O assunto na aula de Biologia de hoje virou para a evolução do Homem.
A análise de dados bioquímicos, tais como comparação de moléculas de DNA e de proteínas têm permitido traçar árvores filogenéticas (diagramas que representam as relações de parentesco evolutivo entre grupos de seres vivos) como a representada na figura seguinte.
A árvore filogenética ilustrada na figura relaciona primatas atuais e seus ancestrais.
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| Árvore filogenética provável dos Antropóides |
?Questão 1.
Após observar o material fornecido pelo professor, os alunos emitiram várias opiniões, a saber:
I- os macacos antropóides (orangotango, gorila e chimpanzé e gibão) surgiram na Terra mais ou menos contemporaneamente ao Homem.
II- alguns homens primitivos, hoje extintos, descendem dos macacos antropóides.
III- na história evolutiva, os homens e os macacos antropóides tiveram um ancestral comum.
IV- não existe relação de parentesco genético entre macacos antropóides e homens.
Analisando a árvore filogenética, pode concluir que:
a) todas as afirmativas estão corretas.
b) apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
d) apenas a afirmativa II está correta.
e) apenas a afirmativa IV está correta.
Selecione a letra da opção correta
Mais um ramo em nossa árvore evolutiva
Uma espécie de hominídeo recém-descoberta na África do Sul pode representar um elo entre os gêneros ‘Australopithecus’ e ‘Homo’. Este ensaio recapitula o quebra-cabeça da evolução humana e ajuda a entender o lugar da nova peça.
Por: Felipe A.P.L. Costa
Publicado em 18/10/2010 | Atualizado em 19/10/2010
CienciaHoje
A evolução humana é um assunto intrigante e que facilmente mobiliza nossa curiosi
da
de. Não é
de estranhar, portanto, que os holofotes
da mí
dia se acen
dam sempre que os estu
diosos anunciam um novo acha
do fóssil
de nossos ancestrais.
Foi o que ocorreu no início
de abril último, após a revelação
de que uma
nova espécie de hominídeo havia si
do
formalmente descrita e nomeada. Trata-se
do
Australopithecus sediba, um possível elo
de transição entre os gêneros
Australopithecus e
Homo.
‘Somos mamíferos primatas’ – eis uma frase que resume bem a posição que a espécie humana ocupa na escala zoológica. São conheci
das aproxima
damente 5,4 mil espécies
de mamíferos viventes,
das quais umas 380 (incluin
do a humana) são classifica
das
como primatas.
A história evolutiva
dos mamíferos foi inicia
da no
começo
da era Mesozoica, há cerca
de 220-230 milhões
de anos, a partir
de uma linhagem ancestral
de répteis (agora extintos)
denomina
dos terapsí
deos.
No entanto, a ampla irra
diação evolutiva
do grupo só ocorreu no final
daquela era, quase 100 milhões
de anos
depois. As primeiras linhagens reconheci
das
como
de primatas apareceram milhões
de anos
depois, já na era Cenozoica, inicia
da há cerca
de 65 milhões
de anos.
O ramo ancestral que
daria origem a to
dos os primatas
divi
diu-se, logo no início
de sua história evolutiva, em
duas linhagens: os estrepsirrinos (ou prossímios) e os haplorrinos (símios).
Parentes mais próximos
"Os primatas* viventes mais intimamente relaciona
dos aos seres humanos são os catarrinos, entre os quais
duas gran
des linhagens (referi
das formalmente
como superfamílias) costumam ser reconheci
das: Cercopithecoi
dea e Hominoi
dea.
A superfamília Cercopithecoi
dea abriga
diversas espécies
de macacos africanos e asiáticos,
de hábitos arborícolas ou terrestres, caracteriza
dos pela presença
de cau
da. Entre eles estão, por exemplo, babuínos (
Papio), man
dril (
Mandrillus), colobos (
Colobus) e o macaco-narigu
do (
Nasalis).
Já a superfamília Hominoi
dea costuma ser sub
divi
di
da em
dois grupos, o
dos pequenos símios (gibões) e o
dos gran
des símios ou antropoi
des. Este último inclui o gênero humano (
Homo) e outros três gêneros
de primatas viventes:
Gorilla (
duas espécies
de gorilas),
Pan (chimpanzé e bonobo) e
Pongo (
duas espécies
de orangotangos).
O elo entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos é uma lacuna do conhecimento sobre a evolução dos antropoides
A gran
de maioria
dos estu
diosos concor
da que chimpanzés e bonobos são os primatas viventes mais próximos
da espécie humana. No entanto, os
detalhes
da separação
dos ramos a partir
dos quais surgiram humanos, por um la
do, e chimpanzés e bonobos, por outro, ain
da não estão
devi
damente
documenta
dos.
Esse hiato – retrata
do no imaginário popular
como o ‘elo per
di
do’ entre os humanos e seus parentes vivos mais próximos – é uma
das lacunas atuais
do conhecimento sobre a história evolutiva
dos antropoi
des.
Cabe ressaltar que o número
de espécies
de antropoi
des fósseis semelhantes aos seres humanos tem aumenta
do nos últimos anos. Entre esses novos acha
dos, o can
di
dato a elo mais antigo que se conhece é o
Sahelanthropus tchadensis, o ‘homem
de Toumai’, cujos primeiros restos fósseis – um crânio, pe
daços
de man
díbulas e alguns
dentes – foram encontra
dos no
deserto
de
Djurab, no Cha
de, em 2001.
A i
da
de
desses restos foi estima
da em 7 milhões
de anos, recuan
do assim a i
da
de
do ‘elo per
di
do’ em cerca
de 3 milhões
de anos – antes
do homem
de Toumai, o ‘elo’ mais antigo tinha cerca
de 4 milhões
de anos."
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/275/mais-um-ramo-em-nossa-arvore-evolutiva
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... vale ressaltar o seguinte: embora as espécies viventes que são classificadas em um mesmo grupo taxonómico possam ser genericamente rotuladas de “parentes próximos”, não costuma haver entre elas uma relação direta de ancestralidade e descendência. No caso dos seres humanos, por exemplo, isso significa dizer que, embora todas as demais espécies viventes de primatas possam ser genericamente rotuladas de “nossos parentes mais ou menos próximos”, nenhuma delas representa um “ancestral” da espécie humana.
*Os Primatas
Em termos puramente zoológicos, todas as espécies (viventes ou fósseis) conhecidas de primatas estão reunidas em uma única ordem de mamíferos. O nome científico da ordem (Primates) foi cunhado por Carl von Linné (1707-1778) – também conhecido como Carolus Linnaeus ou simplesmente Lineu –, o criador da nomenclatura biológica que usamos ainda hoje. O termo deriva da palavra latina primus, que significa “primeiro” ou “em primeiro lugar”, e foi usado para designar o grupo que, na opinião do autor, ocuparia a posição mais “alta” dentro do reino animal.