PÚBLICO, por email, uma das assessoras de imprensa do ME. Quanto às críticas aos critérios de correcção, o Gave afirma que respeita a nível científico a opinião da associação de professores mas aponta que é o programa da disciplina o único referente para a elaboração dos exames. Por isso “não há razões objectivas e fundamentadas para proceder a qualquer alteração dos critérios de classificação.”
Há ainda uma crítica mais geral, patente nos comentários, sobre a disparidade do nível de dificuldade dos exames que Paula Canha concorda. “O grau de dificuldade dos testes intermédios e exames deveria ser semelhante e não é”, assim como “o grau de dificuldade dos exames, de ano para ano, não é consistente.” A professora é da opinião que o exame pode ter uma estrutura “que permita que os alunos que estudaram e sabem a matéria tenham uma positiva, mas simultaneamente ter um lote de questões que permitam distinguir aqueles alunos que chegam mais longe”.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Exame BIOLOGIA-GEOLOGIA-10/11
Público
18.06.2010 - 07:37 Por Clara Viana
"É uma das provas necessárias para entrar nos cursos de Saúde e por isso uma das mais concorridas do ensino secundário. Opiniões recolhidas entre alunos dão conta que o exame de Biologia e Geologia do 11.º ano, realizado ontem, correspondeu à matéria que foi trabalhada nas aulas e decorreu sem percalços de maior.
Um erro na impressão do enunciado da versão 2 da prova levou, contudo, a que fosse necessário entregar uma errata aos alunos. O Ministério da Educação admite que, na parte inferior da figura 3 - uma representação esquemática do ciclo de vida de um rotífero - faltava "um carácter relevante para a resposta dos alunos", mas frisa que a questão ficou resolvida com a entrega da errata, "não decorrendo qualquer perturbação na compreensão da questão em causa e da sua resolução". A versão disponibilizada na página do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) é já a prova corrigida.
Para o exame de Biologia e Geologia estavam inscritos 57.048 alunos. Quase 18 mil não compareceram, o que representa 31 por cento do total. Em 2009, a percentagem de estudantes que faltou à primeira fase desta prova também foi de 31 por cento. Nos últimos quatro anos, a média no exame só foi positiva em 2008: chegou aos 10,5. Pior que Biologia só Física e Química, que é a segunda prova mais concorrida do secundário, mas onde a média em exame não foi ainda além do 9,3 nestes anos.
Qualidades que definham
Num artigo publicado ontem no especial exames nacionais 2010, que pode ser seguido em www.publico.pt/, Paula Canha, professora de Biologia do ensino secundário, afirma que "a falta de preparação dos alunos na língua portuguesa" é a "principal causa deste insucesso". Um sobressalto é o que provoca, no mínimo, o diagnóstico que esta docente traça dos estudantes e da escola: "Muitas vezes os alunos não compreendem os dados dos problemas, não sabem relacioná-los e/ou não conseguem comunicar por escrito de forma eficaz. De uma forma seca e dura, muitos alunos lêem mal e escrevem pior. Acrescentaria a este diagnóstico a falta de agilidade mental e de espírito crítico. São qualidades que, na escola, frequentemente definham gradual e silenciosamente, a par com outra grande qualidade de um cientista: a curiosidade."
Estou plenamente de acordo!
sábado, 15 de maio de 2010
Descobertas ilhas submersas há milhões de anos no Caribe
Cientistas alemães recolheram fósseis de animais e plantas marinhas que comprovam o achado
2010-05-11
CienciaHoje
Um grupo de cientistas alemães descobriu no mar do Caribe, na costa da Colômbia e da Venezuela, várias ilhas submersas há milhões de anos, a uma profundidade de 800 a mil metros.
O cientista acrescentou ainda que a investigação, desenvolvida nos passados meses de Março e Abril, tinha como objectivo recolher amostras dos sedimentos do fundo do mar em águas profundas da costa da Venezuela e da Colômbia.
No entanto, os resultados das investigações indicam que há 80 ou 90 milhões de anos produziu-se um grande fluxo de basalto que deu lugar à elevação de um planalto sobre a superfície marinha.
2010-05-11
CienciaHoje
Um grupo de cientistas alemães descobriu no mar do Caribe, na costa da Colômbia e da Venezuela, várias ilhas submersas há milhões de anos, a uma profundidade de 800 a mil metros.
Os especialistas da Universidade de Greifswald, na Alemanha, trouxeram à superfície restos fossilizados de corais, conchas, caracóis e algas vermelhas que extraíram com cestos especiais através de varrimentos ao fundo marinho.
Todos os animais e plantas marinhas apenas se encontram em águas superficiais muito iluminadas. O porta-voz da universidade acrescentou ainda que a descoberta de uma pedra de basalto demonstrou que os montes submarinos foram antigamente ilhas das Caraíbas.
“O resultado surpreendeu-nos muito e demonstra que o mar do Caribe foi há milhões de anos uma bola no jogo das placas continentais americanas”, explicou o investigador Martin Meschede.
O cientista acrescentou ainda que a investigação, desenvolvida nos passados meses de Março e Abril, tinha como objectivo recolher amostras dos sedimentos do fundo do mar em águas profundas da costa da Venezuela e da Colômbia.
No entanto, os resultados das investigações indicam que há 80 ou 90 milhões de anos produziu-se um grande fluxo de basalto que deu lugar à elevação de um planalto sobre a superfície marinha.
Teoria de único antepassado comum comprovada
No livro «A Origem das Espécies», publicado há 151 anos, o naturalista inglês Charles Darwin defendia que todos os seres vivos compartilham uma herança genética de um único antepassado remoto comum (universal common ancestor - UCA). Esta ideia é um dos pilares da teoria da evolução.
A partir desse único organismo ancestral a vida diversificou-se nas múltiplas formas que hoje povoam a Terra. Para testar esta teoria, fez-se agora um estudo estatístico em grande escala, cujos resultados estão publicados na revista «Nature». O estudo confirma que Darwin estava certo.
No seu trabalho, o bioquímico seleccionou 23 proteínas comuns a todo o espectro taxonómico, mas cujas estruturas diferem de umas espécies para outras. As proteínas escolhidas são de 12 espécies diferentes, quatro por cada um dos três domínios (ou super-reinos) da vida: Bacteria, Archaea e Eukariota.
O investigador preparou simulações informáticas para avaliar as probabilidades dos diferentes cenários evolutivos para produzir esta série de proteínas. Os modelos com um único antepassado comum explicaram melhor os dados. Esse antepassado complexo devia parecer-se, acredita o autor, com espuma, habitando as margens do oceano ou as chaminés geotermais.
CienciaHoje
Artigo: A formal test of the theory of universal common ancestry
A partir desse único organismo ancestral a vida diversificou-se nas múltiplas formas que hoje povoam a Terra. Para testar esta teoria, fez-se agora um estudo estatístico em grande escala, cujos resultados estão publicados na revista «Nature». O estudo confirma que Darwin estava certo.
Desde Darwin que muitos biólogos têm recolhido evidências desta teoria. No entanto, hoje, muitos cientistas questionam se as relações evolutivas entre os organismos se descrevem melhor com uma única «árvore genealógica» ou com uma rede de múltiplas árvores evolutivas conectadas entre si como uma espécie de teia de aranha. Desta forma, a vida poderia ter-se expandido de forma independente a partir de um número indeterminado de ancestrais e não apenas um.
Árvore da vida proposta por Darwin em
«A origem das Espécies» |
Desde Darwin que muitos biólogos têm recolhido evidências desta teoria. No entanto, hoje, muitos cientistas questionam se as relações evolutivas entre os organismos se descrevem melhor com uma única «árvore genealógica» ou com uma rede de múltiplas árvores evolutivas conectadas entre si como uma espécie de teia de aranha. Desta forma, a vida poderia ter-se expandido de forma independente a partir de um número indeterminado de ancestrais e não apenas um.
O bioquímico Douglas Theobald, da Brandeis University, Massachusetts, autor principal do estudo, admite que a teoria do UCA permite dizer que a vida surgiu de forma independente em várias ocasiões. Mas se assim foi, ter-se-á se produzido uma espécie de gargalo na evolução, que permitiu a sobrevivência até ao presente dos descendentes de apenas um dos organismos independentes originais.
Outra hipótese é que tenham emergido populações separadas. No entanto, através do intercâmbio de genes ao longo do tempo, estas converteram-se em uma única espécie que foi o antepassado de todos nós. Em ambas as hipóteses todos os seres vivos estão relacionados geneticamente.
Através de rigorosas fórmulas estatísticas, o investigador estudou os vários modelos existentes. Os resultados inclinam-se para a hipótese do único antepassado comum. A UCA é 102 860 vezes mais provável do que a hipótese dos vários ancestrais.No seu trabalho, o bioquímico seleccionou 23 proteínas comuns a todo o espectro taxonómico, mas cujas estruturas diferem de umas espécies para outras. As proteínas escolhidas são de 12 espécies diferentes, quatro por cada um dos três domínios (ou super-reinos) da vida: Bacteria, Archaea e Eukariota.
O investigador preparou simulações informáticas para avaliar as probabilidades dos diferentes cenários evolutivos para produzir esta série de proteínas. Os modelos com um único antepassado comum explicaram melhor os dados. Esse antepassado complexo devia parecer-se, acredita o autor, com espuma, habitando as margens do oceano ou as chaminés geotermais.
CienciaHoje
Artigo: A formal test of the theory of universal common ancestry
Governos não conseguiram travar perda de biodiversidade
ONU alerta para consequências do não cumprimento dos objectivos propostos na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável
CienciaHoje
2010-05-11
O objectivo estabelecido em 2002, na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Joanesburgo), para que até 2010 houvesse uma redução significativa da taxa de perda de biodiversidade a nível mundial, regional e nacional não foi cumprida.
Esta é a conclusão apresentada agora pela Organização das Nações Unidas (ONU) no seu terceiro relatório sobre a diversidade biológica.
O relatório «Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Ecológica» (GBO-3) foi dado a conhecer ontem em Nairobi por Achim Steiner, director do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sublinha-se aqui a falta de cumprimento por parte dos governos dos requisitos que garantam um desenvolvimento sustentável.
O conceito de «biodiversidade» definiu-se na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) como “a variedade de organismos vivos de qualquer origem, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, bem como os complexos ecológicos de que fazem parte. Isto inclui ainda a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e nos ecossistemas”.
continua
CienciaHoje
2010-05-11
O objectivo estabelecido em 2002, na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Joanesburgo), para que até 2010 houvesse uma redução significativa da taxa de perda de biodiversidade a nível mundial, regional e nacional não foi cumprida.
Esta é a conclusão apresentada agora pela Organização das Nações Unidas (ONU) no seu terceiro relatório sobre a diversidade biológica.
O relatório «Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Ecológica» (GBO-3) foi dado a conhecer ontem em Nairobi por Achim Steiner, director do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sublinha-se aqui a falta de cumprimento por parte dos governos dos requisitos que garantam um desenvolvimento sustentável.
O conceito de «biodiversidade» definiu-se na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) como “a variedade de organismos vivos de qualquer origem, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, bem como os complexos ecológicos de que fazem parte. Isto inclui ainda a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e nos ecossistemas”.
continua
Primeiro ninho de flamingos confirmado em Portugal
Lagoa dos Salgados, no Algarve, foi local escolhido pela ave
A Lagoa dos Salgados, um dos sítios mais importantes do Algarve para a conservação das aves, tem a partir de agora mais um motivo de interesse: foram observados flamingos a nidificar, estando neste momento a incubar os ovos. A registar-se o sucesso da reprodução, será o primeiro caso confirmado em Portugal de nidificação desta espécie emblemática, e mais um factor decisivo para a protecção da Lagoa dos Salgados.
O Flamingo (Phoenicopterus roseus), ave pernalta de cor rosa, é uma das espécies que mais chama a atenção aos observadores. A espécie chegou a estar ameaçada, mas um enorme esforço de conservação em vários países resultou na recuperação das populações, que agora embelezam lagoas, salinas, estuários ou sapais do Sul da Europa e do Norte de África. É uma ave relativamente comum no Inverno nas zonas húmidas litorais desde o estuário do Tejo até ao Algarve, no entanto só por uma vez foi registada a tentativa de nidificação no pais, nos sapais de Castro Marim, na década de 1980.
A Lagoa dos Salgados é uma lagoa costeira entre os concelhos de Albufeira e de Silves, e que até à data não tem nenhum estatuto de protecção legal. É no entanto um sítio de grande interesse, constantemente visitado por observadores de aves e turistas nacionais e estrangeiros, que não prescindem de uma visita a este local onde se podem observar dezenas de espécies de aves.
Devido às suas populações de aves, o local atinge os critérios internacionalmente aceites para ser considerada uma Área Importante para as Aves (IBA) pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e pela BirdLife International, e como tal a SPEA defende a classificação da lagoa como Zona de Protecção Especial (ZPE). Para o efeito, a sociedade tem vindo a alertar para a necessidade de implementar medidas de gestão que ajudem a resolver as ameaças a este local, nomeadamente a perturbação pelos visitantes, a presença de cães vadios e uma correcta gestão do nível de água da lagoa.
Este ano, foram tomadas medidas pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve para regular o nível de água da lagoa, de modo a evitar episódios de destruição dos ninhos de diversas espécies de aves, que infelizmente têm acontecido nos anos anteriores. O resultado é positivo, para já, esperando-se que estas medidas tenham continuidade. Várias espécies importantes a nível da União Europeia, como o Flamingo, o Alfaiate e o Pernilongo, encontram-se em plena época de nidificação.
Para Luís Costa, director executivo da SPEA, “ainda é cedo para dizer com certeza se teremos pela primeira vez em Portugal um caso de sucesso de reprodução de flamingos, mas é imprescindível proteger o local de forma eficaz e gerir o nível de água de forma precisa, sem grandes variações, durante a época crucial da Primavera”.
CienciaHoje
| Pode ser primeiro caso de reprodução de flamingos de sucesso (Foto: Guillaume Réthoré) |
O Flamingo (Phoenicopterus roseus), ave pernalta de cor rosa, é uma das espécies que mais chama a atenção aos observadores. A espécie chegou a estar ameaçada, mas um enorme esforço de conservação em vários países resultou na recuperação das populações, que agora embelezam lagoas, salinas, estuários ou sapais do Sul da Europa e do Norte de África. É uma ave relativamente comum no Inverno nas zonas húmidas litorais desde o estuário do Tejo até ao Algarve, no entanto só por uma vez foi registada a tentativa de nidificação no pais, nos sapais de Castro Marim, na década de 1980.
A Lagoa dos Salgados é uma lagoa costeira entre os concelhos de Albufeira e de Silves, e que até à data não tem nenhum estatuto de protecção legal. É no entanto um sítio de grande interesse, constantemente visitado por observadores de aves e turistas nacionais e estrangeiros, que não prescindem de uma visita a este local onde se podem observar dezenas de espécies de aves.
Devido às suas populações de aves, o local atinge os critérios internacionalmente aceites para ser considerada uma Área Importante para as Aves (IBA) pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e pela BirdLife International, e como tal a SPEA defende a classificação da lagoa como Zona de Protecção Especial (ZPE). Para o efeito, a sociedade tem vindo a alertar para a necessidade de implementar medidas de gestão que ajudem a resolver as ameaças a este local, nomeadamente a perturbação pelos visitantes, a presença de cães vadios e uma correcta gestão do nível de água da lagoa.
Este ano, foram tomadas medidas pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve para regular o nível de água da lagoa, de modo a evitar episódios de destruição dos ninhos de diversas espécies de aves, que infelizmente têm acontecido nos anos anteriores. O resultado é positivo, para já, esperando-se que estas medidas tenham continuidade. Várias espécies importantes a nível da União Europeia, como o Flamingo, o Alfaiate e o Pernilongo, encontram-se em plena época de nidificação.
Para Luís Costa, director executivo da SPEA, “ainda é cedo para dizer com certeza se teremos pela primeira vez em Portugal um caso de sucesso de reprodução de flamingos, mas é imprescindível proteger o local de forma eficaz e gerir o nível de água de forma precisa, sem grandes variações, durante a época crucial da Primavera”.
CienciaHoje
Rara espécie de abelha cria 'flor-sanduíche' para larvas
2010-05-11
Ciencia Hoje
Uma rara espécie de abelhas solitárias cria o seu ninho de forma semelhante a um bouquet primaveril, segundo avança um novo estudo. O ‘arranjo’, designado de ‘flor-sanduíche’, tem três camadas: uma de pétalas no exterior; em seguida, uma camada de lama e, finalmente, outra camada também de pétalas que revestem o interior da célula, segundo explicou o líder da investigação, Jerome Rozen, curador do departamento Zoologia de Invertebrados, no American Museum of Natural History, de Nova Iorque (EUA).
Ciencia Hoje
O comportamento de nidificação colorido da Osmia avosetta foi descoberto no mesmo dia, por uma rara coincidência, por equipas da Turquia e do Irão, onde esta espécie é mais abundante. “Foi em absoluta sincronia que descobrimos este comportamento incomum”, revelou Rozen.
Praga de rãs causa pânico na China por medo de terramoto
Investigadores ingleses publicam estudo onde garantem que os sapos podem prever sismos
2010-05-11
A última praga aconteceu perto de um lago no distrito de Jiangnin, na cidade de Nankín, quando cem mil rãs de menos de dois centímetros de comprimento invadiram as ruas, dirigindo-se em grupo na mesma direcção.
No passado 5 de Maio, outra invasão: dez mil rãs na província de Sichuan, onde se registou o sismo de 2008, provocaram um alarme idêntico na população.
Continua
2010-05-11
Por Bárbara Gouveia
Segunda invasão de rãs em menos de uma semana
assusta chineses
|
Duas invasões de rãs em menos de uma semana foram suficientes para causar o pânico na China. Segundo um jornal de Pequim, os chineses acreditam que as migrações destes anfíbios precedem um movimento de terras.
A última praga aconteceu perto de um lago no distrito de Jiangnin, na cidade de Nankín, quando cem mil rãs de menos de dois centímetros de comprimento invadiram as ruas, dirigindo-se em grupo na mesma direcção.
No passado 5 de Maio, outra invasão: dez mil rãs na província de Sichuan, onde se registou o sismo de 2008, provocaram um alarme idêntico na população.
Continua
Júpiter perde uma risca
Cinturão Equatorial do Sul desaparece pela terceira vez e deixa cientistas sem resposta
2010-05-13
CienciaHoje
Parece um truque de magia mas as fotografias não enganam. Júpiter perdeu uma das suas características riscas. Os cientistas não sabem a causa para o estranho fenómeno, mas supõem que tem a ver com o clima particular do quinto planeta do Sistema Solar.
Lagartos da Martinica «fogem» a Darwin
Cientistas descobrem que espécie da Martinica evoluiu separadamente e voltou a cruzar-se
Os lagartos da ilha Martinica, no mar do Caribe, são uma excepção na lei de Darwin.
Apesar de os seus ancestrais terem vivido separados durante milhões de anos, este animais continuam a ser geneticamente compatíveis, ou seja, são considerados apenas uma espécie de acordo com o conceito clássico.
A descoberta, publicada na PLoS Genetics, apresenta a excepção à regra que Darwin formulou na sua mítica visita às ilhas Galápagos.
Durante a viagem a bordo do Beagle, Charles Darwin usou como exemplo o tentilhão (um pássaro de pequeno porte) para abordar a teoria de como surgem as espécies.
As diferentes linhagens que viviam em ilhas separadas iam acumulando diferenças durante muitas gerações ate um ponto sem retorno. Se esses pássaros tinham evoluído separadamente durante milhares de anos se voltassem a encontrar-se, não poderiam ter descendência porque já não seriam a mesma espécie.
Esta especificação por isolamento geográfico continua a ser uma forte corrente na biologia e genética no mundo. Contudo, como em qualquer outra teoria, há excepções.
Ilha laboratório
A Martinica é um laboratório perfeito para poder provar-se esta teoria. Há oito milhões de anos a ilha francesa estava separada em quadro troços de terra, quando chegaram os actuais ancestrais do Anolis roquet.
A equipa de Roger Thorpe, da Universidade de Bangor, no Reino Unido, analisou amostras de tecido recolhidas da cauda de centenas de lagartos de toda a ilha, desde os que vivem nas praias paradisíacas aos que habitam nas zonas mais rochosas e áridas.
As análises ao DNA dos tecidos comprovaram que todos os lagartos descendem de quatro linhagens que habitam cada um dos fragmentos em que estava dividida a ilha.
Quando analisaram o número de alterações genéticas no genoma dos animais, os cientistas descobriram que não havia diferenças suficientes para serem considerados espécies diferentes, já que, ao longo da história e após as erupções vulcânicas que juntaram os troços da Martinica, as populações cruzaram-se.
Assim, as diferentes populações que hoje habitam a ilha são mais diferentes entre si do que as populações originárias que viviam separadas.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42521&op=all
A descoberta, publicada na PLoS Genetics, apresenta a excepção à regra que Darwin formulou na sua mítica visita às ilhas Galápagos.
Durante a viagem a bordo do Beagle, Charles Darwin usou como exemplo o tentilhão (um pássaro de pequeno porte) para abordar a teoria de como surgem as espécies.
As diferentes linhagens que viviam em ilhas separadas iam acumulando diferenças durante muitas gerações ate um ponto sem retorno. Se esses pássaros tinham evoluído separadamente durante milhares de anos se voltassem a encontrar-se, não poderiam ter descendência porque já não seriam a mesma espécie.
Esta especificação por isolamento geográfico continua a ser uma forte corrente na biologia e genética no mundo. Contudo, como em qualquer outra teoria, há excepções.
Ilha laboratório
A Martinica é um laboratório perfeito para poder provar-se esta teoria. Há oito milhões de anos a ilha francesa estava separada em quadro troços de terra, quando chegaram os actuais ancestrais do Anolis roquet.
A equipa de Roger Thorpe, da Universidade de Bangor, no Reino Unido, analisou amostras de tecido recolhidas da cauda de centenas de lagartos de toda a ilha, desde os que vivem nas praias paradisíacas aos que habitam nas zonas mais rochosas e áridas.
As análises ao DNA dos tecidos comprovaram que todos os lagartos descendem de quatro linhagens que habitam cada um dos fragmentos em que estava dividida a ilha.
Quando analisaram o número de alterações genéticas no genoma dos animais, os cientistas descobriram que não havia diferenças suficientes para serem considerados espécies diferentes, já que, ao longo da história e após as erupções vulcânicas que juntaram os troços da Martinica, as populações cruzaram-se.
Assim, as diferentes populações que hoje habitam a ilha são mais diferentes entre si do que as populações originárias que viviam separadas.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42521&op=all
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domingo, 18 de abril de 2010
Vulcão da Islândia afecta saúde pública, traz perigos geológicos e confunde reactores de aviões
"Um vulcão na Islândia, situado no meio da geleira Eyjafjallajokull, que estava adormecido a mais de 200 anos e que no mês passado lançou fumaça, entrou em erupção e causou um caos aéreo no norte da Europa.
A erupção teve que romper mais de 200 metros de gelo, arremessou lavas a mais de 10km de altura e destilou uma fumaça que é composta por silício, material que derrete as hélices das turbinas doas aviões que permaneceram em terra devido ao risco." continua aqui
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segunda-feira, 5 de abril de 2010
Genoma da trufa negra sequenciado
Investigadores querem conhecer melhor fungo que vale centenas de euros
CienciaHoje
2010-03-29
..."Os investigadores foram especialmente motivados pelo seu valor comercial e cultural. O estudo tem por objectivo conhecer melhor este organismo e lutar contra a fraude. Os resultados aparecem publicados na «Nature».
A trufa negra (Tuber melanosporum) vive em simbiose com uma árvore e é, geralmente, encontrada junto de um carvalho ou de uma aveleira. Debaixo da terra, os seus filamentos misturam-se com as raízes da árvore, insinuando-se entre as células das ramificações e assim vai-se formando o estranho fruto. A simbiose processa-se de forma mútua: a trufa ajuda a árvore a aproveitar os nutrientes do solo e a árvore fornece açúcar através da fotossíntese."
ler aqui
CienciaHoje
2010-03-29
Iguaria muito usada na gastronomia francesa e italiana
A trufa negra (Tuber melanosporum) vive em simbiose com uma árvore e é, geralmente, encontrada junto de um carvalho ou de uma aveleira. Debaixo da terra, os seus filamentos misturam-se com as raízes da árvore, insinuando-se entre as células das ramificações e assim vai-se formando o estranho fruto. A simbiose processa-se de forma mútua: a trufa ajuda a árvore a aproveitar os nutrientes do solo e a árvore fornece açúcar através da fotossíntese."
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domingo, 28 de março de 2010
Copérnico é o pai da Geologia
Estudo publicado na «Geology» atribui ciência ao astrónomo polaco
2010-03-28
CienciaHoje
Por Marlene Moura
Copérnico foi o primeiro a pensar na Terra como planeta
A história da Terra é longa, mas “muitos geólogos pensam na Geologia como uma ciência jovem que surgiu por volta de 1800, dois séculos após a Revolução Copérnica, em astronomia e física, é que se eleva a ciência moderna”. Dois investigadores, um português (Henrique Leitão)e um norte-americano, atribuem agora o início da viagem da Geologia como ciência a Copérnico, há mais de 500 anos, num estudo publicado na revista «Geology» – que já tem ecoado em vários meios de comunicação internacionais.
Ficou registado que a palavra foi usada pela primeira vez pelo naturalista italiano Ulisses Aldrovandi (século XVI), que se interessava especialmente por botânica, zoologia e Geologia – aparentemente, quem deteve a “invenção” ou que escreveu pela primeira vez o nome –, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779 (século XVIII). continua
2010-03-28
CienciaHoje
Por Marlene Moura
Copérnico foi o primeiro a pensar na Terra como planeta
A história da Terra é longa, mas “muitos geólogos pensam na Geologia como uma ciência jovem que surgiu por volta de 1800, dois séculos após a Revolução Copérnica, em astronomia e física, é que se eleva a ciência moderna”. Dois investigadores, um português (Henrique Leitão)e um norte-americano, atribuem agora o início da viagem da Geologia como ciência a Copérnico, há mais de 500 anos, num estudo publicado na revista «Geology» – que já tem ecoado em vários meios de comunicação internacionais.
Ficou registado que a palavra foi usada pela primeira vez pelo naturalista italiano Ulisses Aldrovandi (século XVI), que se interessava especialmente por botânica, zoologia e Geologia – aparentemente, quem deteve a “invenção” ou que escreveu pela primeira vez o nome –, sendo introduzida de forma definitiva por Horace-Bénédict de Saussure em 1779 (século XVIII). continua
O Delta do Nilo está a afundar
Mais uma vez a barragem de Assuão a ser notícia....
Delta do rio Nilo (Imagem: Nasa)
2010-03-24
O Egipto celebra, este ano, o 50º aniversário do início da construção do Aswan High Dam – uma maravilha da engenharia que, segundo alguns cientistas, poderá contribuir para uma catástrofe ambiental e levar milhões de habitantes a abandonar o delta, explica a última edição da «Science».
O Aswan High Dam é uma das maiores represas do mundo, no Nilo, no sul do Egipto, construída para controlar a água, armazená-la para tempos de seca e está equipada para fornecer energia hidroeléctrica.
O pior que está a acontecer é a erosão costeira, a subsidência (processo de rebaixamento da superfície terrestre, com amplitude regional a local, por causas tectônicas) e a compactação do solo delta. Durante milhares de anos, o rio Nilo tem, de certa forma, compensado por esses processos naturais, através da apresentação de sedimentos e água fresca.
No entanto, a barragem agora bloqueia os sedimentos mais a montante do Cairo e como resultado, o delta está a afundar. Enquanto isso, o Mar Mediterrâneo deverá aumentar devido ao aquecimento global. Como primeiro passo, o Egipto e as Nações Unidas decidiram lançar um estudo, que deverá durar cinco anos, sobre quais são as medida de prevenção para proteger o delta da invasão do mar.
notícia completa aqui
sobre o tema consulte o exame 2007_BG11_1ª FASE:
Delta do rio Nilo (Imagem: Nasa)
2010-03-24
O Egipto celebra, este ano, o 50º aniversário do início da construção do Aswan High Dam – uma maravilha da engenharia que, segundo alguns cientistas, poderá contribuir para uma catástrofe ambiental e levar milhões de habitantes a abandonar o delta, explica a última edição da «Science».
O Aswan High Dam é uma das maiores represas do mundo, no Nilo, no sul do Egipto, construída para controlar a água, armazená-la para tempos de seca e está equipada para fornecer energia hidroeléctrica.
O pior que está a acontecer é a erosão costeira, a subsidência (processo de rebaixamento da superfície terrestre, com amplitude regional a local, por causas tectônicas) e a compactação do solo delta. Durante milhares de anos, o rio Nilo tem, de certa forma, compensado por esses processos naturais, através da apresentação de sedimentos e água fresca.
No entanto, a barragem agora bloqueia os sedimentos mais a montante do Cairo e como resultado, o delta está a afundar. Enquanto isso, o Mar Mediterrâneo deverá aumentar devido ao aquecimento global. Como primeiro passo, o Egipto e as Nações Unidas decidiram lançar um estudo, que deverá durar cinco anos, sobre quais são as medida de prevenção para proteger o delta da invasão do mar.
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GEO11_Ocupação Antrópica e Ordenamento
sexta-feira, 26 de março de 2010
Gorilas podem desaparecer da bacia hidrográfica do Congo em 15 anos
Estudo apresentado na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção
CienciaHoje
2010-03-26
A caça furtiva, extracção ilegal de madeira e o vírus Ébola são os grandes inimigos dos gorilas para os próximos 15 anos. Estes símios têm na bacia do Rio Congo o seu último refúgio.
Porta-vozes da ONU reconheceram, no último dia da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (em Doha, Qatar), que medidas de conservação daquele ecossistema têm fracassado consecutivamente.
Com o actual ritmo de destruição do seu habitat e de caça furtiva para o consumo da carne, os gorilas podem desaparecer daquele espaço num espaço de 10 ou 15 anos.
Estas informações surgem do novo estudo sobre a espécie para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e contradizem o estudo feito em 2002, que indicava que em 2030 ainda haveria 70 mil quilómetros quadrados de selvas praticamente virgens para habitarem.
continua
CienciaHoje
2010-03-26
A caça furtiva, extracção ilegal de madeira e o vírus Ébola são os grandes inimigos dos gorilas para os próximos 15 anos. Estes símios têm na bacia do Rio Congo o seu último refúgio.
Porta-vozes da ONU reconheceram, no último dia da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (em Doha, Qatar), que medidas de conservação daquele ecossistema têm fracassado consecutivamente.
Com o actual ritmo de destruição do seu habitat e de caça furtiva para o consumo da carne, os gorilas podem desaparecer daquele espaço num espaço de 10 ou 15 anos.
Estas informações surgem do novo estudo sobre a espécie para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e contradizem o estudo feito em 2002, que indicava que em 2030 ainda haveria 70 mil quilómetros quadrados de selvas praticamente virgens para habitarem.
continua
quinta-feira, 18 de março de 2010
«Recuperação da Biodiversidade no Pico do Areeiro»
2010-03-17
Ciencia Hoje
Depois da catástrofe que assolou a Madeira, a Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal prepara-se para inaugurar no próximo domingo, dia 21 de Março, a exposição “Recuperação da Biodiversidade no Pico do Areeiro”, que estará patente no centro comercial Dolce Vita do Funchal durante três semanas e depois circulará por várias escolas da Madeira até ao fim do Ano Internacional da Biodiversidade.
«E a madeira é um Jardim...»
Ciencia Hoje
Esta iniciativa tem como objectivo “consciencializar os madeirenses e os turistas para a importância da recuperação da formação vegetal da cordilheira central da Madeira, onde se localizam as bacias de recepção das ribeiras que, a 20 de Fevereiro, provocaram a catástrofe”, explicou ao Ciência Hoje Raimundo Quintal, presidente da associação organizadora desta exposição.
«E a madeira é um Jardim...»
Madeira_vista do Jardim Botânico (Foto mclameiras)
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Fóssil de criatura rara descoberto no Canadá
Anelídeo revela como é que estes organismos evoluíram
CienciaHoje
2010-03-17
Um grupo de investigadores descobriu um dos fósseis mais raros do Mundo no centro de Ottawa, no Canadá. A descoberta de 450 milhões anos preserva o esqueleto completo de um Machaeridian plumulitid, um de apenas oito espécimes conhecidos.
CienciaHoje
2010-03-17
Os plumulitids foram anelídeos – vermes segmentados, com o corpo formado por "anéis" e o grupo inclui, por exemplo, minhocas, sanguessugas que se podem encontrar em toda parte: desde o fundo do mar à terra de um quintal – e embora fossem pequenos, revelam indícios importantes de como estes organismos evoluíram.
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Encontrados animais vivos a 180 metros debaixo do gelo
CienciaHoje
2010-03-16
Cientistas da NASA descobriram seres vivos a mais de 180 metros abaixo do gelo. Onde se pensava que apenas podiam viver alguns micróbios estavam, afinal, animais capazes de resistir a condições extremas: um anfípoda Lyssianasid, pequeno crustáceo marinho, parecido com um camarão, de oito centímetros de comprimento e cor de laranja e uma estranha espécie de medusa.
O achado que deixou os investigadores incrédulos aconteceu quando estes filmavam o interior de um bloco de gelo. De repente, uma pequena criatura aproximou-se e colocou-se sobre a câmara. Logo depois, os cientistas observaram um tentáculo que parecia o de uma medusa.
2010-03-16
Cientistas da NASA descobriram seres vivos a mais de 180 metros abaixo do gelo. Onde se pensava que apenas podiam viver alguns micróbios estavam, afinal, animais capazes de resistir a condições extremas: um anfípoda Lyssianasid, pequeno crustáceo marinho, parecido com um camarão, de oito centímetros de comprimento e cor de laranja e uma estranha espécie de medusa.
O achado que deixou os investigadores incrédulos aconteceu quando estes filmavam o interior de um bloco de gelo. De repente, uma pequena criatura aproximou-se e colocou-se sobre a câmara. Logo depois, os cientistas observaram um tentáculo que parecia o de uma medusa.
AIA termina no próximo dia 17
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Medusa biologicamente imortal
Turritopsis nutricula consegue rejuvenescer-se em ciclos aparentemente infinitos
CienciaHoje
2010-03-10
A maior parte das medusas normalmente morre após o estágio reprodutivo, mas a Turritopsis nutricula reverte para um estágio sexualmente imaturo depois de atingir a idade adulta e é capaz de rejuvenescer-se. A criatura de quatro a cinco milímetros é tecnicamente conhecida como um hidrozoário e é o único animal conhecido com capacidade de reverter ao seu estado pólipo juvenil. Teoricamente, este ciclo pode repetir-se indefinidamente, tornando-a potencialmente imortal.
CienciaHoje
2010-03-10
Encontrada nas águas quentes de climas tropicais, acredita-se que a Turritopsis possa estar espalhada pelo mundo. Embora solitárias, estas medusas são criaturas predadoras e assexuadas a partir do estado maduro. continua
Cratera gigante descoberta no Congo
Estudo revela que terá sido provocada pelo impacto de um meteorito há 145 milhões de anos
CienciaHoje
2010-03-10
CienciaHoje
2010-03-10
Uma cratera gigante foi identificada em Wembo Nyama, no Congo. Devido à desflorestação ocorrida nos últimos anos, o «buraco» com 46 quilómetros de largura tornou-se visível.
A equipa italiana de cientistas da Universidade de Pádua, que realizou o estudo, afirma que se trata de uma cratera provocada pelo impacto de um asteróide com dois quilómetros de largura, há 145 milhões de anos.
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GEO10_Planetologia - Meteoritos
DNA de aves extintas extraído de fósseis de cascas de ovo
Um artigo publicado na revista especializada em biologia Proceedings of Royal Society B. revela que um grupo internacional de cientistas conseguiu isolar moléculas de DNA de espécies de pássaros extintos a partir de fósseis de cascas de ovo, concluindo assim que este material é uma fonte rica em DNA preservado.
Os investigadores acreditam que a técnica usada vai permitir desvendar mais informações sobre as espécies extintas e as razões que levaram ao seu desaparecimento. Embora já se tenha vindo a tentar isolar o DNA de um fóssil de casca de ovo, até agora estava a ser utilizado o método designado para os ossos, mas que não é aplicável na casca de ovo.
Entre as espécies extintas, os cientistas conseguiram obter o DNA do Aepyornis, vulgarmente conhecido por pássaro elefante, e da moa, um tipo de avestruz que existiu apenas na Nova Zelândia. Além disso, usaram a mesma técnica em cascas de ovos de emas e patos.
O isolamento das moléculas de DNA do pássaro elefante foi considerado o mais notável. Este animal que viveu no Madagáscar atingia os três metros de altura e pesava meia tonelada, tornando-se na ave mais pesada que alguma vez existiu. Assemelhava-se a uma avestruz gigante e desapareceu há mil anos. Embora já haja esqueletos completos desta ave, os investigadores pretendem, ao analisar o seu DNA, formar uma imagem mais detalhada do animal.
O arqueólogo Mike Parker Pearson, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, espera ainda que a análise do DNA deste pássaro possa esclarecer os motivos do seu desaparecimento. A sua extinção coincidiu com a chegada dos humanos ao seu habitat natural, no sudeste africano. No entanto não há provas de que o Homem tenha caçado o animal, nem sequer de que tenha comido os seus ovos, ainda que um único ovo desse para fazer uma omeleta para 30 pessoas.
terça-feira, 9 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Metade dos maiores terramotos foram no Chile
O país sul americano tem registo dos maiores sismos de sempre. Quase sempre seguidos de tsunamis.
Mais de metade dos 10 maiores terramotos do mundo (com mais de 8,5 graus de magnitude) aconteceram no Chile, incluindo o de hoje, tendo quase todos sido seguidos de tsunamis, segundo o observatório norte-americano de geologia.
Três sismos foram hoje registados ao largo do Chile, tendo o primeiro terramoto atingido os 8,8 graus na escala de Richter, o que já levou o governo local a decretar estado de catástrofe.
Na sequência do abalo, o Instituto Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami ao Chile e ao Peru, enquanto o Japão optou também por reactivá-lo, depois de o ter levantado na sexta feira à noite.
As autoridades norte-americanas colocaram também a Colômbia, a Antárctida, toda a América Central e a Polinésia em vigilância.
De acordo com o Instituto Geológico dos EUA, o abalo teve uma dimensão para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas",
Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais.
Lista dos maiores terramotos - acima dos 8,5 graus na escala de Richter - registados, sem incluir o de hoje no Chile, que chegou aos 8,8 graus:
- 22 maio 1960: um terramoto com magnitude de 9,5 graus no sul do Chile seguido de tsunami provocou mais de 1700 mortos
- 27 março 1964: um sismo de 9,2 graus em Prince William Sound, no Alasca, seguido de tsunami matou 128 pessoas.
- 26 dezembro de 2004: um maremoto de magnitude 9 ao largo da ilha indonésia Sumatra provocou um tsunami que matou 226 mil pessoas em 12 países, incluindo 165 mil na Indonésia e 35 mil no Sri Lanka.
- 13 agosto 1868: terramoto de 9 graus em Arica, no Peru (agora Chile) gerou tsunamis catastróficos tendo morrido mais de 25 mil pessoas na América do Sul.
- 31 janeiro 1906: Sismo de 8,8 graus ao largo do Equador e da Colômbia causou um tsunami que matou pelo menos 500 pessoas.
- 1 novembro 1755: sismo de magnitude 8,7 seguido de tsunami em Lisboa matou cerca de 60 mil pessoas e destruiu quase Lisboa inteira .
- 8 julho 1730: terramoto de 8,7 graus em Valparaiso, Chile, provocou a morte a pelo menos 3 mil pessoas.
- 15 agosto 1950: terramoto de 8,6 graus em Assam, Tibete, matou pelo menos 780 pessoas.
- 15 junho, 1896: sismo com magnitude de 8,5 graus em Sanriku, Japão, causou tsunami que matou pelo menos 22 mil pessoas.
- 11 novembro 1922: Sismo de 8,5 graus na fronteira do Chile com a Argentina matou várias centenas de pessoas.
- 7 novembro 1837: terramoto de 8,5 graus em Valdivia, Chile, gerou um tsunami que matou pelo menos 58 pessoas no Havai.
- 29 outubro 1687: terramoto de 8,5 graus em Lima, peru, destruiu grande parte da cidade.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1506448
Mais de metade dos 10 maiores terramotos do mundo (com mais de 8,5 graus de magnitude) aconteceram no Chile, incluindo o de hoje, tendo quase todos sido seguidos de tsunamis, segundo o observatório norte-americano de geologia.
Três sismos foram hoje registados ao largo do Chile, tendo o primeiro terramoto atingido os 8,8 graus na escala de Richter, o que já levou o governo local a decretar estado de catástrofe.
Na sequência do abalo, o Instituto Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami ao Chile e ao Peru, enquanto o Japão optou também por reactivá-lo, depois de o ter levantado na sexta feira à noite.
As autoridades norte-americanas colocaram também a Colômbia, a Antárctida, toda a América Central e a Polinésia em vigilância.
De acordo com o Instituto Geológico dos EUA, o abalo teve uma dimensão para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas",
Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais.
Lista dos maiores terramotos - acima dos 8,5 graus na escala de Richter - registados, sem incluir o de hoje no Chile, que chegou aos 8,8 graus:
- 22 maio 1960: um terramoto com magnitude de 9,5 graus no sul do Chile seguido de tsunami provocou mais de 1700 mortos
- 27 março 1964: um sismo de 9,2 graus em Prince William Sound, no Alasca, seguido de tsunami matou 128 pessoas.
- 26 dezembro de 2004: um maremoto de magnitude 9 ao largo da ilha indonésia Sumatra provocou um tsunami que matou 226 mil pessoas em 12 países, incluindo 165 mil na Indonésia e 35 mil no Sri Lanka.
- 13 agosto 1868: terramoto de 9 graus em Arica, no Peru (agora Chile) gerou tsunamis catastróficos tendo morrido mais de 25 mil pessoas na América do Sul.
- 31 janeiro 1906: Sismo de 8,8 graus ao largo do Equador e da Colômbia causou um tsunami que matou pelo menos 500 pessoas.
- 1 novembro 1755: sismo de magnitude 8,7 seguido de tsunami em Lisboa matou cerca de 60 mil pessoas e destruiu quase Lisboa inteira .
- 8 julho 1730: terramoto de 8,7 graus em Valparaiso, Chile, provocou a morte a pelo menos 3 mil pessoas.
- 15 agosto 1950: terramoto de 8,6 graus em Assam, Tibete, matou pelo menos 780 pessoas.
- 15 junho, 1896: sismo com magnitude de 8,5 graus em Sanriku, Japão, causou tsunami que matou pelo menos 22 mil pessoas.
- 11 novembro 1922: Sismo de 8,5 graus na fronteira do Chile com a Argentina matou várias centenas de pessoas.
- 7 novembro 1837: terramoto de 8,5 graus em Valdivia, Chile, gerou um tsunami que matou pelo menos 58 pessoas no Havai.
- 29 outubro 1687: terramoto de 8,5 graus em Lima, peru, destruiu grande parte da cidade.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1506448
Dimensão da Tragédia no Chile desconhecida
Foto: AFP/USGS/HO Imagem da US Geological Survey (USGS) ilustra o terramoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu o Chile na madrugada deste sábado (27/02/2010)
O sismo de 8,8 que abalou o Chile pode ter feito milhares de mortes. O sismo foi 900 vezes mais forte que o do Haiti. Já há 214 vítimas mortais confirmadas. Muitas estarão soterradas sob os escombros das cidades destruídas.
Um sismo registado ao largo do Chile - e que o Instituto Geológico dos EUA estima ser de 8,8 na escala de Richter - causou pelo menos 214 mortos, segundo os primeiros balanços das autoridades do país. Entre as vítimas não há, para já, registo de portugueses. A presidente chilena, Michelle Bachelet, já declarou o estado de catástrofe.
O sismo registou-se de madrugada, com epicentro no pacífico, a 90 km da cidade de Concépcion, a segunda maior do país a seguir à capital, Santiago. Como tudo aconteceu de noite, pensa-se que milhares de pessoas estarão soterradas. A destruição entre Concépcion e Santiago é completa.
O sismo que, segundo o observatório norte-americano teve uma dimensão com "potencial para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas", foi seguido de mais de 25 réplicas, uma das quais de 6,2 graus na escala de Richter.
Em Talcahuano, uma localidade chilena, registou-se uma onda com 2,34 metros de altura. Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais.
O fenómeno, com maior intensidade junto à costa do Chile, foi sentido também em países próximos, tendo sido dado o alerta de tsunami nesse país, no Peru e no Equador tendo o Japão reactivado o alerta também.
Segundo o observatório US Geological Survey, dos Estados Unidos, o terramoto ocorreu às 03:34 locais (06:34 em Lisboa), com epicentro a 317 quilómetros a sudoeste da capital do Chile, Santiago, a 59,4 quilómetros de profundidade.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1506444
O sismo de 8,8 que abalou o Chile pode ter feito milhares de mortes. O sismo foi 900 vezes mais forte que o do Haiti. Já há 214 vítimas mortais confirmadas. Muitas estarão soterradas sob os escombros das cidades destruídas.
Um sismo registado ao largo do Chile - e que o Instituto Geológico dos EUA estima ser de 8,8 na escala de Richter - causou pelo menos 214 mortos, segundo os primeiros balanços das autoridades do país. Entre as vítimas não há, para já, registo de portugueses. A presidente chilena, Michelle Bachelet, já declarou o estado de catástrofe.
O sismo registou-se de madrugada, com epicentro no pacífico, a 90 km da cidade de Concépcion, a segunda maior do país a seguir à capital, Santiago. Como tudo aconteceu de noite, pensa-se que milhares de pessoas estarão soterradas. A destruição entre Concépcion e Santiago é completa.
O sismo que, segundo o observatório norte-americano teve uma dimensão com "potencial para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas", foi seguido de mais de 25 réplicas, uma das quais de 6,2 graus na escala de Richter.
Em Talcahuano, uma localidade chilena, registou-se uma onda com 2,34 metros de altura. Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais.
O fenómeno, com maior intensidade junto à costa do Chile, foi sentido também em países próximos, tendo sido dado o alerta de tsunami nesse país, no Peru e no Equador tendo o Japão reactivado o alerta também.
Segundo o observatório US Geological Survey, dos Estados Unidos, o terramoto ocorreu às 03:34 locais (06:34 em Lisboa), com epicentro a 317 quilómetros a sudoeste da capital do Chile, Santiago, a 59,4 quilómetros de profundidade.
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1506444
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Nova espécie animal descoberta na Ria de Aveiro
Conclusões da investigação serão reveladas em publicações internacionais
2010-01-27
Por Carla Sofia Flores
Uma nova espécie animal foi descoberta no Canal de Mira da Ria de Aveiro por investigadores da universidade daquela cidade. Trata-se de um verme marinho baptizado de “Diopatra micrura” que, embora se assemelhe a outras duas espécies já registadas no mesmo local, apresenta-se como uma novidade para a ciência.
Após a análise do material biológico recolhido em várias campanhas de investigação, Ana Maria Rodrigues, Victor Quintino e Adília Pires constataram que a “Diopatra micrura” também habita a região costeira ao largo de Aveiro, da Nazaré, de Cascais e de Vila Real de Santo António.
2010-01-27
Por Carla Sofia Flores
Uma nova espécie animal foi descoberta no Canal de Mira da Ria de Aveiro por investigadores da universidade daquela cidade. Trata-se de um verme marinho baptizado de “Diopatra micrura” que, embora se assemelhe a outras duas espécies já registadas no mesmo local, apresenta-se como uma novidade para a ciência.
Após a análise do material biológico recolhido em várias campanhas de investigação, Ana Maria Rodrigues, Victor Quintino e Adília Pires constataram que a “Diopatra micrura” também habita a região costeira ao largo de Aveiro, da Nazaré, de Cascais e de Vila Real de Santo António.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sismo de grau IV/V na escala de Mercalli sentido na ilha Terceira
tsf.sapo.pt/
Hoje às 00:51
Um sismo de grau IV/V na escala de Mercalli Modificada foi sentido pelas 20:55 nos arredores de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
A freguesia de São Bartolomeu, nos arredores de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, sofreu esta terça-feira um sismo de grau IV/V na escala de Mercalli Modificada cerca das 20:55 (menos uma hora em Lisboa).
Segundo o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, o sismo teve o epicentro a cerca de cinco quilómetros a sudoeste de Cinco Ribeiras, na ilha Terceira, e foi também sentido nas freguesias de São Carlos e Terra-Chã.
Não há registo de estragos materiais ou vítimas, segundo o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, mas o abalo foi bastante sentido, de acordo com alguns populares.
A escala de Richter mede a magnitude do sismo, enquanto a de Mercalli classifica a intensidade a partir dos seus efeitos em pessoas e estruturas na superfície da Terra.
Hoje às 00:51
Um sismo de grau IV/V na escala de Mercalli Modificada foi sentido pelas 20:55 nos arredores de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.
A freguesia de São Bartolomeu, nos arredores de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, sofreu esta terça-feira um sismo de grau IV/V na escala de Mercalli Modificada cerca das 20:55 (menos uma hora em Lisboa).
Segundo o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, o sismo teve o epicentro a cerca de cinco quilómetros a sudoeste de Cinco Ribeiras, na ilha Terceira, e foi também sentido nas freguesias de São Carlos e Terra-Chã.
Não há registo de estragos materiais ou vítimas, segundo o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores, mas o abalo foi bastante sentido, de acordo com alguns populares.
A escala de Richter mede a magnitude do sismo, enquanto a de Mercalli classifica a intensidade a partir dos seus efeitos em pessoas e estruturas na superfície da Terra.
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SISMO em Portugal
sábado, 16 de janeiro de 2010
Pássaros e jacarés respiram da mesma forma
Cientistas descobrem como os antepassados de ambos conseguiram sobreviver à extinção
Os jacarés e os pássaros respiram da mesma forma, através de uma estrutura pulmonar muito particular. O estudo da Universidade de Utah (Salt Lake City, EUA) agora publicado pela «Science» explica que o ar flui nas vias respiratórias destes répteis numa única direcção. Característica que se acreditava ser apanágio dos pássaros.
Este método de respiração pode ter permitido aos antepassados destes animais serem mais resistentes e dominarem a Terra depois da extinção massiva ocorrida há 251 milhões de anos.
Os jacarés e os pássaros respiram da mesma forma, através de uma estrutura pulmonar muito particular. O estudo da Universidade de Utah (Salt Lake City, EUA) agora publicado pela «Science» explica que o ar flui nas vias respiratórias destes répteis numa única direcção. Característica que se acreditava ser apanágio dos pássaros.
Este método de respiração pode ter permitido aos antepassados destes animais serem mais resistentes e dominarem a Terra depois da extinção massiva ocorrida há 251 milhões de anos.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
SISMO: HAITI vive um Inferno
Sismo de 7.3 graus Richter causa destruição nas Caraíbas
12 JAN 10 (Sol)
Um violento sismo de magnitude inicialmente estimada em 7.3 graus Richter derrubou vários edifícios na capital do Haiti e foi sentido em grande parte das Caraíbas, incluindo Cuba, Jamaica, as Bahamas e a
República Dominicana .
O alerta de tsunami, emitido na sequência do sismo que abalou o Haiti, manteve-se por pouco tempo. Segundo o Serviço Geológico Americano (USGS, sigla em inglês), os sismos causados por um movimento horizontal das placas tectónicas, neste caso entre as placas das Caraíbas e da América do Norte, têm muito menos probabilidades de originar um tsunami.
13.01.2010 - 11:25 Por PÚBLICO
O sismo de magnitude 7 na escala de Richter que atingiu o Haiti às 16h53 de ontem (21h53 de Lisboa) ocorreu em terra a cerca de dez quilómetros de profundidade.
Yann Kinger, especialista em movimentos tectónicos no Instituto de Física do Globo (IPG), explica que o sismo do Haiti aconteceu no limite norte da placa das Caraíbas, na zona de fronteira com a placa da América do Norte. O USGS ajuda a explicar o que aconteceu dizendo que a zona onde ocorreu o abalo é dominada por um movimento horizontal de deslizamento e compressão, com a placa das Caraíbas a mover-se em direcção a Este.
Ora, segundo o USGS, apenas cerca de dez por cento dos tsunamis são causados por sismos originados por um movimento horizontal. O maior risco acontece com os sismos gerados por subducção, ou seja, quando uma das placas desliza para debaixo da outra num movimento vertical.
Em todo o caso, os tsunamis causados por sismos originados por estes movimentos horizontais afectam, normalmente, apenas as regiões costeiras perto do epicentro, acrescenta o USGS.
De facto, pouco tempo depois do abalo, as autoridades emitiram um alerta de tsunami para a região. Havia a possibilidade de um tsunami local afectar as zonas costeiras num raio de cem quilómetros do epicentro. As regiões mais distantes registaram apenas ligeiras alterações do nível do mar ou na força das correntes costeiras. Segundo o USGS, Santo Domingo registou um aumento de 12 centímetros.
Mas à cautela, as autoridades cubanas evacuaram as zonas costeiras. Cuba, a 257 quilómetros do epicentro do sismo, sentiu o sismo.
Ver a infografias:
Sismo no Haiti
http://noticias.sapo.pt/multimedia/infografias/haitiquakeptl1401.html
O que se deve saber sobre terramotos
http://jn.sapo.pt/multimedia/infografia.aspx?content_id=1460836
12 JAN 10 (Sol)
Um violento sismo de magnitude inicialmente estimada em 7.3 graus Richter derrubou vários edifícios na capital do Haiti e foi sentido em grande parte das Caraíbas, incluindo Cuba, Jamaica, as Bahamas e a
República Dominicana .
O alerta de tsunami, emitido na sequência do sismo que abalou o Haiti, manteve-se por pouco tempo. Segundo o Serviço Geológico Americano (USGS, sigla em inglês), os sismos causados por um movimento horizontal das placas tectónicas, neste caso entre as placas das Caraíbas e da América do Norte, têm muito menos probabilidades de originar um tsunami.
13.01.2010 - 11:25 Por PÚBLICO
O sismo de magnitude 7 na escala de Richter que atingiu o Haiti às 16h53 de ontem (21h53 de Lisboa) ocorreu em terra a cerca de dez quilómetros de profundidade.
Yann Kinger, especialista em movimentos tectónicos no Instituto de Física do Globo (IPG), explica que o sismo do Haiti aconteceu no limite norte da placa das Caraíbas, na zona de fronteira com a placa da América do Norte. O USGS ajuda a explicar o que aconteceu dizendo que a zona onde ocorreu o abalo é dominada por um movimento horizontal de deslizamento e compressão, com a placa das Caraíbas a mover-se em direcção a Este.
Ora, segundo o USGS, apenas cerca de dez por cento dos tsunamis são causados por sismos originados por um movimento horizontal. O maior risco acontece com os sismos gerados por subducção, ou seja, quando uma das placas desliza para debaixo da outra num movimento vertical.
Em todo o caso, os tsunamis causados por sismos originados por estes movimentos horizontais afectam, normalmente, apenas as regiões costeiras perto do epicentro, acrescenta o USGS.
De facto, pouco tempo depois do abalo, as autoridades emitiram um alerta de tsunami para a região. Havia a possibilidade de um tsunami local afectar as zonas costeiras num raio de cem quilómetros do epicentro. As regiões mais distantes registaram apenas ligeiras alterações do nível do mar ou na força das correntes costeiras. Segundo o USGS, Santo Domingo registou um aumento de 12 centímetros.
Mas à cautela, as autoridades cubanas evacuaram as zonas costeiras. Cuba, a 257 quilómetros do epicentro do sismo, sentiu o sismo.
Ver a infografias:
Sismo no Haiti
http://noticias.sapo.pt/multimedia/infografias/haitiquakeptl1401.html
O que se deve saber sobre terramotos
http://jn.sapo.pt/multimedia/infografia.aspx?content_id=1460836
Gaia: Polvos morreram com excesso de água doce - análises
14 de Janeiro de 2010, 18:10
Lisboa, 14 Jan (Lusa) - Os polvos que deram à costa em Vila Nova de Gaia morreram devido ao excesso de água doce que correu para o oceano durante as fortes enxurradas que assolaram a região nos dias anteriores, revelaram as análises.
De acordo com fonte oficial do Ministério da Agricultura, as análises efectuadas aos polvos pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV), antigo IPIMAR, revelaram que houve um "desequilíbrio na salinidade" dos polvos que lhes provocou a morte.
A explicação para este desequilíbrio está nas enxurradas e chuvas fortes que causaram "escorrências de água doce em elevadas quantidades dos rios para o oceano".
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10548101.html
Lisboa, 14 Jan (Lusa) - Os polvos que deram à costa em Vila Nova de Gaia morreram devido ao excesso de água doce que correu para o oceano durante as fortes enxurradas que assolaram a região nos dias anteriores, revelaram as análises.
De acordo com fonte oficial do Ministério da Agricultura, as análises efectuadas aos polvos pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV), antigo IPIMAR, revelaram que houve um "desequilíbrio na salinidade" dos polvos que lhes provocou a morte.
A explicação para este desequilíbrio está nas enxurradas e chuvas fortes que causaram "escorrências de água doce em elevadas quantidades dos rios para o oceano".
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10548101.html
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Açores com Sítios de Interesse Comunitário - União Europeia classificou fontes hidrotermaisdos mares portugueses
CienciaHoje
2010-01-11
As duas fontes hidrotermais dos Açores agora classificadas são a «Menez Gwen», com uma área de dez mil hectares, e a «Lucky Strike», que se estende por mais de 19 mil hectares.
Trata-se de locais "muito importantes do ponto de vista biológico para a descoberta de novas enzimas, moléculas e proteínas, dadas as particularidades dos organismos que lá vivem", afirmou o director do DOP.
A classificação atribuída pela União Europeia permite ainda, segundo Ricardo Serrão Santos, "uma dimensão política importante aos estudos naqueles dois sítios, uma vez que passam a ser abrangidos por lei". O responsável sublinou ainda: "Esta classificação é representativa da importância do que está a ser feito em termos de protecção dos ambientes marinhos ao nível da União Europeia e da integração dos sítios de mar profundo no âmbito da Rede Natura 2000".
As duas fontes hidrotermais dos Açores assumem um especial interesse científico, nomeadamente na área do estudo da biodiversidade dos genomas das espécies marinhas de grande profundidade.
2010-01-11
Trata-se de locais "muito importantes do ponto de vista biológico para a descoberta de novas enzimas, moléculas e proteínas, dadas as particularidades dos organismos que lá vivem", afirmou o director do DOP.
Interesse científico
O director do DOP recordou que os Açores já tinham submetido em 2004 ao Governo da República as propostas de classificação das duas fontes hidrotermais, salientando que a revisão dos conceitos para a inclusão dos sítios de interesse comunitário e zonas de protecção especial na Rede Natura 2000 foi "muito importante porque permitiu alargar a rede ao alto-mar e ao oceano profundo".
Os dois campos hidrotermais, localizados entre 140 e 180 milhas a sudoeste da ilha do Faial, encontram-se entre 800 e 1700 metros de profundidade, expelindo fluidos que chegam a ultrapassar 330 graus Celsius de temperatura, o que não impede a proliferação de inúmeras formas de vida naquelas zonas.
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Fontes hidrotermais,
Vulcanismo Secundário
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Encontradas na Polónia as mais antigas pegadas de quadrúpedes
Descoberta põe em causa o que se pensava sobre a linha evolutiva dos vertebrados
2010-01-07
www.cienciahoje.pt/
Foram encontradas as pegadas mais antigas de tetrápodes até agora conhecidas. Estão nas Montanhas da Santa Cruz (Świętokrzyskie), na Polónia, e desafiam o conhecimento actual sobre a linha evolutiva dos vertebrados terrestres de quatro membros.
Isto porque os fósseis de vertebrados mais antigos que se conhecem datam de aproximadamente 377 milhões de anos. Estas pegadas são 18 milhões de anos mais velhas. Estes vertebrados terão sido um grupo de transição entre os peixes e os animais terrestres quadrúpedes.
Continuar a ler...
2010-01-07
www.cienciahoje.pt/
Foram encontradas as pegadas mais antigas de tetrápodes até agora conhecidas. Estão nas Montanhas da Santa Cruz (Świętokrzyskie), na Polónia, e desafiam o conhecimento actual sobre a linha evolutiva dos vertebrados terrestres de quatro membros.
Isto porque os fósseis de vertebrados mais antigos que se conhecem datam de aproximadamente 377 milhões de anos. Estas pegadas são 18 milhões de anos mais velhas. Estes vertebrados terão sido um grupo de transição entre os peixes e os animais terrestres quadrúpedes.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Meia tonelada de polvos dão à costa em Gaia
Nuno Oliveira, director do Parque Biológico de Vila Nova de Gaia, em declarações à TSF comentou: «A primeira ideia que me surgiu é que podia ser algum barco que tinha uma carga de polvo já fora de prazo e que a deitou ao mar. Mas essa hipótese não se confirma porque o polvo era fresco e tinha alimentação recente e as barras estão fechadas»
As autoridades ainda não encontraram as causas para a morte dos polvos, estando para já afastada a hipótese de um pico de poluição poder ter causado aquele efeito.
«O mar está agitadíssimo e a poluição rapidamente se disssipava. Teria de ser muito forte para causar mortalidade e se causasse causava ao polvo e às outras espécies, o que não foi o caso», adiantou o mesmo director. Ainda segundo ele, "tudo leva a apontar para uma doença; agora, o que a fez disparar já é outra questão", "aponta-se para causas naturais, nomeadamente viroses de polvos"
A recolha dos polvos continua, estando as causas a serem investigadas pelo Laboratório Nacional de Veterinária, que se encontra a realizar necrópsias a vários exemplares mortos.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Descoberta de dinossauro serpente
Um grupo de investigadores da Universidade do Kansas (EUA), em colaboração com uma equipa do departamento de Geologia, da Universidade do Nordeste, em Shenyang (China), descobriu um venenoso dinossauro estreitamente aparentado com aves primitivas. O estudo foi publicado na última edição da «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS), esta semana.
Este predador pré-histórico camuflava-se entre as ramagens e surpreendia as presas, imobilizando-as com o seu veneno através de uma mordidela; depois, devorava-as enquanto estas se encontravam em estado de choque.
Segundo os investigadores referiram na página online da instittuição, o Sinornithosaurus (também conhecido como ‘lagarto-ave chinês’), por ser tão semelhante com os primeiros ‘pássaros’, converte-se na primeira espécie na linha de evolução das aves actuais e próximo do veliciraptor.
continua...
Este predador pré-histórico camuflava-se entre as ramagens e surpreendia as presas, imobilizando-as com o seu veneno através de uma mordidela; depois, devorava-as enquanto estas se encontravam em estado de choque.
Segundo os investigadores referiram na página online da instittuição, o Sinornithosaurus (também conhecido como ‘lagarto-ave chinês’), por ser tão semelhante com os primeiros ‘pássaros’, converte-se na primeira espécie na linha de evolução das aves actuais e próximo do veliciraptor.
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Sismo de magnitude 6,0 foi o maior desde 1969
A terra tremeu hoje na Península Ibérica e em Marrocos, exactamente às 01:37:47h, numa intensidade de 6,0 na escala de Richter, segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal. Não há danos a registar.De acordo com dados do Instituto de Meteorologia de Portugal, o sismo que foi sentido esta madrugada em toda a Península Ibérica registou 6,0 graus na escala de Richter (num total de 10), uma intensidade considerada média.
De acordo com o responsável do IM, Adérito Serrão, "o sismo desta madrugada é o maior registado desde 1969", a cerca de 100 quilómetros do Cabo de São Vicente, no Algarve, mas "sem problemas a registar", reforçou.
O sismólogo Fernando Carrilho afirmou, por seu lado, que as "réplicas são normais" e que "tendem a diminuir quer em intensidade, quer em intervalos de tempo".
O sismo foi registado pela rede de 40 equipamentos distribuídos por todo o território nacional, e teve uma "duração aproximada de três minutos", concluiu o sismólogo.
De acordo com o European-Mediterranean Seismological Centre (Centro Sismológico Euro-Mediterrânico) e do U.S. Geological Survey (USGS, o instituto de geologia norte-americano), o abalo deu-se exactamente às 01:37:47h e teve uma magnitude um pouco mais baixa do que a avaliada pelo Instituto de Meteorologia: 5,7 na escala de Richter.
Já o Instituto de Sismologia de Espanha avaliou em 6,3 na escala de Richter a intensidade do abalo sísmico.
Oito réplicas de fraca intensidade
Sem danos a registar
Contactada pelo DN.pt, a Protecção Civil afirma não ter registo de danos pessoais ou materiais. As chamadas recebidas foram apenas para dar conta da ocorrência do sismo e não foram registados quaisquer pedidos de ajuda.
O DN disponibiliza testemunhos dos seus leitores sobre o sismo, no artigo relacionado "Leitores do DN relatam o sismo".
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SISMO em Portugal
A falha de São Vicente e o risco sísmico em Portugal
Epicentro a 185 km de Faro
Sismo de magnitude 6,0 foi o maior desde 1969 (VÍDEO)
por DN.PT17 Dezembro 2009
Sismo em Portugal
A falha de São Vicente e o risco sísmico em Portugal
por Filomena Martins17 Dezembro 2009
Portugal não é um País de risco sísmico elevado. Mas já registou na sua história um dos maiores e mais devastadores sismos registados da história, o de 1755.
A maioria dos cientistas calcula que a nossa área de maior actividade sísmica fica, como agora aconteceu, a sudoeste do cabo de São Vicente, na região do Banco do Gorringe. Foram lá que se situaram os epicentros dos maiores sismos do País, entre eles os de 60-63aC, 1033, 1356 e 1755.
O banco do Gorringe é um fragmento de crosta do oceano, que resta desde o período do Cretácico Inferior. Surgiu de planícies no fundo do mar a mais de 5 000 m de profundidade. Esta falha regista deslocamentos verticais, conhecido como mecanismo de subducção entre duas placas tectónicas (as placas em cima das quais se move a crosta terrestre) da placa africana pela placa euro-asiática.
O último grande sismo que provocou danos no território português foi o de 28 de Fevereiro de 1969, com epicentro nesta zona do banco de Goringe e magnitude entre 6,5 e 7,5.
O epicentro do sismo de 1755 (o mais destruidor que afectou território nacional, e considerado com um dos mais energéticos a nível mundial, com magnitude estimada em 8,75) terá tido também o seu epicentro no Banco do Gorringe. Há contudo cientistas e estudos recentes que, com base no tsunami que destruiu Lisboa, falam na possibilidade de se ter registado um movimento múltiplo nas falhas tectónicas: Goringe e placa do vale do Tejo.
Seja como for, o sismo de hoje é, segundo as regras da sismologia, um bom sinal: acaba de registar-se uma significativa de libertação de energia acumulada com a movimentação das placas, o que reduz as hipóteses de acontecer um grande sismo nos próximos tempos. Mas os sismos são impossíveis de prever.
Sismo de magnitude 6,0 foi o maior desde 1969 (VÍDEO)
por DN.PT17 Dezembro 2009
Sismo em Portugal
A falha de São Vicente e o risco sísmico em Portugal
por Filomena Martins17 Dezembro 2009
Portugal não é um País de risco sísmico elevado. Mas já registou na sua história um dos maiores e mais devastadores sismos registados da história, o de 1755.
A maioria dos cientistas calcula que a nossa área de maior actividade sísmica fica, como agora aconteceu, a sudoeste do cabo de São Vicente, na região do Banco do Gorringe. Foram lá que se situaram os epicentros dos maiores sismos do País, entre eles os de 60-63aC, 1033, 1356 e 1755.
O banco do Gorringe é um fragmento de crosta do oceano, que resta desde o período do Cretácico Inferior. Surgiu de planícies no fundo do mar a mais de 5 000 m de profundidade. Esta falha regista deslocamentos verticais, conhecido como mecanismo de subducção entre duas placas tectónicas (as placas em cima das quais se move a crosta terrestre) da placa africana pela placa euro-asiática.
O último grande sismo que provocou danos no território português foi o de 28 de Fevereiro de 1969, com epicentro nesta zona do banco de Goringe e magnitude entre 6,5 e 7,5.
O epicentro do sismo de 1755 (o mais destruidor que afectou território nacional, e considerado com um dos mais energéticos a nível mundial, com magnitude estimada em 8,75) terá tido também o seu epicentro no Banco do Gorringe. Há contudo cientistas e estudos recentes que, com base no tsunami que destruiu Lisboa, falam na possibilidade de se ter registado um movimento múltiplo nas falhas tectónicas: Goringe e placa do vale do Tejo.
Seja como for, o sismo de hoje é, segundo as regras da sismologia, um bom sinal: acaba de registar-se uma significativa de libertação de energia acumulada com a movimentação das placas, o que reduz as hipóteses de acontecer um grande sismo nos próximos tempos. Mas os sismos são impossíveis de prever.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Sismo de magnitude 6 nos Açores
Um sismo de magnitude 6 na escala de Richter foi registado esta quarta-feira no Oceano Atlântico a 450 km da ilha das Flores, nos Açores. De acordo com o Instituto de Geofísica norte-americano o sismo foi registado às 18h44.
Ver ainda: Os terramotos
A constituição da Terra, as placas tectónicas, as escalas dos sismos
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
«Ardi», a nova antepassada humana
'Ardi'
Fóssil de antepassado humano revelado

Fóssil de antepassado humano revelado
Catalogação do esqueleto encontrado na Etiópia demorou 17 anos, mas esta pode ser a chave para compreender melhor a evolução humana.
Tem 4,4 milhões de anos, chama- -se Ardipithecus ramidus e pode ser mais um dos antepassados do homem, diz a equipa de investigadores da Universidade da Califórinia que estudou o fóssil na Etiópia.
Apesar de não estar directamente na linha evolutiva do homem, o Ardi ( nome dado ao esqueleto parcial de uma fêmea) oferece novas informações sobre a forma como a espécie humana evoluiu do antepassado que partilha com o chimpanzé, dizem os investigadores.
O fóssil do Ardipithecus ramidus foi encontrado pela primeira vez na Etiópia em 1992, mas foram precisos mais 17 anos para compreender a sua importância. A equipa internacional recolheu ossos importantes, como o crânio com dentes, braços, mãos, pélvis, pernas e pés. Também foram encontrados outros fragmentos de osso que pertencem a 36 indivíduos diferentes, incluindo jovens, machos e fêmeas.
"Demoramos muitos anos a limpar os ossos no Museu Nacional da Etiópia e depois a restaurar o esqueleto para as suas dimensões e forma original", diz Tim White, da Universidade da Califórnia, citado pela BBC, que demorou algum tempo a "comparar os fósseis com outro encontrados em África".
Algumas das características do animal são próprias do homem moderno (caminhava em dois pés) mas outras são encontradas no chimpanzé (tinha os pés chatos o que não lhe permitia percorrer longas distâncias). "Este não é um fóssil qualquer. Não é um chimpanzé. Não é um humano. Mostra-nos como costumávamos ser", terminou.
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1378589
A investigação revela que ao contrário do que se pensava, não há um antepassado comum com o chimpanzé.
http://diario.iol.pt/artmedia.html?id=1093119&pagina_actual=1&tipo=2&mul_id=13170172
Tem 4,4 milhões de anos, chama- -se Ardipithecus ramidus e pode ser mais um dos antepassados do homem, diz a equipa de investigadores da Universidade da Califórinia que estudou o fóssil na Etiópia.
Apesar de não estar directamente na linha evolutiva do homem, o Ardi ( nome dado ao esqueleto parcial de uma fêmea) oferece novas informações sobre a forma como a espécie humana evoluiu do antepassado que partilha com o chimpanzé, dizem os investigadores.
O fóssil do Ardipithecus ramidus foi encontrado pela primeira vez na Etiópia em 1992, mas foram precisos mais 17 anos para compreender a sua importância. A equipa internacional recolheu ossos importantes, como o crânio com dentes, braços, mãos, pélvis, pernas e pés. Também foram encontrados outros fragmentos de osso que pertencem a 36 indivíduos diferentes, incluindo jovens, machos e fêmeas.
"Demoramos muitos anos a limpar os ossos no Museu Nacional da Etiópia e depois a restaurar o esqueleto para as suas dimensões e forma original", diz Tim White, da Universidade da Califórnia, citado pela BBC, que demorou algum tempo a "comparar os fósseis com outro encontrados em África".
Algumas das características do animal são próprias do homem moderno (caminhava em dois pés) mas outras são encontradas no chimpanzé (tinha os pés chatos o que não lhe permitia percorrer longas distâncias). "Este não é um fóssil qualquer. Não é um chimpanzé. Não é um humano. Mostra-nos como costumávamos ser", terminou.
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1378589
A investigação revela que ao contrário do que se pensava, não há um antepassado comum com o chimpanzé.
http://diario.iol.pt/artmedia.html?id=1093119&pagina_actual=1&tipo=2&mul_id=13170172
Um esqueleto de uma fêmea de hominídeo primitivo que viveu há 4,4 milhões de anos demonstra que os humanos não evoluíram do antepassado comum aos homens e aos chimpanzés.
A investigação revela que ao contrário do que se pensava, não há um antepassado comum para as duas espécies, mas sim dois. Assim, os humanos descendem de uma espécie e os grandes símios provêm de outra. A pesquisa indica ainda que os chimpanzés não são um modelo desse misterioso antepassado, e que foram os símios africanos que evoluíram bastantes desde os tempos do último antepassado comum. Esta investigação põe em causa o decorrer da evolução humana e está a provocar um debate internacional.
O estudo, que demorou 17 anos a analisar e a recuperar achados de um esqueleto descoberto na região de Afar, na Etiópia, foi publicado na revista científica «Science» através de 11 artigos. O esqueleto descoberto, não é o misterioso antepassado comum, mas deverá ser bastante parecido. Os 47 cientistas de 10 países apelidaram este novo hominídeo de Ardipithecus ramidus, «Ardi». Estes hominídeos são menos evoluídos que os Australopithecus.
Ardi viveu há 4,4 milhões de anos, media cerca de um metro e vinte centímetros e pesava 50 quilos. Durante o estudo os cientistas descobriram também milhares de ossos de dezenas de animais e plantas e conseguiram reconstituir o habitat natural deste hominídeo. Ardi vivia em grupo numa paisagem de floresta com cascatas de água doce, com palmeiras, figueiras e lódãos.
Os hominídeos Ardipithecus, ao contrário do que se pensava, e sugerido pela anatomia dos pés, caminhavam erguidos e apoiados pelas duas pernas. A morfologia dos dentes indica que Ardi tinha uma dieta diferente dos símios africanos e que era uma «trepadora prudente». Isto é, trepava às árvores, mas deslocava-se de gatas pelos ramos. Estes dados vêem refutar as ideias pré-existentes sobre o antepassado comum para as duas espécies. A investigação diz mesmo que os chimpanzés não são um bom modelo desse antepassado, mas que os humanos poderão ser o melhor exemplo.
A investigação revela que ao contrário do que se pensava, não há um antepassado comum para as duas espécies, mas sim dois. Assim, os humanos descendem de uma espécie e os grandes símios provêm de outra. A pesquisa indica ainda que os chimpanzés não são um modelo desse misterioso antepassado, e que foram os símios africanos que evoluíram bastantes desde os tempos do último antepassado comum. Esta investigação põe em causa o decorrer da evolução humana e está a provocar um debate internacional.
O estudo, que demorou 17 anos a analisar e a recuperar achados de um esqueleto descoberto na região de Afar, na Etiópia, foi publicado na revista científica «Science» através de 11 artigos. O esqueleto descoberto, não é o misterioso antepassado comum, mas deverá ser bastante parecido. Os 47 cientistas de 10 países apelidaram este novo hominídeo de Ardipithecus ramidus, «Ardi». Estes hominídeos são menos evoluídos que os Australopithecus.
Ardi viveu há 4,4 milhões de anos, media cerca de um metro e vinte centímetros e pesava 50 quilos. Durante o estudo os cientistas descobriram também milhares de ossos de dezenas de animais e plantas e conseguiram reconstituir o habitat natural deste hominídeo. Ardi vivia em grupo numa paisagem de floresta com cascatas de água doce, com palmeiras, figueiras e lódãos.
Os hominídeos Ardipithecus, ao contrário do que se pensava, e sugerido pela anatomia dos pés, caminhavam erguidos e apoiados pelas duas pernas. A morfologia dos dentes indica que Ardi tinha uma dieta diferente dos símios africanos e que era uma «trepadora prudente». Isto é, trepava às árvores, mas deslocava-se de gatas pelos ramos. Estes dados vêem refutar as ideias pré-existentes sobre o antepassado comum para as duas espécies. A investigação diz mesmo que os chimpanzés não são um bom modelo desse antepassado, mas que os humanos poderão ser o melhor exemplo.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Sismo nas Honduras
Pelo menos um morto no sismo de 7,1 graus
28 de Maio de 2009, 12:43

Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida no desabamento de uma casa na cidade de La Lima (230 km ao norte de Tegucigalpa) no forte sismo de magnitude de 7,1 graus que abalou nesta quinta-feira as Honduras, informou a Cruz Vermelha.
"Um menor de 15 anos morreu no desabamento da sua casa e outro foi retirado dos escombros com fracturas, na cidade La Lima, departamento de Cortés", afirmou Antonio Hernández, funcionário da Cruz Vermelha, à rádio América.
Esta é a primeira vítima fatal do terremoto de 7,1 graus na escala Richter que sacudiu na madrugada desta quinta-feira todo o território hondurenho.
O sismo teve o epicentro localizado a 130 km ao norte da cidade de La Ceiba.
O forte tremor, que durou 30 segundos, foi sentido em todo o país, incluindo a capital, provocando pânico entre a população.
O Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico emitiu um alerta para Honduras, Belize e Guatemala em consequência do sismo.
"Existe localmente uma possibilidade de tsunami que normalmente poderia afectar as costas situadas na zona de até 100 km do epicentro do sismo", afirma uma nota do centro.
"O alerta da possibilidade envolve as regiões próximas ao epicentro. As áreas mais afastadas do epicentro podem registar pequenas alterações do nível do mar e correntes costeiras fortes ou incomuns".
No entanto, o centro destaca que "não existe uma ameaça de tsunami destrutivo e generalizado com base no histórico de sismos e tsunamis".
SAPO/AFP
28 de Maio de 2009, 12:43
Pelo menos uma pessoa morreu e outra ficou ferida no desabamento de uma casa na cidade de La Lima (230 km ao norte de Tegucigalpa) no forte sismo de magnitude de 7,1 graus que abalou nesta quinta-feira as Honduras, informou a Cruz Vermelha.
"Um menor de 15 anos morreu no desabamento da sua casa e outro foi retirado dos escombros com fracturas, na cidade La Lima, departamento de Cortés", afirmou Antonio Hernández, funcionário da Cruz Vermelha, à rádio América.
Esta é a primeira vítima fatal do terremoto de 7,1 graus na escala Richter que sacudiu na madrugada desta quinta-feira todo o território hondurenho.
O sismo teve o epicentro localizado a 130 km ao norte da cidade de La Ceiba.
O forte tremor, que durou 30 segundos, foi sentido em todo o país, incluindo a capital, provocando pânico entre a população.
O Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico emitiu um alerta para Honduras, Belize e Guatemala em consequência do sismo.
"Existe localmente uma possibilidade de tsunami que normalmente poderia afectar as costas situadas na zona de até 100 km do epicentro do sismo", afirma uma nota do centro.
"O alerta da possibilidade envolve as regiões próximas ao epicentro. As áreas mais afastadas do epicentro podem registar pequenas alterações do nível do mar e correntes costeiras fortes ou incomuns".
No entanto, o centro destaca que "não existe uma ameaça de tsunami destrutivo e generalizado com base no histórico de sismos e tsunamis".
SAPO/AFP
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Vulcões_ Katia e Maurice Krafft
Katia e Maurice Krafft (1942-1991) e (1946-1991) Katia e Maurice Kraft estão entre os vulcanólogos mais célebres do mundo. Realizaram diversas missões em vulcões da Itália, da Islândia, da Indonésia e da África. Os dois desapareceram durante a explosão do vulcão Unzen, no Japão, em 3 de junho de 1991.
domingo, 19 de abril de 2009
Baleia dá à costa na Póvoa do Varzim
A baleia está morta e encalhada nas rochas da praia da Salgueira desde esta manhã, adianta a mesma fonte, de acordo com quem a Polícia Marítima já foi informada da situação.
http://diario.iol.pt/
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Ambiente,
Biodiversidade
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Células eucariotas surgiram após oxigenação
:: 2009-04-08
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multicelularidade,
Volvox
sexta-feira, 20 de março de 2009
DARWIN 2009
Os vídeos que o «Ciência Hoje» agora apresenta, retirados da transmissão em directo feita pela CvTv, são prova de que todos os elogios feitos aos jovens e aos professores não foram exagero.
As provas da final disponíveis em vídeo
Vídeos da Final
quarta-feira, 18 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Asteróide passa muito próximo da Terra
Asteróide passa muito próximo da Terra
2009-03-04
O asteróide DD45, com 30 a 40 metros de diâmetro, passou na segunda-feira a 60 mil quilómetros do sueste do Pacífico, sete vezes mais perto do que a Lua, informa a imprensa australiana.
A passagem do asteróide surpreendeu os astrónomos, que não esperavam que passasse tão perto do nosso planeta, referem os media.
"Nenhum objecto desse tamanho ou maior tinha sido observado tão perto da Terra", disse Rob McNaught, cientista do observatório australiano de Siding Spring.
O 2009/DD45 é o asteróide que mais se aproximou da Terra desde 1973, segundo o astrónomo Peter Brown, da Universidade de Ontário, no Canadá, e tem um tamanho semelhante àquele que arrasou quase dois mil quilómetros quadrados de bosque na Sibéria em 1908.
McNaught, contratado pela NASA, detectou o 2009/DD45 na noite de sexta-feira, 27 de Fevereiro e determinou que "por pouco" não atingiria a Terra na sua trajectória. Há mil asteróides classificados como potencialmente perigosos na sua passagem pela Terra ao longo da história.
Segundo McNaught, a probabilidade de que um asteróide de mais de um quilómetro de diâmetro colida com a Terra é de um em vários milhões de anos, enquanto a possibilidade de despenhar um corpo de menor tamanho mas capaz de põe em perigo uma cidade inteira é de um em várias centenas de anos.
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Asteróides,
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Descobertas 10 novas espécies de anfíbios

Um grupo de cientistas ao serviço da organização norte-americana Conservation International descobriu, na Colômbia, 10 novas espécies de anfíbios. A investigação teve lugar na região montanhosa de Darien, na fronteira com o Panamá, e a descoberta foi noticiada na segunda-feira, 2 de Fevereiro. Veja a galeria de imagens das espécies descobertas.
As descobertas incluem nove espécies de rãs e uma de salamandra. A região de Darien é conhecida pela sua riqueza em espécies endémicas, e a Colômbia é um dos países do mundo com maior variedade de anfíbios - mais de 754 espécies identificadas.
Os anfíbios são considerados pelos cientistas importantes indicadores da saúde de um ecossistema e até da existência de condições para a vida humana, já que a sua pele permeável os expõe directamente aos elementos externos e à eventual degradação do meio ambiente. Quase um terço da população total de anfíbios no planeta corre risco de extinção.
Imagem:
© Conservation International Colombia, fotografia: Marco Rada
Saber mais:
Site da Conservation International
SAPO Saber: anfíbios
Página sobre o Parque Nacional Darien (património da humanidade) no site da UNESCO
03 de Fevereiro de 2009
Etiquetas:
Anfíbios,
Biodiversidade,
Espécies Novas
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Vulcão deixa Alasca em alerta
Vulcão deixa Alasca em alerta
Há 20 horas
LOS ANGELES, EUA (AFP) — O Alasca se encontrava em estado de alerta nesta sexta-feira pela atividade de um vulcão perto de sua principal cidade, Anchorage, informaram fontes oficiais.
O vulcão Redoubt, com cerca 3.108 metros de altitude, a 150 km da cidade de 280.000 habitantes, registrou mais atividade sísmica do que o normal nos últimos cinco dias.
"Os níveis sísmicos se elevaram nas últimas oito horas. O Redoubt permanece em alerta laranja para a Aviação e em nível de alerta de observação para o vulcão", disse o Observatório Vulcanológico do Alasca em um comunicado, acrescentando que seu pessoal está trabalhando 24 horas.
O observatório esclareceu ainda que "imagens capturadas com webcams e informes de pilotos indicam que o vulcão não entrou em erupção".
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