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domingo, 3 de maio de 2015

Yellowstone tem um reservatório subterrâneo de magma maior do que se pensava


No coração do Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, existe um supervulcão subterrâneo que liberta cerca de 45.000 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por dia. Mas a câmara magmática deste vulcão não é suficientemente grande para produzir tais níveis de CO2 e há anos que os cientistas procuravam por uma fonte vulcânica alternativa.
Agora, através da monitorização das ondas sísmicas, uma equipa de geofísicos descobriu uma enorme câmara secundária a uma profundidade maior que a câmara primária. Este outro reservatório tem rocha parcialmente fundida no seu interior, em quantidade suficiente para encher o Grand Canyon 11 vezes.
Esta câmara secundária encontra-se localizada imediatamente abaixo da câmara primária, a uma profundidade entre os 19 e 45 quilómetros, sendo 4,5 vezes maior que o reservatório primário, com uma capacidade de 46.000 quilómetros cúbicos. Para descobrir este último reservatório, os investigadores da Universidade do Utah monitorizaram ondas sísmicas provenientes de 5.000 pequenos sismos, decorrentes da actividade vulcânica subterrânea. O estudo foi ainda capaz de criar uma imagem tridimensional do sistema vulcânico de Yellowstone.
 
Os investigadores descobriram ainda que a câmara secundária, tal como o reservatório primário, não tem rocha completamente fundida no seu interior. A câmara primária tem apenas 2% de material líquido e o conteúdo tem um alto teor de ferro e magnésio. O reservatório secundário é composto por 9% de material líquido rico em silício.
“Este reservatório de magma tem um volume 4,5 vezes maior à câmara superior e estes novos dados são cruciais para perceber a evolução do vulcanismo basáltico-riolítico e para explicar a magnitude das emissões de CO2 do solo”, lê-se no estudo, cita o Daily Mail.
Apesar da descoberta desta nova câmara, os autores do estudo asseguram que a probabilidade de erupção não aumenta – uma em 700.000 por ano. O estudo indica ainda que terá sido a câmara magmática superior a responsável por alimentar três das erupções em Yellowstone, há dois milhões, 1,2 milhões e 640.000 anos atrás.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

TERRA - Planeta VIVO _ Erupção do Vulcão Calbuco (Chile)


mais fotos aqui

A erupção do vulcão Calbuco, no sudeste do Chile, obrigou mais de 4.000 pessoas a deixarem as suas casas em localidades até 30 quilómetros do centro do fenómeno, de acordo com o Governo e imprensa locais.
Uma delas, Puerto Varas, ficou completamente irreconhecível e os seus cidadãos temem pela sua saúde. A cinza cobriu carros, casas e equipamentos urbanos de Puerto Varas mas também Puerto Montt, o que levou o Governo a decretar, ontem, o estado de emergência. É que o Calbuco é o mais perigoso entre os cerca de 90 vulcões activos do Chile.
“Este vulcão entrou em erupção várias vezes nos últimos cem anos. Às vezes dura um dia, outras várias semanas”, explicou ao Mail Online o professor David Pyle, que estudou as erupções do Calbuco nas últimas décadas. “Por agora, a actividade acalmou. Mas não sabemos o que poderá acontecer nos próximos dias”.
Segundo Miguel Diaz, que vive em Puerto Montt, a 22 quilómetros de Calbuco, as pessoas entraram em pânico com a erupção. “Ouvi um barulho muito alto, como se alguém tivesse detonado uma bomba atómica.
http://greensavers.sapo.pt/2015/04/24/a-cidade-que-ficou-irreconhecivel-depois-da-erupcao-do-vulcao-calbuco-com-fotos/

  O vulcão Calbuco, localizado na região de Los Lagos, entrou quarta-feira de forma inesperada em erupção, lançando uma enorme coluna de fumo e de cinzas, mas também expelindo rochas, depois de ter passado quase meio século 'adormecido'.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/veja-as-incriveis-imagens-da-erupcao-do-calbuco=f817613#ixzz3YKXKUFso

terça-feira, 3 de junho de 2014

Homenagem a Maurice e Katia Kraft - morreram há 23 anos

Katia e Maurice Krafft (1942-1991) e (1946-1991) 

    "Katia e Maurice Krafft - um casal de vulcanólogos franceses que pertence à lenda da comunidade científica das últimas décadas. Cientistas, mas também exímios caçadores de imagens, em filme e em fotografia, apaixonados «pelas montanhas vivas», segundo as suas próprias palavras - o seu nome é sinónimo de intrepidez: onde houvesse um vulcão em erupção, lá estiveram, na primeira linha. Vulcão! (Vulcano!)é um documentário sobre a atividade dos Krafft, mostrando-os em acção um pouco por todo o mundo, do Hawai à Indonésia, do Stromboli a Chichón."
Inúmeras, lindíssimas e impressivas imagens de diferentes tipos de atividade vulcânica - incluindo imagens de arquivo dos anos 30 - e também exemplos de erupções causadoras de catástrofes humanas, estão presentes neste videograma, onde surgem alguns fenómenos menos comuns, como as nuvens ardentes ou um lago de ácido sulfúrico. Não estão ausentes explicações da atividade vulcânica - desde logo a teoria das placas - mas o mais notável deste documentário são as poderosas imagens nele recolhidas, numa tónica de maravilhamento ante uma das manifestações mais impressionantes da atividade geológica do nosso planeta."

"Destemidos a presenciar a pouca distância erupções violentas, foram por isso considerados como loucos por muitos cientistas.  Os dois desapareceram, numa nuvem ardente, durante a explosão do vulcão Unzen, no Japão, em 3 de junho de 1991."




 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Vulcões (casal Kraft)



Katia e Maurice Kraft (1942-1991) e (1946-1991) 
Katia e Maurice Kraft estão entre os vulcanólogos mais célebres do mundo.

Os dois desapareceram durante a explosão do vulcão Unzen, no Japão, em 3 de junho de1991.

domingo, 11 de maio de 2014

Geoparques Vulcânicos

Geosfera- Vulcanismo

Geoparques Vulcânicos - Episódio 1


"Os vulcões são um dos fenómenos ao mesmo tempo mais assustadores e atrativos da natureza. As regiões onde existem vulcões (ativos ou inativos) ou atividade vulcânica secundária (géisers, fumarolas, nascentes termais de origem vulcânica, etc.) possuem uma diversidade litológica, mineralógica, edafológica e paisagística únicas, condicionando significativamente o modo de vida das pessoas. 
A Europa tem uma rede de Geoparques que encerra a história da criação da Terra nas suas diferentes fases. 
O Geosfera viajou com especialistas e explica porque tem o planeta azul os contornos que hoje conhecemos.

Esta série de 7 episódios explica conceitos como a destruição da orla costeira pela força do mar e do vento e porque é o oceano um elemento fundamental na formação das futuras montanhas. Ou ainda como a baleia e o elefante descendem de um antepassado comum.
Uma rota pelas várias ciências da geologia, além do atrativo turístico tão explorado por toda a Europa."