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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Prova Escrita de Biologia e Geologia 702 - 1ª Fase 2016








Parecer acerca da Prova Escrita de Biologia e Geologia 702 - 1ª Fase 2016


Apesar de a prova estar, na sua generalidade, de acordo com os programas homologados da disciplina, assim como articulada com a informação-exame divulgada pelo IAVE, I.P., gostaríamos de dar nota dos seguintes aspectos, que poderão originar constrangimentos na correta interpretação e resolução dos itens por parte dos examinandos.

Grupo I - item 1 - a razão entre isótopos tem sido abordada em provas anteriores em contextos de datação absoluta. A ausência de informação acerca da estabilidade do isótopo pesado 13C, associada ao não balizamento do item que remeta para um ratio quantitativo dificultaram a sua interpretação.

Grupo II - consideramos este grupo muito trabalhoso e, relativamente ao suporte documental, entendemos que o primeiro parágrafo fornece informação desnecessária à resolução dos itens, omitindo informações relevantes relativas à situação experimental descrita e fundamentais para a interpretação e correta resolução de alguns itens.

Grupo II - item 1 - entendemos que a formulação da hipótese é demasiado longa dependendo da referência a três conceitos: curvatura, substância e ápice. Sugere-se que a resposta seja contemplada com a omissão à referência “produzida no ápice”.

Grupo II - item 8 - pensamos que este item procedimental apresenta um grau de dificuldade elevado, dado o nível de abstração da experiência. Relativamente aos critérios de classificação, em alternativa ao 1.º tópico, sugere-se que seja admitida a referência a um bloco de ágar com a ausência de auxinas.

Grupo III - item 9 - entendemos que alguns processos de meteorização (como a haloclastia), dada a sua especificidade e não referência objetiva no programa, devam ser evitados.

Grupo IV - item 9 - apesar de cientificamente correto, consideramos que o recurso ao termo "espiráculos", do qual depende diretamente a correta resolução do item, pode ter condicionado fortemente a sua interpretação. Trata-se de um termo de utilização científica mais restrita, surgindo mais frequentemente na bibliografia com a expressão “aberturas”. A utilização do termo "traqueias", este devidamente balizado pelo programa, teria sido significativamente mais adequada.
("traqueias" diferente de "espiráculos - aberturas" _ nota mclameiras

Registamos por fim que, nesta prova de exame, existe um desequilíbrio no grau de dificuldade entre as componentes de Biologia e Geologia, sendo que entendemos que o conjunto de itens correspondentes à componente de Biologia é mais complexa.
Coimbra, 23 de junho de 2016

A Direção Nacional da APPBG

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sucesso educativo em Biologia e Geologia- uma evolução inquietante (APPBG)






Comunicado: Sucesso educativo em Biologia e Geologia- uma evolução inquietante

O programa da disciplina de Biologia e Geologia dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário entrou em vigor no ano letivo 2003-2004 e, desde a data da sua homologação, este não sofreu qualquer revisão ou reformulação. Esta disciplina tem sido objeto de avaliação externa desde 2006 através da realização de provas de exame nacional (prova 702).
Considerando que:
- A média das classificações de exame (CE) da prova 702 da 1.ª fase para alunos internos, entre 2006 e 2015, é de 9,85 valores.
- A média da classificação de exame (CE) da prova 702 da 1.ª fase de 2015, para alunos internos, é de 8,9 valores.
- A percentagem de alunos internos (portanto com classificação interna de frequência - CIF - nos dois anos da disciplina igual ou superior a 10 valores.) com CE inferior a 9,5 valores em 2015 é de 61% e com média próxima de 50% na totalidade dos anos.
- A disciplina de Biologia e Geologia é apelativa para a maioria dos alunos pela proximidade e atualidade do seu objeto de estudo, assim como, pela importância estruturante nos seus currículos, onde se observa um investimento significativo por parte de alunos e professores, apresentando, porém, resultados médios sistematicamente inferiores aos esperados e aos da maioria das disciplinas curriculares, mesmo científicas (excetuando-se unicamente Física e Química A).
- Foram anunciados novos programas/metas curriculares para a disciplina de Biologia e Geologia para novembro de 2013, não havendo até ao momento qualquer indicação acerca da sua divulgação pública, ao contrário do que aconteceu com a generalidade das disciplinas do ensino básico e com Português, Matemática A e Física e Química A do ensino secundário e, mais recentemente, Latim A (cuja proposta de metas curriculares para o 10º e 11º anos foram objeto de consulta pública até 24 de julho último).
a Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia, apoiada pela Associação Portuguesa de Geólogos, vêm publicamente manifestar a sua inquietação e insatisfação pela situação atual nesta área disciplinar, solicitando à tutela e aos organismos competentes:
1. Um ponto da situação sobre os novos programas/metas do ensino secundário para a disciplina de Biologia e Geologia.
2. Que os novos programas, ou a reestruturação dos atuais, estabeleçam um enquadramento objetivo dos conteúdos que os alunos devem aprender, incluindo referências explícitas, claras e detalhadas dos conteúdos concetuais e da componente procedimental, com atividades práticas de concretização obrigatória, o que conduziria a uma maior uniformidade nacional na lecionação da disciplina.
3. A elaboração de provas de exame tendencialmente configuradas com as provas aplicadas em 2014 (que então defendemos que foram provas ajustadas e adequadas) e mais acessíveis aos alunos: a) com melhor adequação à faixa etária e à literacia dos alunos; b) com documentos de suporte mais simples; c) com itens de construção mais orientados e balizados; d) com maior quantidade de itens de seleção que mobilizem conhecimento/raciocínio direto; e) com maior abrangência de conteúdos programáticos; f) com critérios de classificação não interdependentes para o mesmo item.
4. A ponderação da produção de provas de exame 702 constituídas, exclusivamente, por itens de seleção, aumentando, deste modo, a fiabilidade de classificação uma vez que, para um número significativo de alunos, este exame tem também um papel decisivo no acesso ao ensino superior.
5. A implementação de um programa de formação que satisfaça as necessidades reconhecidas pelos professores e para o qual as Associações disponibilizarão a sua colaboração, dentro das suas possibilidades.
Conscientes da importância e do impacte que o aproveitamento insatisfatório na disciplina de Biologia e Geologia tem para a comunidade educativa e para a sociedade em geral, a APPBG e a APG continuarão atentas a esta situação mantendo-se disponíveis para analisar todas as propostas que promovam a qualidade do ensino e aprendizagem e o sucesso educativo dos alunos.
4 de Agosto de 2015,
As Direções da APG e da APPBG
Publicado aqui

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Opiniões

Apesar de não partilhar totalmente desta opinião, fica aqui o parecer da APPBG.

Parecer acerca da Prova Escrita de Biologia e Geologia 702 - 2ª Fase 2015

"Consideramos a prova escrita da 2.ª fase de BG702 coerente com a da 1.ª. Globalmente enquadrada nos programas, articulada com as informações-exame, com equilíbrio entre as componentes de Biologia e Geologia e contendo itens que avaliam conteúdos concetuais assim como procedimentais.

Acentuou-se contudo a reduzida abrangência temática já identificada na 1.ª fase, seja nos grupos
da componente de Biologia como de Geologia, revelando pouca diversidade de conteúdos

relativamente ao elenco programático, excessivamente centrada no 11.º ano. Pensamos que este
facto pode ser constitutivo de constrangimentos avaliativos por parte dos examinandos.
Denotamos, nas provas deste ano, um acentuar dos itens com caráter mais interpretativo. Mesmo
as questões que operacionalizam as competências mais básicas da disciplina são colocadas em
articulação com os suportes documentais disponibilizados, muitas vezes complexos e requerendo
níveis de literacia de língua materna e literacia científica elevados, dificultando francamente a sua
consecução por alunos com níveis de desempenho menores e/ou com menor maturidade. Pensamos
que este facto poderá justificar, em parte, os resultados francamente insatisfatórios revelados na 1.ª
fase, entendendo-se que a prova se encontra algo desajustada relativamente aos níveis etários em
que é aplicada e na sua própria construção, ao contrário das provas de 2014 que se nos afiguraram
como mais ajustadas e equilibradas.
No tocante aos critérios específicos de classificação, no geral parecem-nos adequados, porém o
surgimento nestas provas de tópicos interdependentes revela-se lesivo na atribuição de pontuação.
Merece-nos igualmente reparo de que algumas das referências patentes nos tópicos de resposta
são, na verdade, relações (atente-se, e.g., aos tópicos de resposta do item I.9)..."



Relativamente aos itens, ... continua aqui
21 de julho de 2015
A Direção Nacional da APPBG

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Opiniões...

Parecer acerca da Prova Escrita de Biologia e Geologia 702 - 1ª Fase 2015
 
"Globalmente, a prova apresenta-se equilibrada, balizada pelos programas homologados da disciplina, assim como bem articulada com a informação-exame divulgada pelo IAVE, I.P.. Registamos equilíbrio entre as componentes de Biologia e Geologia, a anunciada avaliação de competências nos domínios concetual e procedimental, encontrando-se porém os temas de Geologia com uma melhor abrangência programática. A componente de Biologia surge excessivamente (quase exclusivamente) centrada em tópicos de Biologia Celular e Molecular, carecendo de uma abordagem mais sistémica e equilibrada do programa.

Os quatro grupos partem de suportes documentais com alguma complexidade interpretativa, encontrando-se os itens respetivos com níveis de dificuldade diferenciada. Os itens de construção afiguram-se-nos, na generalidade, com uma formulação algo aberta o que dificulta significativamente a concretização total dos tópicos requeridos nos critérios de classificação.

Entendemos que os critérios gerais e específicos de classificação, são coerentes cientificamente e globalmente adequados ao âmbito das questões, salvo a situação anteriormente referida.

Numa análise mais fina relativamente aos itens e respetivos critérios de classificação, entendemos que:
Grupo I, item 7 - seria de considerar o processo de diferenciação magmática, conteúdo programático significativo, como alternativa ao terceiro tópico (com falhas);
Grupo II, item 7 - item excessivamente centrado no processo bioquímico que entendemos periférico ao programa;
Grupo II, item 8 - Dado que o item é indutor da análise da produção moderada de ácido acético, sugerimos que, como alternativa ao tópico B, seja considerado igualmente a maior concentração de ácido láctico atingida ou concentração de ácido acético mais moderada. Sugere-se igualmente a aceitação do tópico C desde que presentes os tópicos A ou B;
Grupo III, item 5 - o conceito transgressão marinha assim como os seus efeitos estratigráfico/sedimentológicos não figuram nos programas da disciplina."

Coimbra, 23 de junho de 2015
A Direção Nacional da APPBG

 

sábado, 11 de outubro de 2014

Jornadas de Reflexão_APPBG

Programa
Professores querem aproximar avaliações externa e interna em Biologia e Geologia
 
A Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia (APPBG) defendeu hoje que a avaliação dos alunos nos exames nacionais deve aproximar-se dos resultados obtidos na escola.
"Existe uma diferença assinalável entre a avaliação interna dos alunos nestas áreas, promovida pelas escolas, e a avaliação externa dos alunos, através dos exames", disse à agência Lusa o vice-presidente da associação, Nuno Santos.
Este dirigente falava a propósito das Jornadas da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia, subordinadas ao tema "Metas, programas e exames nacionais de Biologia e Geologia -- Tendências e perspetivas", realizadas hoje, em Coimbra.
No encontro, em que participaram 160 docentes de todos o país, foi discutida "a discrepância, talvez exagerada", entre a avaliação efetuada nas escolas e a avaliação externa, através dos exames nacionais, salientou.
Importa que haja "articulação entre programas e exames", defendeu Nuno Santos, realçando a importância de professores de Biologia e Geologia, autores dos programas e responsáveis pela avaliação externa terem discutido este assunto durante todo o dia.
Nos trabalhos, que decorreram no auditório do Colégio da Rainha Santa Isabel, intervieram o presidente do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), Hélder Dinis de Sousa, e o diretor-geral da Direção Geral da Educação, Fernando Egídio Reis, entre outros convidados.
O programa incluiu a discussão dos resultados de dois inquéritos aos professores, efetuados pela APPBG, sobre a aplicação dos programas de Biologia e Geologia e sobre os exames nacionais.
A associação está empenhada "em fazer diminuir a diferença" entre a avaliação interna e a avaliação externa dos alunos, o que a levou a organizar este primeiro encontro de reflexão.
"O diálogo com a tutela é a única forma de avançar, para que essa discrepância desapareça", afirmou Nuno Santos.

Jorge Bonito -Coordenador da equipa autoral das metas curriculares de C. Naturais do E. Básico
Fernando Egídio Reis, Diretor-Geral, Direção Geral da Educação
Isabel Paiva, Professora aposentada

"A crise matrimonial entre Programas e Avaliação é bem mais grave do que pensava", dizia  hoje, o presidente do IAVE, aos professores presentes. 
(Fotos mclameiras)

Comunicações das Jornadas -  aqui (APPBG)