Mostrar mensagens com a etiqueta Gripe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gripe. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Gripe: um flagelo com mais de 500 anos

 

"Todos os anos é o mesmo filme: as autoridades relembram-nos da necessidade da vacinação contra a gripe e as notícias dos períodos epidémicos sucedem-se. No final da semana passada, por exemplo, a subdirectora-geral de saúde, Graça Freitas, indicava que o número de pessoas com gripe seria de 127,7 por 100.000 habitantes. “A linha de base foi ultrapassada e entrámos no período epidémico”, explicou.
O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) explicou que o número de casos de gripe subiu dez vezes mais entre os dias 29 de Dezembro e 4 de Janeiro, tendo crescido acima do esperado. Mas o fenómeno não é só português nem sequer contemporâneo – a gripe já anda por cá há pelo menos 500 anos.
Segundo o Smithsonion, a mais mortal pandemia de gripe ocorreu entre 1918 e 1919, a gripe espanhola, e foi, simultaneamente, a mais mortal pandemia de sempre – cerca de 50 milhões de pessoas morreram em todo o mundo.
Apesar do seu nome, os cientistas acreditam que a gripe espanhola – ou pneumónica – teve origem na China, mas não existe consenso.
A primeira pandemia conhecida de gripe terá ocorrido no Verão de 1510 e afectou pessoas em África e na Europa, antes de chegar à Escandinávia. Cinquenta anos depois, em 1557, uma nova pandemia foi bem mais grave, causando sintomas iguais aos da pneumonia a pessoas desde a China até à Europa, tendo persistido durante dois anos.
Sete outras grandes pandemias terão ocorrido, globalmente, até à gripe espanhola. O pico de uma delas começou em 1781 e viu dois terços da população da cidade de Roma, na Itália, ficar doente. Em São Petersburgo, cerca de 30.000 novos casos eram detectados por dia – como comparação, existiram 53.470 casos confirmados nos Estados Unidos durante todo o último Outono e Inverno.
O Smithsonion adianta que existem registos médicos históricos que dizem que o vírus remonta à antiguidade. Existe uma doença parecida com a gripe em escritos de 412 a.C. Há também relatórios de “uma tosse malévola e nunca vista” que se espalhou pela Europa em Dezembro de 1173, além de outras pandemias identificadas na Idade Média.
“Ou seja, nos últimos 500 anos, alguns pesquisadores acreditam que uma epidemia de gripe ocorreu a cada 38 anos”, explica o Smithsonian. “À medida que o vírus viaja e se modifica, cria novos focos e novas epidemias, apesar da resistência humana e esforços de prevenção”. Ainda assim, estamos hoje bem melhor preparados para lutar contra este vírus do que os nossos antepassados.
 

Epidemia de Gripe a decorrer em Portugal
 
 saber mais aqui (Gripenet)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gripenet

Quer ajudar a vigiar a gripe? O Gripenet procura voluntários


Todos os residentes em Portugal podem participar na monitorização dos surtos de gripe. Basta registarem-se para a época de 2013-2014, num portal desenvolvido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência.

A gripe
  • Os vírus da gripe
  • História(s) da gripe
  • Vigilância da gripe
  • No laboratório
  • Perguntas frequentes
  • Ligações sobre a gripe

  •  

    Como se transmite a gripe?

    O vírus Influenza é facilmente transmitido de pessoa para pessoa. Quando uma pessoa engripada espirra, tosse ou fala expele pequenas gotículas que contêm o vírus e que podem ser inaladas por outras pessoas.
    O vírus entra no nosso organismo pelo nariz, onde se multiplica, disseminando-se para a garganta e para o restante das vias respiratórias, incluindo os pulmões. Depois são necessários entre 1 a 4 dias até ao aparecimento dos sintomas – é o chamado período de incubação.

    Ao detetar o vírus, o nosso sistema imunitário inicia um processo de defesa que vai sendo apurado enquanto atua. Este processo de defesa está associado aos sintomas da doença e, de um modo geral, resulta na eliminação do vírus em cerca de uma semana.

    A gripe dissemina-se rapidamente em comunidades, em particular em condições de grande aglomeração como é o caso das escolas. Por outro lado, o tempo frio e seco permite que o vírus sobreviva mais tempo fora do nosso organismo e, como consequência, as epidemias sazonais nas zonas temperadas, como é o caso de Portugal, aparecem no final do outono, inverno e início da primavera.
    Homem a espirrar
    Vírus da gripe

    Fonte: CDC
    O vírus Influenza é facilmente transmitido de pessoa para pessoa. Quando se espirra, tosse ou fala expelem-se pequenas gotículas que contêm o vírus e que podem ser inaladas por outras pessoas.
     
    Saiba tudo sobre a gripe aqui:
    http://www.gripenet.pt/pt/sobre-gripe/