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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O Género "Homo"...

Bem-vindo, Homo naledi!


O género humano acolheu, nesta quinta-feira, um novo membro, baptizado Homo naledi e cuja descoberta vem complicar ainda mais um pouco a nossa árvore genealógica evolutiva....

(... A nova espécie foi baptizada Homo naledi do nome da gruta, Dinaledi – que em sotho, uma das 11 línguas oficiais da África do Sul, significa “as estrelas”. Situada a uns 40 quilómetros de Joanesburgo, a gruta faz parte do local arqueológico conhecido como "Berço da Humanidade", que a UNESCO classificou como património mundial devido à riqueza de depósitos com fósseis que alberga nas suas inúmeras grutas.)
ler mais aqui

Saber mais: Homo é o género que inclui os humanos modernos (Homo sapiens) e espécies estreitamente relacionadas com eles. ler mais aqui.

Figure 3.



























Figure 3.Cartoon illustrating the geological and taphonomic context and distribution of fossils, sediments and flowstones within the Dinaledi Chamber.
The distribution of the different geological units and flowstones is shown together with the inferred distribution of fossil material.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Qual o parentesco entre baleia, orca («baleia assassina») e golfinho?

Ficheiro:Killerwhales jumping.jpg
Orca
   (Orcinus orca Linnaeus, 1758)


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: Delphinidae
Género: Orcinus
Espécie: Orcinus orca




Golfinho  
(Delphinus delphis)


Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Família: Delphinidae
Género: Delphinus
Espécie: Delphinus delphis






Baleia boreal
  (Balaena mysticetus )

Reino: Animalia
Filo: Chordata

Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Subordem: Mysticeti
Família: Balaenidae
Género: Balaena (Linnaeus, 1758).
Espécie: Balaena mysticetus (Linnaeus, 1758)







Cetacea.jpg
Ordem - Cetacea (Cetáceos)
Adaptado da Wikipédia
Para responder à questão colocada na aula, realmente, a classificação científica destes mamíferos aquáticos revela maior parentesco entre orcas e golfinhos do que entre orcas e baleias.  Saiba porquê.


domingo, 17 de abril de 2011

Académicos querem mudar nome científico de novas espécies

Nomenclatura deverá assentar na procura de relações de ancestralidade comum



CienciaHoje
2011-04-15

Actual divisão de espécies tem nomes latinos.
Um grupo de académicos da Universidade Yale e do Instituto Smithsonian defende a mudança na nomenclatura científica das espécies recém-descobertas, recorrendo ao PhyloCode – proposta de classificação científica das espécies que assenta na procura de relações de ancestralidade comum baseadas nos conceitos da cladística.
Os cientistas envolvidos na descoberta de fósseis, micro-organismos, peixes, aves e outras criaturas assinalaram que têm dificuldades em dar nomes precisos, mas não há unanimidade na aposentadoria da norma que vigora há quase três séculos.
Segundo os que que são a favor da medida, a orientação tradicional desenvolvida há 275 anos pelo botânico sueco Carl Linnaeus não seria a mais correcta, atendendo ao volume actual de informações disponíveis sobre a biodiversidade.
O botânico utilizou uma divisão de espécies com nomes latinos, como o Homo sapiens para humanos, com grupos que têm as características físicas como base. Sendo assim, a proposta apresentada prevê substituir o sistema de Linnaeus por um novo, o PhyloCode (abreviação inglesa para "código filogenético), em que as formas de vida seriam classificadas por ancestrais comuns e princípios de Darwin, ou seja, pela árvore genealógica molecular.
A mudança de nome de uma espécie seria apenas uma "correcção" e ocorreria nos casos em que o novo nome reflectisse o conhecimento adquirido até agora sobre as relações evolutivas. O debate sobre a adopção do PhyloCode contará com duas alas – uma de prós e outra de contras – e terá lugar na numa conferência na Universidade Yale.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Floresta portuguesa está a regenerar-se espontaneamente

Abandono da agricultura é apontado como causa principal

2010-09-24
CienciaHoje

Sobreiro é uma das espécies indígenas
A floresta portuguesa está a passar por um fenómeno de regeneração espontânea apontado hoje por especialistas da área como a forma “mais barata” de solução para o abandono do mundo rural e para as suas consequências gravosas, como incêndios florestais.
Afinal, dizem os peritos, a solução pode estar no próprio problema pois é o despovoamento e o abandono da agricultura tradicional que parecem estar a impulsionar esta “regeneração natural, com espécies indígenas de Portugal a brotarem espontaneamente por todo o lado”.

O fenómeno foi hoje abordado no final da conferência internacional que juntou durante quatro dias, em Bragança, cientistas de 46 países, numa iniciativa do grupo de ecologia da paisagem da IUFRO, a União Internacional de Organizações de Investigação Florestal.
Os desafios e soluções para as terras agrícolas abandonadas, como acontece nas regiões portuguesas do inteiro, mas também em toda a Europa, foi o tema do último simpósio.

As florestas autosustentáveis são a proposta dos investigadores Carlos Aguiar e Henrique Miguel Pereira para a transição.
“Mais do que plantar floresta de novo é cuidar da que está a nascer e está a nascer muita floresta por todo o lado. É uma boa política identificar onde essa floresta está a nascer e apoiá-la e cuidá-la, e é uma forma barata de o fazer”, defendeu Carlos Aguiar.

Espécies indígenas

A primeira medida para este investigador deverá passar por “apostar em apoiar esta regeneração natural de espécies indígenas de Portugal como os carvalhos, azinheiras e sobreiros, que está a surgir espontaneamente por todo o lado”.
O espaço para esta regeneração foi cedido justamente, segundo dizem, pelo abandono da agricultura e o despovoamento.

O reaparecimento destas espécies dar um contributo “a médio prazo” para haver menos fogos florestais em Portugal, na opinião de Henrique Miguel Pereira.
Este investigador, que já teve responsabilidades no Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) não entende “como é que o sistema de combate aos incêndios ainda não tomou como máxima prioridade proteger as zonas de regeneração florestal”.
Trata-se, garantem, de espécies mais resistentes e com potencial económico de produção de madeira ou outros bens como cogumelos, mas também de conservação da natureza.

Soluções não descartam agricultura

Henrique Miguel Pereira reconhece que esta “transição não é um sistema simples porque exige um envolvimento social e que haja uma visão partilhada pelos diferentes actores do que se pretende para o futuro destas regiões”.
As soluções teriam de ser adaptadas às diferentes realidades e, asseguram, que continuaria a haver espaço para a agricultura.
Sublinham, no entanto que “onze por cento da superfície de Portugal está acima dos 700 metros, onde o uso agrícola provavelmente não será recomendável”.
O que consideram que “não pode continuar a acontecer é o avanço do mato com uma série de problemas associados em termos de ocorrência de fogos, e desfavorável à biodiversidade”.