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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Aula de Campo - Faixa Metamórfica da Foz do Douro

 
CONFRONTO DE FOGO E ÁGUA
 
 "A Faixa Metamórfica da Foz do Douro situa-se a norte do estuário desse rio, apresentando caraterísticas geológicas excecionais. Nesta a visita convidamos a descobrir um pouco de uma complexa história que teve início há mais de um bilião de anos.  Parte dela desenrolou-se quando este território se situava abaixo do Equador.
A interpretação dos registos aqui presentes permite compreender como a incrível dinâmica da Terra modelou a superfície da crusta bem como,  os conflitos" que se desenrolaram em profundidade e eu deram origem a insólitas formações que se apresentam hoje diante dos nossos olhos."
 
in Guião da Aula de Campo - Faixa Metamórfica da Foz do Douro
Biologia e Geologia - Ensino Secundário, Vasquez L - Serviços de Apoio às Atividades Educativas
 
 
 
Castelo do Queijo (início da visita)
 
 
Granito


 
Gneisse Leucocrata Ocelado

 
Plataforma de abrasão com marmitas

Praia arenosa (consequência do molhe)
 
 
Areias bem calibradas, polidas e brilhantes
 (transporte longo pela água)
 
 
 
Dobra

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Por que razão o Evereste é tão alto?

Fotos do Monte Evereste aqui
 Com 8,848 metros, o Monte Evereste, nos Himalaias, é o mais alto ponto do planeta, natural ou não-natural. Mas porque razão isso acontece?
Por outras palavras: o quão alto pode ser uma montanha? Há limites?
Segundo o Mental Floss, há uma explicação: o tamanho máximo que uma montanha pode alcançar depende da flutuabilidade da crosta da Terra. A crosta flutua na parte superior do manto e, quando uma montanha se torna demasiado grande, a crosta abaixo dela começa a afundar. Quando isso acontece, a parte inferior da crosta derrete e verte peso, o que permite que o calor e a pressão do manto empurre a crosta de volta para cima.
Eventualmente, o peso para baixo da montanha e a pressão para cima do manto alcançam um equilíbrio, e a montanha para de afundar. Este estado é conhecido como movimento isostático.
A maioria dos cálculos dos cientistas coloca o movimento isostático a cerca de 4,270 de altura. Por isso, é comum que as cadeias montanhosas cheguem a esta altura – só no estado do Colorado, nos Estados Unidos, existem 53 picos com esta altura. Ou seja, na teoria, o tamanho máximo de uma montanha pode chegar aos quatro quilómetros de altura.


Fotos do Monte Evereste aqui
Mas o Evereste tem o dobro do tamanho. Porquê?

O que se passa com o Evereste?

O Evereste desafia a física porque os cálculos da isostática assumem que não existe uma força externa a actuar sobre a montanha. Ou seja, uma montanha irá afundar debaixo do próprio peso se não existir uma força que contrarie a gravidade. No entanto, uma actividade tectónica pode puxar uma montanha para cima mesmo que ela seja tecnicamente demasiado pesada para que a crosta a suporte.
É isso que acontece no Evereste: as placas indiana e euro-asiática colidem com tal força que a placa euroasiática foi içada em cima da indiana. Isto coloca os Himalaias numa crosta muito mais espessa do outro qualquer lugar do Planeta – e permite que os seus picos sejam muito mais altos do que o normal.
Ou seja, o Evereste é o pico mais alto do mundo porque a crosta no qual foi formado é duas vezes mais espessa que a dos outros locais. Eventualmente, as placas irão abrandar e o Evereste irá começar a afundar até que chegue ao ponto isostático.

Uma montanha pode ser maior que o Evereste?
Será que condições ainda mais estranhas que as que acontecem no Evereste podem criar uma montanha ainda maior? Sim, é possível. Mas não, isso não irá contecer. A maioria dos cálculos avisa que o Evereste é a maior montanha que pode existir, fisicamente, na Terra. Se alguma montanha, por alguma razão, fosse hoje maior que o Evereste, ela começaria a encolher a uma velocidade relativamente superior à do Evereste.

As escalas temporais geológicas são enormes e, mesmo sob as condições certas, levariam dezenas de milhares de anos até que percebêssemos que uma montanha como o Evereste começou a afundar. Existe uma certeza absoluta destas conclusões? Só uma: voltar milhões de anos atrás, para perceber onde estava o Evereste, ou viajar até ao futuro.

http://greensavers.sapo.pt/2015/04/24/por-que-razao-o-evereste-e-tao-alto-com-fotos/

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Descoberto o maior vulcão do mundo nas águas do Pacífico

Lusa/SOL
8/Set/2013


Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu debaixo das águas do oceano Pacífico o que considera ser o maior vulcão do mundo, do tamanho das Ilhas Britânicas, publica hoje a revista "Nature Geoscience".
O vulcão, com 310 mil quilómetros quadrados e 650 quilómetros de largura, está inativo há 140 milhões de anos, mas a sua extensão permite aos peritos avaliar a quantidade de magma que está ocultada pela crosta terrestre.

continua aqui




terça-feira, 26 de julho de 2011

Nova teoria para a destruição da vida marinha no final do Triásico

Metano é apontado como responsável num artigo da "Science"

CienciaHoje
2011-07-25

A extinção de metade da vida marinha na Terra ocorrida há 201 milhões de anos deveu-se à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera e não a um incremento da actividade vulcânica, segundo um artigo publicado na revista “Science”.

De acordo com o estudo, até agora o consenso da comunidade científica era que, durante esse período geológico, quando se fragmentou a Pangeia - nome dado ao continente único que, segundo a teoria da Deriva continental, existiu até há 200 milhões -, a intensa actividade vulcânica causou alterações do clima que levaram à extinção massiva de espécies marinhas.
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Banco de Gorringe vai ser estudado pela Oceana

Organização internacional quer investigar montanhas e canhões submarinos


2011-06-22
CienciaHoje


Banco de Gorringe está ao largo do Cabo de São Vicente

A organização internacional de conservação marinha Oceana vai estudar montanhas submarinas e a sua biodiversidade em águas portuguesas, na região do Banco de Gorringe, ao largo do cabo de São Vicente, com o apoio do Governo e cientistas portugueses.

"Com a ajuda de um robot submarino (ROV), serão documentados locais pouco explorados do Mediterrâneo e do Atlântico, como o Banco de Gorringe em Portugal", anunciou hoje a Oceana, depois da partida de Valência da embarcação que vai levar os investigadores e que deverá chegar ao Algarve na segunda-feira. Será Portimão o ponto de encontro dos cientistas, antes de entrarem no barco para iniciar a operação de investigação.
"A Oceana colaborará com o Governo português e partilhará conhecimentos com cientistas das Universidades dos Açores e do Algarve", salienta a organização. Durante dois meses, a expedição vai percorrer as águas do Atlântico português e do Mediterrâneo para estudar montanhas e canhões submarinos, ambientes que, apesar da rica biodiversidade, estão pouco explorados devido à sua profundidade e complicada orografia.
O Banco de Gorringe, "uma montanha escassamente explorada que aloja uma enorme biodiversidade", já foi estudado pelos cientistas da Oceana, em 2005, mas será agora documentada em "profundidades intermédias", explica a organização.
“As montanhas submarinas e os canhões concentram uma elevada biodiversidade”, segundo Ricardo Aguilar, director de Investigação da Oceana Europa e líder da expedição. “Proporcionam um substrato duro no qual se fixam numerosas espécies que servem de habitat e alimentação a muitos organismos e, ao mesmo tempo, geram mudanças nas correntes oceânicas e o levantamento de nutrientes que atraem espécies de interesse comercial e outras muito vulneráveis, como os cetáceos", explicou ainda.
Conhecê-los é um primeiro passo para definir medidas de protecção adequadas para a conservação da biodiversidade e que permitam também um ambiente seguro para a reprodução de espécies de interesse pesqueiro.
O Banco de Gorringe é constituído por dois montes submarinos, o Gettysburg e o Ormonde, situa-se a 120 milhas marítimas a oeste-sudoeste do Cabo de São Vicente, e tem 200 quilómetros de comprimento e 80 quilómetros de largura.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Terra - Planeta Activo

Tsunami no Japão: os factos @Lusa


- Às 14h46, hora local (5h46 em Portugal), um sismo de magnitude 8.9 atingiu o nordeste do Japão
- O sismo provocou o tsunami: as ondas chegaram aos 10 m de altura e atingiram cidades costeiras do país- em alguns casos, a água avançou até cinco quilómetros para o interior.
- O alerta de tsunami foi lançado na região do Pacífico. Foram evacuadas algumas regiões do litoral das Filipinas e do Havai. Chegaram vagas do tsunami à costa Oeste dos EUA , no estado de Oregon, mas sem danos.
- O governo japonês declarou um alerta nuclear preventivo devido à subida da pressão num reactor da central nuclear de Fukushima
- Na praia de Sendai, uma das cidades mais afectadas, foram encontrados 300 corpos. Há muitos mais desaparecidos, sendo de prever um número elevado de vítimas.

 http://g1.globo.com/tsunami-no-pacifico/noticia/2011/03/entenda-o-terremoto-que-atingiu-o-japao.html


Os principais tsunamis no mundo nos últimos anos


Principais tsunamis registados desde o maremoto de Dezembro de 2004 na Ásia, uma das piores catástrofes naturais.

26 de Dezembro de 2004
SUDESTE ASIÁTICO
Um tremor submarino de magnitude 9,3 - o mais poderoso do últimos 40 anos -perto da ilha indonésia de Sumatra provocou um tsunami que chegou às costas de uma dezena de paises do Sudeste Asiático, causando a morte de 220.000 pessoas.
Na província indonésia de Aceh, onde o nível da água chegou a subir mais de 30 metros, morreram 168.000 pessoas. O maremoto propagou-se por centenas de quilómetros, até as Maldivas e Somália.

17 de Julho de 2006
INDONÉSIA
Um tremor submarino de magnitude 7,7 provocou um tsunami na costa sul da ilha de Java (654 mortos).

2 de Abril de 2007
ILHAS SALOMÃO
52 pessoas morreram num tsunami que afectou o oeste das Ilhas Salomão (sul do Pacífico). O maremoto, causado por um tremor de magnitude 8, destruiu 13 povoações costeiras.

29 de Setembro de 2009
SAMOA
Mais de 190 pessoas morreram nas ilhas Samoa e Tonga, assim como nas Samoa americanas, depois de terramoto de magnitude 8 que originou um tsunami.

27 de Fevereiro de 2010
CHILE
Um tremor e um tsunami consecutivo afetaram o centro-sul do Chile, deixando 555 mortos e desaparecidos, a maioria deles na região de Maule.

25 de Outubro de 2010
INDONÉSIA
Mais de 400 pessoas morreram num tsunami provocado por um tremor de magnitude 7,7 no arquipélago de Mentawai.

11 de Março de 2011
JAPÃO
Um tsunami de 10 metros de altura arrasou as costas de Sendai, nordeste do Japão, depois de um violento tremor de 8,9 de magnitude registado nas costas do arquipélago. Foram emitidos alertas praticamente em todas as costas do Pacífico, incluindo Austrália, América Central e do Sul.


sábado, 15 de maio de 2010

Descobertas ilhas submersas há milhões de anos no Caribe

Cientistas alemães recolheram fósseis de animais e plantas marinhas que comprovam o achado

2010-05-11
CienciaHoje
Um grupo de cientistas alemães descobriu no mar do Caribe, na costa da Colômbia e da Venezuela, várias ilhas submersas há milhões de anos, a uma profundidade de 800 a mil metros.

Os especialistas da Universidade de Greifswald, na Alemanha, trouxeram à superfície restos fossilizados de corais, conchas, caracóis e algas vermelhas que extraíram com cestos especiais através de varrimentos ao fundo marinho.

Todos os animais e plantas marinhas apenas se encontram em águas superficiais muito iluminadas. O porta-voz da universidade acrescentou ainda que a descoberta de uma pedra de basalto demonstrou que os montes submarinos foram antigamente ilhas das Caraíbas.



Mar do Caribe terá sido "uma bola no jogo das placas continentais americanas"
 

“O resultado surpreendeu-nos muito e demonstra que o mar do Caribe foi há milhões de anos uma bola no jogo das placas continentais americanas”, explicou o investigador Martin Meschede.

O cientista acrescentou ainda que a investigação, desenvolvida nos passados meses de Março e Abril, tinha como objectivo recolher amostras dos sedimentos do fundo do mar em águas profundas da costa da Venezuela e da Colômbia.
No entanto, os resultados das investigações indicam que há 80 ou 90 milhões de anos produziu-se um grande fluxo de basalto que deu lugar à elevação de um planalto sobre a superfície marinha.

domingo, 18 de abril de 2010

Erupção de vulcão na Islândia provoca caos aéreo na Europa

Vulcão da Islândia afecta saúde pública, traz perigos geológicos e confunde reactores de aviões

CienciaHoje


"Um vulcão na Islândia, situado no meio da geleira Eyjafjallajokull, que estava adormecido a mais de 200 anos e que no mês passado lançou fumaça, entrou em erupção e causou um caos aéreo no norte da Europa.

A erupção teve que romper mais de 200 metros de gelo, arremessou lavas a mais de 10km de altura e destilou uma fumaça que é composta por silício, material que derrete as hélices das turbinas doas aviões que permaneceram em terra devido ao risco." continua aqui