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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O Género "Homo"...

Bem-vindo, Homo naledi!


O género humano acolheu, nesta quinta-feira, um novo membro, baptizado Homo naledi e cuja descoberta vem complicar ainda mais um pouco a nossa árvore genealógica evolutiva....

(... A nova espécie foi baptizada Homo naledi do nome da gruta, Dinaledi – que em sotho, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul, significa “as estrelas”. Situada a uns 40 quilómetros de Joanesburgo, a gruta faz parte do local arqueológico conhecido como "Berço da Humanidade", que a UNESCO classificou como património mundial devido à riqueza de depósitos com fósseis que alberga nas suas inúmeras grutas.)
ler mais aqui

Saber mais: Homo é o género que inclui os humanos modernos (Homo sapiens) e espécies estreitamente relacionadas com eles. ler mais aqui.

Figure 3.



























Figure 3.Cartoon illustrating the geological and taphonomic context and distribution of fossils, sediments and flowstones within the Dinaledi Chamber.
The distribution of the different geological units and flowstones is shown together with the inferred distribution of fossil material.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dia de Darwin


Para assinalar o Dia de Darwin, que se comemorará no próximo dia 12 de fevereiro um vídeo do TED-Ed, uma organização norte-americana sem fins lucrativos, sobre os mitos e as conceções erróneas em torno das teorias da evolução.
(disponibilizado pela Areal Editores)


 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"Superbactérias"

Imagem: Quero saber nº18 - março 2012
Aumento da resistência a antibióticos

"No século XX, o uso de antibióticos revolucionou o tratamento médico, permitindo a sobrevivência de muitos doentes, que antes estariam condenados à morte. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido. Esta droga, produzida por um fungo do género Penicillium, atua a nível da parede de algumas bactérias, destruindo-as. Este antibiótico foi de extrema importância no tratamento de doentes, durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, algumas doenças infeciosas têm-se mostrado resistentes ao tratamento com antibióticos que, anteriormente, eram eficazes.
A razão do aumento da resistência  (das"superbactérias") aos antibióticos é a evolução.
 
Qualquer população natural apresenta variantes invulgares. Considere-se o exemplo de um antibiótico que é responsável pela destruição de um componente da parede celular de um certo tipo de bactérias. Nessa população, poderá existir um ou outro indivíduo – mutante – que apresente moléculas ligeiramente diferentes nas suas paredes celulares, mas sobre as quais o antibiótico não é capaz de atuar.
Nesta situação, quando um indivíduo é tratado com um antibiótico, as bactérias sensíveis a esta droga morrem. Contudo, as bactérias resistentes não são afetadas, multiplicando-se e aumentando o seu número milhões de vezes por dia.

O antibiótico não foi responsável pelo surgimento da resistência bacteriana a essa droga, apenas favoreceu o desenvolvimento das bactérias que já apresentavam esta capacidade. Os primeiros sinais de resistência a antibióticos surgiram na década de 40 do século XX, apenas quatro anos depois do início da sua aplicação na prática clínica. A partir dessa época, novas drogas foram desenvolvidas para destruir as formas resistentes.

No entanto, os micróbios continuaram a evoluir.
Actualmente, 40% das infecções hospitalares causadas por Staphylococcus resistem
à maioria dos antibióticos. 
in Lewis, Life (adaptado por Areal Editores - doc. Ampliação)

Como  explicar o aumento progressivo, entre as bactérias, de formas resistentes a antibióticos?  

Segundo Darwin, o uso frequente de antibióticos seleciona preferencialmente as formas previamente resistentes de bactérias, que sobrevivem e se reproduzem.
 

Segundo os princípios neodarwinistas, a capacidade de resistência a antibióticos resulta de mutações génicas espontâneas ocorridas no passado. As bactérias geneticamente resistentes são favoravelmente selecionadas em presença dos antibióticos, sobrevivem, reproduzem-se e geram descendentes igualmente resistentes. Com o tempo, tais antibióticos vão perdendo sua eficácia sobre as bactérias, representando um grande problema médico.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

População de tartarugas gigantes das Galápagos está a recuperar

População de tartarugas gigantes das Galápagos está a recuperar

"A tartaruga gigante das Galápagos pode chegar a pesar 250 quilos e viver mais de um século. Contudo, desde a década de 1960 que estas tartarugas estão em perigo de extinção. Na ilha de Española – uma das mais antigas do arquipélago – tinha até há bem pouco tempo apenas 15 exemplares, 12 fêmeas e três machos.
Com tão poucos exemplares, Española era a ilha do arquipélago com menos tartarugas gigantes, principalmente devido à introdução de cabras selvagens naquele ecossistema há mais de 100 anos. As cabras superaram as tartarugas na competição pelos cactos da ilha, um dos alimentos preferidos destes répteis. Porém, graças a cinco décadas de esforços conservacionistas, a espécie recuperou e apresenta agora uma população de mais de 1.000 animais. "
 ler mais aqui

Artigo Relacionado

Morreu Lonesome George, a tartaruga solitária das Ilhas GalápagosMorreu Lonesome George, a tartaruga solitária das Ilhas Galápagos (2012/Junho)

domingo, 4 de janeiro de 2015

Galinhas foram domesticadas há 10.000 anos

Foto mclameiras
"As galinhas foram domesticadas pela primeira vez há 10.000 anos, na China, de acordo com uma análise aos ossos fossilizados do animal, junto ao Rio Amarelo, no norte do País. De acordo com os biólogos do projecto, uma análise ao ADN prova que essas galinhas são da mesma linhagem que as actuais."

Publicado em 30 de Novembro de 2014. (Grensavers)

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

" As Origens da Vida by Carl Sagan"



"Uma voz na Sinfonia Cósmica" - 2º Episódio - "As origens da VIDA"
versão dobrada em português, dividida em partes:
Parte 1-Introdução
Parte 2-Seleção Artificial
Parte 3-Calendário cósmico
Parte 4-Seleção Natural
Parte 5-Mutações

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DARWIN

 Charles Darwin naturalista e cientista inglês que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual.

Charles DARWIN (1809-1882)

 
Charles Darwin aos 51 anos, na época da publicação
 da 1ªedição de A Origem das Espécies


 

   Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin

http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Origem_das_Esp%C3%A9cies





Algumas obras entre outras:
Origin of Species title page.jpg("A origem das Espécies" - A primeira edição, publicada pela editora de John Murray em Londres no dia 24 de Novembro de 1859 com tiragem de 1250 exemplares, esgotou-se no mesmo dia)

 
  "Sobre a origem das espécies através da seleção natural", Charles Darwin contrapôs-se à versão cristã da criação do mundo e tornou-se um dos cientistas mais combatidos da época.

1ª Edição - 1871

 
 Ver aqui: Charles DARWIN e a árvore da VIDA
O Documentário sobre Charles Darwin e sua teoria revolucionária da evolução pela seleção natural, produzido pela BBC para marcar o bicentenário do nascimento de Darwin.
O apresentador, David Attenborough, descreve o desenvolvimento da teoria de Darwin através de suas observações de animais e plantas na natureza e no estado domesticado e visita locais importantes na vida do próprio Darwin, incluindo Down House, da Universidade de Cambridge e do Museu de História Natural, utilizando imagens de arquivo de muitos documentários que Attenborough fez da natureza para a BBC.
Ele analisa o desenvolvimento da teoria desde o seu início, e seu impacto revolucionário na maneira em que os humanos vêem a si mesmos - não como tendo domínio sobre os animais como diz a Bíblia, mas como parte do mundo natural e sujeito às mesmas forças de controle que governam toda a vida na Terra.
 

Similaridades genéticas e relações evolutivas

Hibridização de DNATestando similaridades usando DNA

 Os cientistas utilizaram cinética do DNA para investigar relações evolutivas usando uma técnica chamada hibridação DNA-DNA ( figura à esquerda).
Cada molécula de DNA é feita de duas cadeias (tiras) de nucleotídeos. Se as tiras forem aquecidas, elas separam-se e conforme arrefecem, a atração dos nucleotídeos irá fazer com que se unam novamente.
Para comparar espécies diferentes, os cientistas cortam o DNA das espécies em pequenos segmentos, separam as tiras e misturam o DNA. Quando o DNA das duas espécies se unem, a combinação entre as duas tiras não será perfeita já que há diferenças genéticas entre as espécies – e quanto mais imperfeita a combinação for, mais fraca a ligação entre as tiras. Essas ligações fracas podem ser quebradas com apenas um pouco de calor, enquanto que combinações mais próximas requerem mais calor para separar as tiras de novo.

Hibridaçao de DNA pode medir quão similar o DNA de espécies diferentes são.

 














 Quando se aplicou essa técnica nos relacionamentos entre os primatas, ela sugeriu que humanos e chimpanzés carregavam DNA mais parecido entre si do que com DNA de gorilas e orangotangos.
 Imagem do Sibley cortesia de Thayer Birding Software.Relações hipótese baseada em dados de hibridização DNA-DNA
Hipótese de relações evolutivas entre humanos e os seus parentes mais próximos baseadas em dados da hibridização do DNA

 

 


Evolução do Homem

O assunto na aula de Biologia de hoje virou para a evolução do Homem.

A análise de dados bioquímicos, tais como comparação de moléculas de DNA e de proteínas têm permitido traçar árvores filogenéticas (diagramas que representam as relações de parentesco evolutivo entre grupos de seres vivos) como a representada na figura seguinte.
 
 
A árvore filogenética ilustrada na figura relaciona primatas atuais e seus ancestrais.

Gráfico do Enem mostrando a evolução humana
Árvore filogenética provável dos Antropóides
 
?Questão 1.
Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:
I- os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
II- alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides.
III- na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum.
IV- não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens.
 
Analisando a árvore filogenética, pode concluir que:
a) todas as afirmativas estão corretas.
b) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
d) apenas a afirmativa II está correta.
e) apenas a afirmativa IV está correta.
 
Selecione a letra da opção correta
 


Mais um ramo em nossa árvore evolutiva
                    
Uma espécie de hominídeo recém-descoberta na África do Sul pode representar um elo entre os gêneros ‘Australopithecus’ e ‘Homo’. Este ensaio recapitula o quebra-cabeça da evolução humana e ajuda a entender o lugar da nova peça.
Por: Felipe A.P.L. Costa
Publicado em 18/10/2010 | Atualizado em 19/10/2010
CienciaHoje

A evolução humana é um assunto intrigante e que facilmente mobiliza nossa curiosidade. Não é de estranhar, portanto, que os holofotes da mídia se acendam sempre que os estudiosos anunciam um novo achado fóssil de nossos ancestrais.
Foi o que ocorreu no início de abril último, após a revelação de que uma nova espécie de hominídeo havia sido formalmente descrita e nomeada. Trata-se do Australopithecus sediba, um possível elo de transição entre os gêneros Australopithecus e Homo.

‘Somos mamíferos primatas’ – eis uma frase que resume bem a posição que a espécie humana ocupa na escala zoológica. São conhecidas aproximadamente 5,4 mil espécies de mamíferos viventes, das quais umas 380 (incluindo a humana) são classificadas como primatas.
 
A história evolutiva dos mamíferos foi iniciada no começo da era Mesozoica, há cerca de 220-230 milhões de anos, a partir de uma linhagem ancestral de répteis (agora extintos) denominados terapsídeos.
No entanto, a ampla irradiação evolutiva do grupo só ocorreu no final daquela era, quase 100 milhões de anos depois. As primeiras linhagens reconhecidas como de primatas apareceram milhões de anos depois, já na era Cenozoica, iniciada há cerca de 65 milhões de anos.
O ramo ancestral que daria origem a todos os primatas dividiu-se, logo no início de sua história evolutiva, em duas linhagens: os estrepsirrinos (ou prossímios) e os haplorrinos (símios).


Parentes mais próximos

"Os primatas* viventes mais intimamente relacionados aos seres humanos são os catarrinos, entre os quais duas grandes linhagens (referidas formalmente como superfamílias) costumam ser reconhecidas: Cercopithecoidea e Hominoidea.
A superfamília Cercopithecoidea abriga diversas espécies de macacos africanos e asiáticos, de hábitos arborícolas ou terrestres, caracterizados pela presença de cauda. Entre eles estão, por exemplo, babuínos (Papio), mandril (Mandrillus), colobos (Colobus) e o macaco-narigudo (Nasalis).
Já a superfamília Hominoidea costuma ser subdividida em dois grupos, o dos pequenos símios (gibões) e o dos grandes símios ou antropoides. Este último inclui o gênero humano (Homo) e outros três gêneros de primatas viventes: Gorilla (duas espécies de gorilas), Pan (chimpanzé e bonobo) e Pongo (duas espécies de orangotangos).
O elo entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos é uma lacuna do conhecimento sobre a evolução dos antropoides
A grande maioria dos estudiosos concorda que chimpanzés e bonobos são os primatas viventes mais próximos da espécie humana. No entanto, os detalhes da separação dos ramos a partir dos quais surgiram humanos, por um lado, e chimpanzés e bonobos, por outro, ainda não estão devidamente documentados.
Esse hiato – retratado no imaginário popular como o ‘elo perdido’ entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos – é uma das lacunas atuais do conhecimento sobre a história evolutiva dos antropoides.
Cabe ressaltar que o número de espécies de antropoides fósseis semelhantes aos seres humanos tem aumentado nos últimos anos. Entre esses novos achados, o candidato a elo mais antigo que se conhece é o Sahelanthropus tchadensis, o ‘homem de Toumai’, cujos primeiros restos fósseis – um crânio, pedaços de mandíbulas e alguns dentes – foram encontrados no deserto de Djurab, no Chade, em 2001.
A idade desses restos foi estimada em 7 milhões de anos, recuando assim a idade do ‘elo perdido’ em cerca de 3 milhões de anos – antes do homem de Toumai, o ‘elo’ mais antigo tinha cerca de 4 milhões de anos."
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/275/mais-um-ramo-em-nossa-arvore-evolutiva

ler mais aqui

... vale ressaltar o seguinte: embora as espécies viventes que são classificadas em um mesmo grupo taxonómico possam ser genericamente rotuladas de “parentes próximos”, não costuma haver entre elas uma relação direta de ancestralidade e descendência. No caso dos seres humanos, por exemplo, isso significa dizer que, embora todas as demais espécies viventes de primatas possam ser genericamente rotuladas de “nossos parentes mais ou menos próximos”, nenhuma delas representa um “ancestral” da espécie humana.

*Os Primatas
Em termos puramente zoológicos, todas as espécies (viventes ou fósseis) conhecidas de primatas estão reunidas em uma única ordem de mamíferos. O nome científico da ordem (Primates) foi cunhado por Carl von Linné (1707-1778) – também conhecido como Carolus Linnaeus ou simplesmente Lineu –, o criador da nomenclatura biológica que usamos ainda hoje. O termo deriva da palavra latina primus, que significa “primeiro” ou “em primeiro lugar”, e foi usado para designar o grupo que, na opinião do autor, ocuparia a posição mais “alta” dentro do reino animal.

 

domingo, 17 de abril de 2011

Académicos querem mudar nome científico de novas espécies

Nomenclatura deverá assentar na procura de relações de ancestralidade comum



CienciaHoje
2011-04-15

Actual divisão de espécies tem nomes latinos.
Um grupo de académicos da Universidade Yale e do Instituto Smithsonian defende a mudança na nomenclatura científica das espécies recém-descobertas, recorrendo ao PhyloCode – proposta de classificação científica das espécies que assenta na procura de relações de ancestralidade comum baseadas nos conceitos da cladística.
Os cientistas envolvidos na descoberta de fósseis, micro-organismos, peixes, aves e outras criaturas assinalaram que têm dificuldades em dar nomes precisos, mas não há unanimidade na aposentadoria da norma que vigora há quase três séculos.
Segundo os que que são a favor da medida, a orientação tradicional desenvolvida há 275 anos pelo botânico sueco Carl Linnaeus não seria a mais correcta, atendendo ao volume actual de informações disponíveis sobre a biodiversidade.
O botânico utilizou uma divisão de espécies com nomes latinos, como o Homo sapiens para humanos, com grupos que têm as características físicas como base. Sendo assim, a proposta apresentada prevê substituir o sistema de Linnaeus por um novo, o PhyloCode (abreviação inglesa para "código filogenético), em que as formas de vida seriam classificadas por ancestrais comuns e princípios de Darwin, ou seja, pela árvore genealógica molecular.
A mudança de nome de uma espécie seria apenas uma "correcção" e ocorreria nos casos em que o novo nome reflectisse o conhecimento adquirido até agora sobre as relações evolutivas. O debate sobre a adopção do PhyloCode contará com duas alas – uma de prós e outra de contras – e terá lugar na numa conferência na Universidade Yale.

sábado, 15 de maio de 2010

Teoria de único antepassado comum comprovada

No livro «A Origem das Espécies», publicado há 151 anos, o naturalista inglês Charles Darwin defendia que todos os seres vivos compartilham uma herança genética de um único antepassado remoto comum (universal common ancestor - UCA). Esta ideia é um dos pilares da teoria da evolução.

A partir desse único organismo ancestral a vida diversificou-se nas múltiplas formas que hoje povoam a Terra. Para testar esta teoria, fez-se agora um estudo estatístico em grande escala, cujos resultados estão publicados na revista «Nature». O estudo confirma que Darwin estava certo.


Árvore da vida proposta por Darwin em
 «A origem das Espécies»

Desde Darwin que muitos biólogos têm recolhido evidências desta teoria. No entanto, hoje, muitos cientistas questionam se as relações evolutivas entre os organismos se descrevem melhor com uma única «árvore genealógica» ou com uma rede de múltiplas árvores evolutivas conectadas entre si como uma espécie de teia de aranha. Desta forma, a vida poderia ter-se expandido de forma independente a partir de um número indeterminado de ancestrais e não apenas um.
O bioquímico Douglas Theobald, da Brandeis University, Massachusetts, autor principal do estudo, admite que a teoria do UCA permite dizer que a vida surgiu de forma independente em várias ocasiões. Mas se assim foi, ter-se-á se produzido uma espécie de gargalo na evolução, que permitiu a sobrevivência até ao presente dos descendentes de apenas um dos organismos independentes originais.
Outra hipótese é que tenham emergido populações separadas. No entanto, através do intercâmbio de genes ao longo do tempo, estas converteram-se em uma única espécie que foi o antepassado de todos nós. Em ambas as hipóteses todos os seres vivos estão relacionados geneticamente.
Através de rigorosas fórmulas estatísticas, o investigador estudou os vários modelos existentes. Os resultados inclinam-se para a hipótese do único antepassado comum. A UCA é 102 860 vezes mais provável do que a hipótese dos vários ancestrais.

No seu trabalho, o bioquímico seleccionou 23 proteínas comuns a todo o espectro taxonómico, mas cujas estruturas diferem de umas espécies para outras. As proteínas escolhidas são de 12 espécies diferentes, quatro por cada um dos três domínios (ou super-reinos) da vida: Bacteria, Archaea e Eukariota.

O investigador preparou simulações informáticas para avaliar as probabilidades dos diferentes cenários evolutivos para produzir esta série de proteínas. Os modelos com um único antepassado comum explicaram melhor os dados. Esse antepassado complexo devia parecer-se, acredita o autor, com espuma, habitando as margens do oceano ou as chaminés geotermais.

CienciaHoje
Artigo: A formal test of the theory of universal common ancestry

Lagartos da Martinica «fogem» a Darwin

Cientistas descobrem que espécie da Martinica evoluiu separadamente e voltou a cruzar-se

Os lagartos da ilha Martinica, no mar do Caribe, são uma excepção na lei de Darwin.

Apesar de os seus ancestrais terem vivido separados durante milhões de anos, este animais continuam a ser geneticamente compatíveis, ou seja, são considerados apenas uma espécie de acordo com o conceito clássico.

A descoberta, publicada na PLoS Genetics, apresenta a excepção à regra que Darwin formulou na sua mítica visita às ilhas Galápagos.

Durante a viagem a bordo do Beagle, Charles Darwin usou como exemplo o tentilhão (um pássaro de pequeno porte) para abordar a teoria de como surgem as espécies.

As diferentes linhagens que viviam em ilhas separadas iam acumulando diferenças durante muitas gerações ate um ponto sem retorno. Se esses pássaros tinham evoluído separadamente durante milhares de anos se voltassem a encontrar-se, não poderiam ter descendência porque já não seriam a mesma espécie.

Esta especificação por isolamento geográfico continua a ser uma forte corrente na biologia e genética no mundo. Contudo, como em qualquer outra teoria, há excepções.

Ilha laboratório

A Martinica é um laboratório perfeito para poder provar-se esta teoria. Há oito milhões de anos a ilha francesa estava separada em quadro troços de terra, quando chegaram os actuais ancestrais do Anolis roquet.
A equipa de Roger Thorpe, da Universidade de Bangor, no Reino Unido, analisou amostras de tecido recolhidas da cauda de centenas de lagartos de toda a ilha, desde os que vivem nas praias paradisíacas aos que habitam nas zonas mais rochosas e áridas.

As análises ao DNA dos tecidos comprovaram que todos os lagartos descendem de quatro linhagens que habitam cada um dos fragmentos em que estava dividida a ilha.
Quando analisaram o número de alterações genéticas no genoma dos animais, os cientistas descobriram que não havia diferenças suficientes para serem considerados espécies diferentes, já que, ao longo da história e após as erupções vulcânicas que juntaram os troços da Martinica, as populações cruzaram-se.
Assim, as diferentes populações que hoje habitam a ilha são mais diferentes entre si do que as populações originárias que viviam separadas.
 http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42521&op=all

quinta-feira, 18 de março de 2010

Fóssil de criatura rara descoberto no Canadá

Anelídeo revela como é que estes organismos evoluíram


CienciaHoje
2010-03-17
Um grupo de investigadores descobriu um dos fósseis mais raros do Mundo no centro de Ottawa, no Canadá. A descoberta de 450 milhões anos preserva o esqueleto completo de um Machaeridian plumulitid, um de apenas oito espécimes conhecidos.

Os plumulitids foram anelídeos – vermes segmentados, com o corpo formado por "anéis" e o grupo inclui, por exemplo, minhocas, sanguessugas que se podem encontrar em toda parte: desde o fundo do mar à terra de um quintal – e embora fossem pequenos, revelam indícios importantes de como estes organismos evoluíram.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Descoberta de dinossauro serpente

Um grupo de investigadores da Universidade do Kansas (EUA), em colaboração com uma equipa do departamento de Geologia, da Universidade do Nordeste, em Shenyang (China), descobriu um venenoso dinossauro estreitamente aparentado com aves primitivas. O estudo foi publicado na última edição da «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS), esta semana.


Este predador pré-histórico camuflava-se entre as ramagens e surpreendia as presas, imobilizando-as com o seu veneno através de uma mordidela; depois, devorava-as enquanto estas se encontravam em estado de choque.

Segundo os investigadores referiram na página online da instittuição, o Sinornithosaurus (também conhecido como ‘lagarto-ave chinês’), por ser tão semelhante com os primeiros ‘pássaros’, converte-se na primeira espécie na linha de evolução das aves actuais e próximo do veliciraptor.
continua...

domingo, 25 de janeiro de 2009

" 2009_ANO DARWIN"



Apresentação no Pavilhão do Conhecimento
“Ano Darwin” é uma boa oportunidade para “fazer cultura científica em Portugal”
23.01.2009 - 16h17 Lusa

A comemoração dos 200 anos do nascimento de Darwin e dos 150 da publicação "A origem das espécies" que mostrou ao mundo a teoria da selecção natural é, segundo Mariano Gago, uma boa “oportunidade” para fazer cultura científica em Portugal.

A apresentação do “Ano Darwin” aconteceu hoje no Pavilhão do Conhecimento em Lisboa. O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lembrou durante a apresentação que Darwin fez algumas das suas primeiras observações em território português, nomeadamente nos Açores, quando iniciou a sua viagem de exploração do Atlântico Sul a bordo do Beagle.
continua

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Iguana cor-de-rosa pode alterar história da evolução nas Galápagos

Descoberta de nova espécie de iguana cor-de-rosa pode alterar história da evolução nas Galápagos
Animal passou despercebido a Darwin
:: 2009-01-06_Ciencia Hoje
Uma equipa de cientistas italianos anunciou ter descoberto que um tipo de iguana cor-de-rosa nas Ilhas Galápagos pode alterar a história da Evolução das Espécies. O animal passou despercebido a Charles Darwin durante a sua visita ao arquipélago e foi a partir de estudos de iguanas, pintassilgos e tartarugas, em 1835, que o naturalista britânico desenvolveu a teoria da evolução das espécies por selecção natural.

A equipa internacional de pesquisadores acaba de corrigir esse desconhecimento ao mostrar que esta iguana pertence a um grupo distinto dos outros répteis do género que habitam as ilhas. A descoberta descreve os animais às riscas pretas – vistos pela primeira vez em 1986 e avistados poucas vezes mais – como uma nova espécie, segundo referiu Gabriele Gentile, líder do estudo e docente da Universidade Tor Vergata, em Roma, onde está ligado ao Programma Rientro dei Cervelli.

Os investigadores avançaram ainda que esta espécie pode ajudar a compreender a evolução na remota ilha. Muitos destes animais não foram encontrados em mais nenhum local. “Apesar de toda a atenção que lhes foi dada, as Galápagos não deixam de oferecer novidades evolucionárias”, escreveram Gentile e a sua equipa na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. O artigo publicado indica que o animal rosado "se separou" das outras espécies de iguanas há 5,7 milhões de anos.

"Naquela época, as ilhas do oeste das Galápagos não exisitiam", disse Gentile. "Trata-se de um enigma, porque agora a iguana rosada vive numa pequena parte da ilha de Isabela que se formou há menos de 500 mil anos." Segundo o líder da equipa de investigadores, mesmo as partes mais antigas do arquipélago podem ter menos de cinco milhões de anos.

Os cientistas italianos reuniram provas que sugerem que o réptil descoberto não é uma variação das iguanas mais conhecidas das Galápagos, como o amarelo Conolophus subcristatus, mas sim um grupo separado. Só em 2000 é que esta nova espécie começou a ser analisada por investigadores.

As iguanas cor-de-rosa encontram-se em vias de extinção
Hoje, as iguanas cor-de-rosa, que têm mais de um metro de comprimento e pesam 12 quilos, parecem viver apenas junto a um único vulcão, que tem cerca de 350 mil anos.

Laboratório da evolução

As Galápagos, um conjunto de ilhas vulcânicas que pertencem ao Equador, são conhecidas como um verdadeiro laboratório da evolução: graças ao isolamento progressivo, numerosas espécies de aves, répteis e outros animais e plantas foram-se diferenciando. Só entre as iguanas terrestres (há também as marinhas) já existiam duas espécies oficialmente reconhecidas pela ciência.

“Não fomos os primeiros a avistar este animal, mas somos os primeiros a descrevê-lo e a dizer que se tratava de uma nova espécie”, disse Gentile à agência Reuters, numa entrevista por telefone.

O cientista diz que a explicação para o seu aparecimento pode dever-se ao facto de alguns vulcões, que agora estão no fundo do mar, estarem acima da superfície quando estes primeiros bichos marinhos chegaram – o que permitiu que alguns subissem para a terra firme e começassem uma evolução separada. Análises já realizadas com o DNA de iguanas mostrou que as espécies terrestres se originaram a partir das marinhas há dez milhões anos.

Segundo Gentile, a população é bastante reduzida, existem menos de cem répteis cor-de-rosa e a espécie está ameaçada de extinção. Os investigadores documentaram menos de 40 iguanas durante dois anos e sugerem que esforços e fundos para a conservação da espécie se tornaram urgentes.