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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dia de Darwin


Para assinalar o Dia de Darwin, que se comemorará no próximo dia 12 de fevereiro um vídeo do TED-Ed, uma organização norte-americana sem fins lucrativos, sobre os mitos e as conceções erróneas em torno das teorias da evolução.
(disponibilizado pela Areal Editores)


 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Por que razão as zebras têm riscas?


GreenSavers

http://rsos.royalsocietypublishing.org/content/2/1/140452#sec-2

A Natureza tem dezenas, centenas ou milhares de questões por resolver, em fase de descoberta ou que até ainda não sabemos que se irão colocar. No entanto, existe uma que, apesar de aparentemente pouco interessante, continua a deixar os cientistas confusos: por que razão têm as zebras riscas?
Até agora existiam três teorias: a da camuflagem, a da função social e a da higiene e bem-estar – afastar os insectos. Esta semana, porém, uma quarta teoria foi lançada à comunidade científica: as riscas das zebras são importantes para regular a temperatura dos animais.
O estudo já está disponível no site da Royal Society Open Science e não só faz sentido como está bem argumentado. Veja as quatro teorias existentes para as riscas das zebras.
1.Camuflagem
Muitos acreditam que o propósito das riscas é enganar os predadores. Durante o dia, elas criam uma ilusão para os leões, um dos principais predadores de zebras, “proibindo-os” de perceberem a sua velocidade, tamanho ou trajectória. Curiosamente, Charles Darwin achava esta teoria pouco provável, ainda que a base faça algum sentido.
2.Função social
As riscas são bonitas, pelo que podem ajudar as zebras a tomarem decisões sensíveis sobre acasalamento – e os machos têm riscas muito mais elaboradas que as fêmeas. Apesar de ser a mais romântica, esta teoria é pouco plausível.
3.Evitar mordidelas de insectos
Esta teoria afirma que a principal função das riscas é evitar as mordidas dos insectos parasitas, uma vez que as moscas evitam pousar nelas. A teoria tem ganho adeptos com o tempo. Um estudo recente sobre moscardos demonstrou que eles preferem pousar em cores uniformes e não em riscas.
4.Regulação térmica
É a nova teoria, que explica que as riscas pretas tornam-se mais quentes que as brancas, o que leva o ar a circular na pele do animal. O estudo aqui publicado demonstra que a temperatura “pode prever quais os padrões das riscas da zebra em todo o continente africano”.
Foto: Stig Nygaard / Creative Commons

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Artigos relacionados:
Há três espécies de zebras:

  • Equus grevyi
  • Equus quagga
  • Equus zebra

  • As três pertencem ao género Equus, junto com outros equídeos vivos ( da família Equidae).

    1. Equus grevyi (Oustalet, 1882) – Zebra-de-grevy / Grevy’s Zebra
    2. Equus quagga (Boddaert, 1785), sinônimo: Equus burchelliiZebra-das-planícies ou zebra-comum / Plains Zebra or Burchell’s Zebra
    3. Equus zebra (Linnaeus, 1758) – Zebra-das-montanhas / Mountain Zebra

    Atualmente reconhecem-se seis subespécies da zebra-comum...
    ler mais aqui em Girafamania (visitado em 2015-01-26)

    domingo, 4 de janeiro de 2015

    Galinhas foram domesticadas há 10.000 anos

    Foto mclameiras
    "As galinhas foram domesticadas pela primeira vez há 10.000 anos, na China, de acordo com uma análise aos ossos fossilizados do animal, junto ao Rio Amarelo, no norte do País. De acordo com os biólogos do projecto, uma análise ao ADN prova que essas galinhas são da mesma linhagem que as actuais."

    Publicado em 30 de Novembro de 2014. (Grensavers)

    sexta-feira, 28 de novembro de 2014

    " As Origens da Vida by Carl Sagan"



    "Uma voz na Sinfonia Cósmica" - 2º Episódio - "As origens da VIDA"
    versão dobrada em português, dividida em partes:
    Parte 1-Introdução
    Parte 2-Seleção Artificial
    Parte 3-Calendário cósmico
    Parte 4-Seleção Natural
    Parte 5-Mutações

    quarta-feira, 26 de novembro de 2014

    DARWIN

     Charles Darwin naturalista e cientista inglês que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual.

    Charles DARWIN (1809-1882)

     
    Charles Darwin aos 51 anos, na época da publicação
     da 1ªedição de A Origem das Espécies


     

       Fonte:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Darwin

    http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Origem_das_Esp%C3%A9cies





    Algumas obras entre outras:
    Origin of Species title page.jpg("A origem das Espécies" - A primeira edição, publicada pela editora de John Murray em Londres no dia 24 de Novembro de 1859 com tiragem de 1250 exemplares, esgotou-se no mesmo dia)

     
      "Sobre a origem das espécies através da seleção natural", Charles Darwin contrapôs-se à versão cristã da criação do mundo e tornou-se um dos cientistas mais combatidos da época.
    
    1ª Edição - 1871

     
     Ver aqui: Charles DARWIN e a árvore da VIDA
    O Documentário sobre Charles Darwin e sua teoria revolucionária da evolução pela seleção natural, produzido pela BBC para marcar o bicentenário do nascimento de Darwin.
    O apresentador, David Attenborough, descreve o desenvolvimento da teoria de Darwin através de suas observações de animais e plantas na natureza e no estado domesticado e visita locais importantes na vida do próprio Darwin, incluindo Down House, da Universidade de Cambridge e do Museu de História Natural, utilizando imagens de arquivo de muitos documentários que Attenborough fez da natureza para a BBC.
    Ele analisa o desenvolvimento da teoria desde o seu início, e seu impacto revolucionário na maneira em que os humanos vêem a si mesmos - não como tendo domínio sobre os animais como diz a Bíblia, mas como parte do mundo natural e sujeito às mesmas forças de controle que governam toda a vida na Terra.
     

    Similaridades genéticas e relações evolutivas

    Hibridização de DNATestando similaridades usando DNA

     Os cientistas utilizaram cinética do DNA para investigar relações evolutivas usando uma técnica chamada hibridação DNA-DNA ( figura à esquerda).
    Cada molécula de DNA é feita de duas cadeias (tiras) de nucleotídeos. Se as tiras forem aquecidas, elas separam-se e conforme arrefecem, a atração dos nucleotídeos irá fazer com que se unam novamente.
    Para comparar espécies diferentes, os cientistas cortam o DNA das espécies em pequenos segmentos, separam as tiras e misturam o DNA. Quando o DNA das duas espécies se unem, a combinação entre as duas tiras não será perfeita já que há diferenças genéticas entre as espécies – e quanto mais imperfeita a combinação for, mais fraca a ligação entre as tiras. Essas ligações fracas podem ser quebradas com apenas um pouco de calor, enquanto que combinações mais próximas requerem mais calor para separar as tiras de novo.

    Hibridaçao de DNA pode medir quão similar o DNA de espécies diferentes são.

     














     Quando se aplicou essa técnica nos relacionamentos entre os primatas, ela sugeriu que humanos e chimpanzés carregavam DNA mais parecido entre si do que com DNA de gorilas e orangotangos.
     Imagem do Sibley cortesia de Thayer Birding Software.Relações hipótese baseada em dados de hibridização DNA-DNA
    Hipótese de relações evolutivas entre humanos e os seus parentes mais próximos baseadas em dados da hibridização do DNA
    
     

     
    

    Evolução do Homem

    O assunto na aula de Biologia de hoje virou para a evolução do Homem.

    A análise de dados bioquímicos, tais como comparação de moléculas de DNA e de proteínas têm permitido traçar árvores filogenéticas (diagramas que representam as relações de parentesco evolutivo entre grupos de seres vivos) como a representada na figura seguinte.
     
     
    A árvore filogenética ilustrada na figura relaciona primatas atuais e seus ancestrais.
    
    Gráfico do Enem mostrando a evolução humana
    Árvore filogenética provável dos Antropóides
     
    ?Questão 1.
    Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:
    I- os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
    II- alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides.
    III- na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum.
    IV- não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens.
     
    Analisando a árvore filogenética, pode concluir que:
    a) todas as afirmativas estão corretas.
    b) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
    c) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
    d) apenas a afirmativa II está correta.
    e) apenas a afirmativa IV está correta.
     
    Selecione a letra da opção correta
     


    Mais um ramo em nossa árvore evolutiva
                        
    Uma espécie de hominídeo recém-descoberta na África do Sul pode representar um elo entre os gêneros ‘Australopithecus’ e ‘Homo’. Este ensaio recapitula o quebra-cabeça da evolução humana e ajuda a entender o lugar da nova peça.
    Por: Felipe A.P.L. Costa
    Publicado em 18/10/2010 | Atualizado em 19/10/2010
    CienciaHoje

    A evolução humana é um assunto intrigante e que facilmente mobiliza nossa curiosidade. Não é de estranhar, portanto, que os holofotes da mídia se acendam sempre que os estudiosos anunciam um novo achado fóssil de nossos ancestrais.
    Foi o que ocorreu no início de abril último, após a revelação de que uma nova espécie de hominídeo havia sido formalmente descrita e nomeada. Trata-se do Australopithecus sediba, um possível elo de transição entre os gêneros Australopithecus e Homo.

    ‘Somos mamíferos primatas’ – eis uma frase que resume bem a posição que a espécie humana ocupa na escala zoológica. São conhecidas aproximadamente 5,4 mil espécies de mamíferos viventes, das quais umas 380 (incluindo a humana) são classificadas como primatas.
     
    A história evolutiva dos mamíferos foi iniciada no começo da era Mesozoica, há cerca de 220-230 milhões de anos, a partir de uma linhagem ancestral de répteis (agora extintos) denominados terapsídeos.
    No entanto, a ampla irradiação evolutiva do grupo só ocorreu no final daquela era, quase 100 milhões de anos depois. As primeiras linhagens reconhecidas como de primatas apareceram milhões de anos depois, já na era Cenozoica, iniciada há cerca de 65 milhões de anos.
    O ramo ancestral que daria origem a todos os primatas dividiu-se, logo no início de sua história evolutiva, em duas linhagens: os estrepsirrinos (ou prossímios) e os haplorrinos (símios).


    Parentes mais próximos

    "Os primatas* viventes mais intimamente relacionados aos seres humanos são os catarrinos, entre os quais duas grandes linhagens (referidas formalmente como superfamílias) costumam ser reconhecidas: Cercopithecoidea e Hominoidea.
    A superfamília Cercopithecoidea abriga diversas espécies de macacos africanos e asiáticos, de hábitos arborícolas ou terrestres, caracterizados pela presença de cauda. Entre eles estão, por exemplo, babuínos (Papio), mandril (Mandrillus), colobos (Colobus) e o macaco-narigudo (Nasalis).
    Já a superfamília Hominoidea costuma ser subdividida em dois grupos, o dos pequenos símios (gibões) e o dos grandes símios ou antropoides. Este último inclui o gênero humano (Homo) e outros três gêneros de primatas viventes: Gorilla (duas espécies de gorilas), Pan (chimpanzé e bonobo) e Pongo (duas espécies de orangotangos).
    O elo entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos é uma lacuna do conhecimento sobre a evolução dos antropoides
    A grande maioria dos estudiosos concorda que chimpanzés e bonobos são os primatas viventes mais próximos da espécie humana. No entanto, os detalhes da separação dos ramos a partir dos quais surgiram humanos, por um lado, e chimpanzés e bonobos, por outro, ainda não estão devidamente documentados.
    Esse hiato – retratado no imaginário popular como o ‘elo perdido’ entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos – é uma das lacunas atuais do conhecimento sobre a história evolutiva dos antropoides.
    Cabe ressaltar que o número de espécies de antropoides fósseis semelhantes aos seres humanos tem aumentado nos últimos anos. Entre esses novos achados, o candidato a elo mais antigo que se conhece é o Sahelanthropus tchadensis, o ‘homem de Toumai’, cujos primeiros restos fósseis – um crânio, pedaços de mandíbulas e alguns dentes – foram encontrados no deserto de Djurab, no Chade, em 2001.
    A idade desses restos foi estimada em 7 milhões de anos, recuando assim a idade do ‘elo perdido’ em cerca de 3 milhões de anos – antes do homem de Toumai, o ‘elo’ mais antigo tinha cerca de 4 milhões de anos."
    http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/275/mais-um-ramo-em-nossa-arvore-evolutiva

    ler mais aqui

    ... vale ressaltar o seguinte: embora as espécies viventes que são classificadas em um mesmo grupo taxonómico possam ser genericamente rotuladas de “parentes próximos”, não costuma haver entre elas uma relação direta de ancestralidade e descendência. No caso dos seres humanos, por exemplo, isso significa dizer que, embora todas as demais espécies viventes de primatas possam ser genericamente rotuladas de “nossos parentes mais ou menos próximos”, nenhuma delas representa um “ancestral” da espécie humana.

    *Os Primatas
    Em termos puramente zoológicos, todas as espécies (viventes ou fósseis) conhecidas de primatas estão reunidas em uma única ordem de mamíferos. O nome científico da ordem (Primates) foi cunhado por Carl von Linné (1707-1778) – também conhecido como Carolus Linnaeus ou simplesmente Lineu –, o criador da nomenclatura biológica que usamos ainda hoje. O termo deriva da palavra latina primus, que significa “primeiro” ou “em primeiro lugar”, e foi usado para designar o grupo que, na opinião do autor, ocuparia a posição mais “alta” dentro do reino animal.

     

    sábado, 21 de setembro de 2013

    Cientistas descobrem como voaram os primeiros pássaros

     Publicado em 20 de Setembro de 2013. (Greensavers)
    Os cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, revelaram novas pistas sobre a evolução do voo dos pássaros, através de uma série de experiências baseadas em fósseis de dinossauros – em especial do microraptor.
    O primeiro dinossauro descrito como tendo penas nos braços, pernas e na cauda viveu há cerca de 140 milhões de anos e tinha cinco asas. Mas o microraptor pressupõe que a evolução do voo dos pássaros passou por uma fase de quatro asas – o que representa uma etapa importante na evolução do bater de asas e planar...
    ler mais aqui

    O estudo foi publicado este mês, na última edição da revista Nature Communications.


    quarta-feira, 29 de setembro de 2010

    Lesmas-do-mar mais eficientes na fotossíntese do que algas

    Investigadores portugueses reportam processo evolutivo de cleptoplastos


    2010-09-29
    CienciaHoje
    "Lesmas-do-mar movidas a energia solar" (fotografia: Bruno Jesus)
    Investigadores portugueses descobrem que lesmas-do-mar fotossintéticas podem ser mais eficientes na fotossíntese do que as próprias algas que consomem. Já há muito tempo se conhece uma destas espécies com uma capacidade invulgar: guardar alguma da maquinaria das células das algas que consomem (os cloroplastos – as estruturas mais importantes para a fotossíntese) e mantê-los funcionais dentro das suas próprias células, produzindo assim parte do seu próprio alimento através da fotossíntese, tal como uma qualquer planta.

    Este grupo de lesmas-do-mar, denominados sacoglossos, foi igualmente baptizado de “Lesmas-do-mar movidas a energia solar” (solar-powered seaslugs no original inglês). Até agora, conhecem-se no mundo 300 espécies e vivem todas em águas pouco profundas, associadas a algas verdes que frequentemente observamos nas praias.

    O mais curioso desta associação é que não se trata de uma simbiose entre dois organismos, como acontece entre os corais e as microalgas que dentro deles vivem, mas entre um animal e um organelo celular de um vegetal – o cloroplasto – que não é digerido quando passa pelo tracto digestivo da lesma e se mantém funcional. Estas estruturas, “roubadas” às algas, passam a ter o nome de cleptoplastos.
    Estes cleptoplastos podem produzir energia tal como o faziam na alga durante algumas semanas ou até meses, sendo portanto um bom complemento ao consumo das algas pelas lesmas. Num artigo publicado a semana passada, no «Journal of Experimental Marine Biology and Ecology», os investigadores portugueses Bruno Jesus, Patrícia Ventura e Gonçalo Calado reportam uma importante descoberta relacionada com as prestações destes cleptoplastos.

    Estudando a espécie de lesma-do-mar Elysia timida e a alga de que se alimenta Acetabularia acetabulum demonstraram que o rendimento fotossintético em condições de luz alta, semelhante à do ambiente em que vivem, é maior nos animais que nas algas. De facto, nestas condições de luminosidade, os cloroplastos das algas entram facilmente num processo denominado fotoinibição, que baixa o rendimento do processo de fotossíntese.

    Ao contrário, os cleptoplastos que estão nas células das lesmas, beneficiam de uma protecção de umas estruturas móveis, os parápodes – prolongamentos da pele do animal -, que se podem abrir ou fechar consoante a quantidade de luz ambiente, fazendo com que o processo e fotoinibição diminua. Além disso, foi também observado que estes animais tendem a afastar-se das zonas com luz alta, o que as algas não podem fazer. É como usar o melhor de dois mundos: fazer fotossíntese como uma planta, abrir ou fechar-se e mudar de sítio, como um animal, segundo as condições de luz.

    A Elysia timida alimenta-se da alga Acetabularia acetabulum (fotografia: Bruno Jesus)
    Inovação evolutiva

    “É fascinante como um animal pode ser ainda mais eficiente fazer fotossíntese do que a alga a quem roubou a maquinaria!”, comentou Bruno Jesus, investigador do Centro de Oceanografia e primeiro autor do estudo. “Algures, no decorrer da evolução, esta associação terá sido fortemente benéfica para este grupo de lesmas-do-mar, provavelmente na colonização de águas pouco profundas. Embora este processo evolutivo esteja longe de ser entendido, é certamente uma lição a ter em conta que demonstra que as inovações evolutivas têm muito menos fronteiras do que “a priori” poderíamos pensar”, acrescentou.

    Este trabalho é o primeiro resultado de um projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia chamado SymbioSlug, coordenado pelo Instituto Português de Malacologia e tendo como parceiro o Centro de Oceanografia, que pretende estudar a fisiologia desta curiosa relação entre animais e plantas, que até agora levantou mais perguntas que respostas.

    sexta-feira, 16 de julho de 2010

    Galinha surgiu antes do ovo... mas a polémica continua !!!!

    O assunto na aula de Biologia virou para a evolução do Homem. Análise de dados bioquímicos, tais como comparação de moléculas de DNA e de proteínas têm permitido traçar árvores filogenéticas como a representada na figura seguinte.
     
    A árvore filogenética ilustrada na figura relaciona primatas atuais e seus ancestrais.
    Gráfico do Enem mostrando a evolução humana
     
    Questão 1.
    Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:
    I- os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
    II- alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides.
    III- na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum.
    IV- não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens.
     
    Analisando a árvore filogenética, pode concluir que:
    a) todas as afirmativas estão corretas.
    b) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
    c) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
    d) apenas a afirmativa II está correta.
    e) apenas a afirmativa IV está correta.
     
    Selecione a letra da opção correta
     
     
     

    sábado, 16 de janeiro de 2010

    Pássaros e jacarés respiram da mesma forma

    Cientistas descobrem como os antepassados de ambos conseguiram sobreviver à extinção

    Os jacarés e os pássaros respiram da mesma forma, através de uma estrutura pulmonar muito particular. O estudo da Universidade de Utah (Salt Lake City, EUA) agora publicado pela «Science» explica que o ar flui nas vias respiratórias destes répteis numa única direcção. Característica que se acreditava ser apanágio dos pássaros.

    Este método de respiração pode ter permitido aos antepassados destes animais serem mais resistentes e dominarem a Terra depois da extinção massiva ocorrida há 251 milhões de anos.

    sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

    Encontradas na Polónia as mais antigas pegadas de quadrúpedes

    Descoberta põe em causa o que se pensava sobre a linha evolutiva dos vertebrados



    2010-01-07
    www.cienciahoje.pt/

    Foram encontradas as pegadas mais antigas de tetrápodes até agora conhecidas. Estão nas Montanhas da Santa Cruz (Świętokrzyskie), na Polónia, e desafiam o conhecimento actual sobre a linha evolutiva dos vertebrados terrestres de quatro membros.

    Isto porque os fósseis de vertebrados mais antigos que se conhecem datam de aproximadamente 377 milhões de anos. Estas pegadas são 18 milhões de anos mais velhas. Estes vertebrados terão sido um grupo de transição entre os peixes e os animais terrestres quadrúpedes.

    Continuar a ler...

    sexta-feira, 2 de outubro de 2009

    «Ardi», a nova antepassada humana

    'Ardi'
    Fóssil de antepassado humano revelado


    Catalogação do esqueleto encontrado na Etiópia demorou 17 anos, mas esta pode ser a chave para compreender melhor a evolução humana.
    Tem 4,4 milhões de anos, chama- -se Ardipithecus ramidus e pode ser mais um dos antepassados do homem, diz a equipa de investigadores da Universidade da Califórinia que estudou o fóssil na Etiópia.
    Apesar de não estar directamente na linha evolutiva do homem, o Ardi ( nome dado ao esqueleto parcial de uma fêmea) oferece novas informações sobre a forma como a espécie humana evoluiu do antepassado que partilha com o chimpanzé, dizem os investigadores.
    O fóssil do Ardipithecus ramidus foi encontrado pela primeira vez na Etiópia em 1992, mas foram precisos mais 17 anos para compreender a sua importância. A equipa internacional recolheu ossos importantes, como o crânio com dentes, braços, mãos, pélvis, pernas e pés. Também foram encontrados outros fragmentos de osso que pertencem a 36 indivíduos diferentes, incluindo jovens, machos e fêmeas.
    "Demoramos muitos anos a limpar os ossos no Museu Nacional da Etiópia e depois a restaurar o esqueleto para as suas dimensões e forma original", diz Tim White, da Universidade da Califórnia, citado pela BBC, que demorou algum tempo a "comparar os fósseis com outro encontrados em África".
    Algumas das características do animal são próprias do homem moderno (caminhava em dois pés) mas outras são encontradas no chimpanzé (tinha os pés chatos o que não lhe permitia percorrer longas distâncias). "Este não é um fóssil qualquer. Não é um chimpanzé. Não é um humano. Mostra-nos como costumávamos ser", terminou.

    http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1378589


    A investigação revela que ao contrário do que se pensava, não há um antepassado comum com o chimpanzé.
    http://diario.iol.pt/artmedia.html?id=1093119&pagina_actual=1&tipo=2&mul_id=13170172

    Um esqueleto de uma fêmea de hominídeo primitivo que viveu há 4,4 milhões de anos demonstra que os humanos não evoluíram do antepassado comum aos homens e aos chimpanzés.
    A investigação revela que ao contrário do que se pensava, não há um antepassado comum para as duas espécies, mas sim dois. Assim, os humanos descendem de uma espécie e os grandes símios provêm de outra. A pesquisa indica ainda que os chimpanzés não são um modelo desse misterioso antepassado, e que foram os símios africanos que evoluíram bastantes desde os tempos do último antepassado comum. Esta investigação põe em causa o decorrer da evolução humana e está a provocar um debate internacional.
    O estudo, que demorou 17 anos a analisar e a recuperar achados de um esqueleto descoberto na região de Afar, na Etiópia, foi publicado na revista científica «Science» através de 11 artigos. O esqueleto descoberto, não é o misterioso antepassado comum, mas deverá ser bastante parecido. Os 47 cientistas de 10 países apelidaram este novo hominídeo de Ardipithecus ramidus, «Ardi». Estes hominídeos são menos evoluídos que os Australopithecus.
    Ardi viveu há 4,4 milhões de anos, media cerca de um metro e vinte centímetros e pesava 50 quilos. Durante o estudo os cientistas descobriram também milhares de ossos de dezenas de animais e plantas e conseguiram reconstituir o habitat natural deste hominídeo. Ardi vivia em grupo numa paisagem de floresta com cascatas de água doce, com palmeiras, figueiras e lódãos.
    Os hominídeos Ardipithecus, ao contrário do que se pensava, e sugerido pela anatomia dos pés, caminhavam erguidos e apoiados pelas duas pernas. A morfologia dos dentes indica que Ardi tinha uma dieta diferente dos símios africanos e que era uma «trepadora prudente». Isto é, trepava às árvores, mas deslocava-se de gatas pelos ramos. Estes dados vêem refutar as ideias pré-existentes sobre o antepassado comum para as duas espécies. A investigação diz mesmo que os chimpanzés não são um bom modelo desse antepassado, mas que os humanos poderão ser o melhor exemplo.

    quinta-feira, 9 de abril de 2009

    Células eucariotas surgiram após oxigenação

    Redução de níquel nos oceanos fez aparecer formas complexas de vida O aumento da concentração de oxigénio na atmosfera que permitiu o aparecimento das formas complexas de vida deveu-se a uma redução da quantidade de níquel na Terra há 2,4 mil milhões de anos. Esta é a conclusão de um estudo de investigadores norte-americanos e canadianos hoje publicado na revista Nature. Segundo os cientistas, a oxigenação "alterou de forma irremediável o ambiente à superfície da Terra e tornou possível as formas de vida avançadas", segundo Dominique Papineau, do Laboratório de Geofísica do Instituto Carnegie e co-autor do estudo.Naquela época, a vida na Terra limitava-se a organismos simples, os archea e as bactérias. Só depois da oxigenação da atmosfera surgiram os eucariotas, terceiro grande ramo da árvore da vida a que pertencem todas as plantas e animais pluricelulares. Os investigadores já sabiam que o aumento da concentração de oxigénio se deveu ao declínio rápido do nível de metano na atmosfera, mas desconheciam a causa. Ao analisar formações rochosas anteriores a 2,4 mil milhões de anos, a equipa de Kurt Konhauser, da Universidade de Alberta em Edmonton, no Canadá, constatou que os níveis de níquel caíram bruscamente pouco antes de o oxigénio se tornar mais abundante. Organismos consumiam níquel Antes da oxigenação, a vida era dominada pelos metanogenes, organismos unicelulares que rejeitam metano em grandes quantidades e impedem a concentração do oxigénio na atmosfera. Para metabolizar o metano, esses organismos consumiam níquel, que há 2,7 mil milhões de anos estava presente à superfície do planeta em quantidade 400 vezes superior à que se regista actualmente. Há 2,5 mil milhões de anos, a quantidade de níquel já tinha baixado para metade e algumas centenas de milhões de anos depois os metanogenes estavam em declínio, por falta de nutrientes. Esse declínio abriu caminho à multiplicação das cianobactérias, e depois ao aparecimento de organismos mais complexos, entre os quais, várias centenas de milhões de anos depois, os eucariotas. Os cientistas pensam que a diminuição da quantidade de níquel à superfície da Terra se deveu a uma alteração de temperatura no manto que provocou uma diminuição dos fluxos de lava ricos em níquel do interior do planeta para os oceanos.
    :: 2009-04-08