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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Campanha alerta para abuso de antibióticos nas crianças

A propósito destas notícias sobre a Klebsiella pneumoniae, hoje na aula, falou-se de resistência das bactérias aos antibióticos.

"Desde 7 de Agosto foram identificados no Hospital de Gaia mais de 30 doentes portadores de Klebsiella pneumoniae, uma bactéria multirresistente que terá surgido em consequência do uso de grandes doses de antibióticos. A bactéria é de rápida disseminação, transmite-se pelo toque, sobrevive na pele e no meio ambiente e desconhece-se a sua durabilidade. Até ao momento foram contabilizadas três mortes devido a este problema. ...continua aqui..."



Cartaz da campanha que arrancou nesta quinta-feira nas farmácias.

"Ainda antes de completarem o primeiro ano de vida, mais de 50% das crianças portuguesas já tomaram um antibiótico pelo menos uma vez – apesar de 90% das infecções nesta idade serem de origem viral e, por isso, não necessitarem deste tipo de medicamentos. A realidade torna-se mais grave numa altura em que o abuso dos antibióticos está a contribuir para que as bactérias sejam cada vez mais resistentes. "

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

"Superbactérias"

Imagem: Quero saber nº18 - março 2012
Aumento da resistência a antibióticos

"No século XX, o uso de antibióticos revolucionou o tratamento médico, permitindo a sobrevivência de muitos doentes, que antes estariam condenados à morte. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido. Esta droga, produzida por um fungo do género Penicillium, atua a nível da parede de algumas bactérias, destruindo-as. Este antibiótico foi de extrema importância no tratamento de doentes, durante a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, algumas doenças infeciosas têm-se mostrado resistentes ao tratamento com antibióticos que, anteriormente, eram eficazes.
A razão do aumento da resistência  (das"superbactérias") aos antibióticos é a evolução.
 
Qualquer população natural apresenta variantes invulgares. Considere-se o exemplo de um antibiótico que é responsável pela destruição de um componente da parede celular de um certo tipo de bactérias. Nessa população, poderá existir um ou outro indivíduo – mutante – que apresente moléculas ligeiramente diferentes nas suas paredes celulares, mas sobre as quais o antibiótico não é capaz de atuar.
Nesta situação, quando um indivíduo é tratado com um antibiótico, as bactérias sensíveis a esta droga morrem. Contudo, as bactérias resistentes não são afetadas, multiplicando-se e aumentando o seu número milhões de vezes por dia.

O antibiótico não foi responsável pelo surgimento da resistência bacteriana a essa droga, apenas favoreceu o desenvolvimento das bactérias que já apresentavam esta capacidade. Os primeiros sinais de resistência a antibióticos surgiram na década de 40 do século XX, apenas quatro anos depois do início da sua aplicação na prática clínica. A partir dessa época, novas drogas foram desenvolvidas para destruir as formas resistentes.

No entanto, os micróbios continuaram a evoluir.
Actualmente, 40% das infecções hospitalares causadas por Staphylococcus resistem
à maioria dos antibióticos. 
in Lewis, Life (adaptado por Areal Editores - doc. Ampliação)

Como  explicar o aumento progressivo, entre as bactérias, de formas resistentes a antibióticos?  

Segundo Darwin, o uso frequente de antibióticos seleciona preferencialmente as formas previamente resistentes de bactérias, que sobrevivem e se reproduzem.
 

Segundo os princípios neodarwinistas, a capacidade de resistência a antibióticos resulta de mutações génicas espontâneas ocorridas no passado. As bactérias geneticamente resistentes são favoravelmente selecionadas em presença dos antibióticos, sobrevivem, reproduzem-se e geram descendentes igualmente resistentes. Com o tempo, tais antibióticos vão perdendo sua eficácia sobre as bactérias, representando um grande problema médico.

sábado, 15 de novembro de 2014

Por que motivo não se apanha legionella pela água da torneira?

Veja a resposta a esta e a mais 11 perguntas

2Há um surto de legionella que está a deixar o país em alerta. As autoridades de saúde já estão a tentar controlá-lo, mas a informação também é uma ferramenta de combate à doença. Sabe quais são os sintomas? A forma de transmissão? Os cuidados a ter? O Expresso, com a ajuda da subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, dá-lhe as respostas."
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Legionella, a bactéria que assustou Portugal
Legionella, a bactéria que assustou Portugal
1. O que é a legionella?A legionella pneumophila é uma bactéria que pode provocar uma pneumonia grave, conhecida como doença dos legionários. Esta bactéria desenvolve-se em ambientes de água doce (naturais ou artificiais) e onde se libertam, com relativa facilidade, aerossóis (gotículas de água). Entre estes ambientes incluem-se equipamentos de refrigeração com água tépida (com temperaturas entre os 20º e os 45º), fontanários e aparelhos de aerossóis. Também pode ser encontrada em lagos, rios e reservatórios naturais, mas os pontos de maior disseminação são as torneiras de água quente e fria, chuveiros, jacuzzis, termas, entre outros, nos quais se verifique uma má manutenção dos aparelhos ou problemas na desinfeção da água. 
 
2. Quais os principais sintomas?
Existem dois tipos de sintomas. Os de primeira ordem são tosse seca, expetoração, febre (usualmente acima dos 39ºC), mal-estar, dores musculares e pontadas torácicas. Em alguns casos verifica-se ainda diarreia, vómitos e delírio. Mais tarde, e se a situação se complicar, os sintomas podem evoluir para pneumonia e infeções respiratórias. Nos casos mais graves, a doença pode inclusive provocar a morte.
 
3. O que fazer nos casos em que se registam alguns destes sintomas?
O período de incubação da infeção (desde que se inalam as bactérias até que surgem os primeiros sintomas) pode ir até dez dias. Em caso de dúvida, as pessoas devem contactar a Linha Saúde 24 (808 24 24 24).
 
4. Como se transmite a legionella? Devo deixar de beber água da torneira?
A legionella pode ser transmitida através da inalação de aerossóis (gotículas de água) que contenham esta bactéria, que se aloja e desenvolve nos pulmões. No entanto, o contágio nunca ocorre pessoa a pessoa. As pessoas não devem ter receio de beber água ou cozinhar com água da torneira, uma vez que a infeção apenas se transmite através da inalação das gotículas de água (ou seja, aerossóis, e não vapor de água). No entanto, não deverá beber água colocando diretamente a boca na torneira, uma vez que pode haver inalação de gotas contendo partículas contaminadas.
 
5. Quem são as pessoas mais suscetíveis à bactéria?
A legionella atinge sobretudo as pessoas com um sistema imunitário mais debilitado. Assim, os adultos, principalmente os de idade superior a 50 anos, são aqueles que têm um maior risco de ser infetados com a doença dos legionários. Os homens têm duas a três vezes mais probabilidades de ser afetados pela bactéria. Fumadores, pessoas com diabetes, cancro ou outras doenças crónicas que debilitem o sistema imunitário têm também uma probabilidade maior.
 
6. As crianças podem estar em risco?
A legionella raramente atinge pessoas com idade inferior a 20 anos, uma vez que têm um sistema imunitário mais forte. Desta forma, é pouco provável que a legionella afete crianças. No entanto, as crianças imunodeprimidas tornam-se mais suscetíveis.
 
7. Existe tratamento para a doença dos legionários?
Esta é uma bactéria que pode ser fatal, mas existe tratamento disponível através de antibióticos.
 
8. Que cuidados devem ter as pessoas?
As pessoas podem levar uma vida normal. Ainda assim, algumas precauções devem ser tomadas. Podem beber água, mas deverão ter cuidado para não inalar partículas de água. Deverão adotar cuidados redobrados em locais públicos com desumidificadores, em jacuzzis, hidromassagens, fontes ornamentais com esguicho de água, piscinas, locais com refrigeração industrial e outros onde exista esse risco de inalação de aerossóis. No entanto, a subdiretora-geral da Saúde reforça que estes cuidados são apenas válidos durante estes dias de surto de legionella. 
 
9. Porque é que devemos evitar os duches? O banho de imersão é preferível?
As autoridades recomendam que se evite tomar banho por duche, sendo preferível o banho de imersão, onde a probabilidade de inalar aerossóis é bastante menor. Ainda assim, os duches podem ser utilizados se as pessoas adotarem alguns cuidados, que passam por afastar o chuveiro da cara e desinfetar os chuveiros uma vez por semana, mergulhando-os em água e lixívia durante 30 minutos. Já as crianças podem tomar banho com segurança, uma vez que muito raramente ganham esta infeção. Nas casas com termoacumuladores, a temperatura da água deve ser superior aos 75ºC, impedindo que a bactéria se desenvolva.
 
10. Há risco de este surto se propagar ao resto do país?
À partida não. De acordo com Graça Freitas, este é um fenómeno circunscrito a algumas regiões (à data desta edição, Vila Franca de Xira, Castelo Branco, Barreiro e Porto - os casos identificados nestas três últimas zonas estão todos relacionados com Vila Franca). Ainda assim, este é um surto mais preocupante que os anteriores, pela sua amplitude: até agora, já foram registados quatro mortos e mais de 180 infetados pela doença dos legionários.
 
11. Como é que este surto começou em Portugal?
Ainda não se sabe a origem deste surto. As autoridades estão a adotar várias medidas para perceber e relacionar os locais nos quais os doentes estiveram e adoeceram. Estão ainda a analisar os doentes e a água, de modo a detetar a bactéria. No entanto, neste momento o foco está mais nas medidas de atuação e controlo do que na identificação da origem. Há várias medidas de segurança que estão a ser adotadas: as autoridades de saúde estão a identificar e desinfetar vários pontos da rede pública de água, colocando cloro para conter a bactéria, e vários reservatórios e torres de refrigeração estão a ser encerrados por precaução. 
 
12. Quando é que a legionella foi descoberta?
A bactéria deve o seu nome ao contexto no qual foi descoberta. A doença foi identificada em 1977 pelo Centro Norte-Americano de Prevenção e Controlo de Doenças, um ano depois de um congresso de veteranos da Legião Americana num hotel em Filadélfia, nos Estados Unidos. Nessa conferência, mais de 180 participantes foram afetados por um surto de pneumonia grave e 29 morreram. Foi assim que, um ano mais tarde e quando foi descoberta, a bactéria ganhou o nome de legionella e a infeção que esta provoca ficaria conhecida como doença dos legionários. Chegou-se posteriormente à conclusão que a bactéria tinha sido transmitida pelo sistema de refrigeração central.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/por-que-motivo-nao-se-apanha-legionella-pela-agua-da-torneira-veja-a-resposta-a-esta-e-a-mais-11-perguntas=f897447#ixzz3J6WiTjAj

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A vida dupla da bactéria mais mortífera do planeta

"Ana Sousa Manso, uma cientista portuguesa a acabar o doutoramento na Universidade de Siena em Itália em parceria com a Universidade de Leicester no Reino Unido, é a primeira autora num estudo que identifica o mecanismo por detrás da capacidade infecciosa daquela que é a bactéria mais mortífera no planeta - a Streptococcus pneumoniae (vulgarmente chamada pneumococo). A descoberta, hoje publicada na revista Nature Communication, culmina quase 1 século de investigação desde que em 1933, se mostrou que a bactéria, capaz de causar pneumonia e meningites que matam milhões de pessoas por ano, podia também viver sem sintomas nas vias respiratórias humanas.Este artigo foi escrito por Catarina Amorim no âmbito de um projecto para a divulgação da ciência portuguesa "

continua aqui

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

CICLO DO AZOTO

Bactérias intervenientes no Ciclo do Azoto

(veio a propósito dos seres  Autotróficos (fotossintéticos e quimiossintéticos) e dos Quimioheterotróficos (Quimioeterotróficos ou Quimio-heterotróficos?)

 
O processo pelo qual o nitrogénio ou azoto circula através das plantas e do solo pela ação de organismos vivos é conhecido como ciclo do nitrogénio ou ciclo do azoto. O ciclo do nitrogênio é um dos ciclos mais importantes nos ecossistemas terrestres. O nitrogênio é usado pelos seres vivos para a produção de moléculas complexas necessárias ao seu desenvolvimento tais como aminoácidos, proteínas e ácidos nucleicos.
O principal repositório de nitrogênio é a atmosfera (78% desta é composta por nitrogênio) onde se encontra sob a forma de gás (N2). Outros repositórios consistem em matéria orgânica nos solos e oceanos. Apesar de extremamente abundante na atmosfera o nitrogênio é frequentemente o nutriente limitante do crescimento das plantas. Isto acontece porque as plantas apenas conseguem usar o nitrogênio sob três formas sólidas: ião de amônio (NH4+), ião de nitrito (NO2-) e ião de nitrato (NO3-), cuja existência não é tão abundante. Estes compostos são obtidos através de vários processos tais como a fixação e nitrificação. A maioria das plantas obtém o nitrogênio necessário ao seu crescimento através do nitrato, uma vez que o íon de amônio lhes é tóxico em grandes concentrações. Os animais recebem o nitrogênio que necessitam através das plantas e de outra matéria orgânica, tal como outros animais (vivos ou mortos).
continua aqui

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Células procarióticas

 
Os organismos unicelulares formados por células procarióticas designam-se Procariontes, pertencem ao Reino Monera e são conhecidos, pela designação geral de bactérias.


Morfologia das bactérias
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a: cocos; b: bacilos; c: espiroquetas; d: vibriões

 
As bactérias apresentam vários tipos morfológicos, sendo os mais vulgares os cocos forma esférica), os bacilos (forma de bastonete), os espirilos (forma espiralada) e os vibriões (forma de vírgula). Podem viver isoladas ou formar colónias de células mantidas agregadas depois de se dividirem.

Aprender mais aqui:
http://www.dbio.uevora.pt/jaraujo/biocel/index.htm

 Procariontes fotoautotróficos – Cianobactérias